segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

5 de Outubro de 2008 - Maratona da Moçarria

Após ter faltado à 1ª Maratona da Moçarria, realizada em 2007, este ano não faltei à 2ª edição deste evento.

A organização prometia uma maratona com um percurso acessível em termos de altimetria, no entanto não estavam presentes muitos atletas. Era o primeiro sinal para o que aí viria.
Apesar disso, marcaram presença algumas das “estrelas” do maratonismo de btt da zona de Santarém e arredores.

Do grupo de pessoal de Santarém ninguém esteve presente, mas o José Carlos, veio de Samora Correia para medir forças com esta maratona.

O início, em zonas quase todas conhecidas, foi feito completamente á maluca, pois ia com a ideia de que o percurso seria “fácil”. Primeiro grande erro.
Da Moçarria descíamos para o Baixinho e entrávamos na zona que pode ser designada por Bairro. Passámos por Casais de São Brás, Paço e Azóia de Cima, onde se efectuava a separação dos 40 e 80 km’s.
Nesta fase tivemos algumas subidas com um grau de exigência física razoável, e uma descida, para a aldeia da Carvoeira, onde desmontei, pois metia algum respeito.
Para ajudar à festa começaram também aqui os enganos, dado que algumas das marcações eram por assim dizer, um pouco deficientes, principalmente para quem está habituado a eventos com um certo grau de qualidade.
Podem argumentar que é igual para todos, é verdade, mas o Ori-BTT é outra modalidade, que se eu quisesse praticar, inscrever-me-ia nas respectivas provas.

Depois da Carvoeira, o terreno mudou por completo, pois entrámos na zona de pinhal e eucaliptal, que vai até à zona da Aldeia da Ribeira.
O piso nalgumas zonas tinha bastante areia, para infelicidade do José Carlos, e era caracterizado por um sobe e desce constante, que desgastava bastante.
Nesta segunda parte, começaram a aparecer algumas zonas mais técnicas, como dois singletracks no meio de eucaliptos, onde por vezes fazíamos razias aos troncos das árvores, ou ao contrário.
Esta fase da maratona levar-nos-ia até Povoas, para lá de Fráguas, bem perto de Rio Maior e que marcava o início do regresso.

Esta parte da maratona foi bastante complicada para mim, pois resolvi tentar seguir um grupo de malta da “perna rapada” que entretanto tinha passado por mim, num ritmo fortíssimo. Segundo erro e mais tarde iria sofrer as consequências dessa loucura.

Esse grupo acabou por ser desmembrado pelo facto de um desses meninos ter tido um furo e parte do pessoal ter ficado para trás para o ajudar.
Eu segui com o que restava do grupo, que eram os mais calminhos, mas sempre a ritmo superior às minhas capacidades.
Perto do km 60, não muito longe da Sra. da Escusa, começou o calvário. Primeiro comecei a ficar de rastos e sem capacidade de seguir os outros elementos do grupo, apesar disso, segui teimosamente na roda deles.
Ainda por cima, já perto do Engarnal, novo engano, desta vez colectivo, causado por um rebanho de gado caprino, e que me obrigou a fazer mais 3 km’s e a ficar sem capacidade de reacção. Estava exausto e só me apetecia apertar o pescoço de alguém da organização, pois o percurso de fácil e acessível não tinha nada.

Apesar da falta de capacidade física, ainda deu para aproveitar um singletrack a meia encosta da A15, que é quase todo ciclável e não é mais espectacular apenas por isso.
Finalmente subíamos para a Moçarria, pela zona da Vila Nova da Babeca, naquilo que era o empeno final.
Nesta altura já só queria chegar ao final.
Para acrescentar mais surrealismo a esta subida, aparece-me um gajo a correr no sentido descendente a perguntar se tinha visto um atleta com o equipamento do Benfica (mais à frente veremos porquê).
Acho que nem tinha forças para responder ao indivíduo, pelo que continuei a pedalar.

No que diz respeito à classificação consegui um 18º lugar, no entanto a cerca de 1h12m do primeiro, ou seja, para lá da 1h que costumo definir como objectivo. O José Carlos acabou logo a seguir em 22º lugar, fruto de ainda não ter conseguido atinar com os percursos com areia. Está a fazer falta um estágio sobre areias em Santarém.
Já depois do final é que percebemos o problema do atleta do Benfica. Fruto dos enganos, que aparentemente afectaram muita gente, ele conseguiu transformar uma maratona de 80 km’s em 112 km’s.
Até no BTT os atletas de duas rodas do Benfica estão sempre a enganar-se. Só faltava dizer que não o tinham deixado ganhar e que estavam todos contra ele.

O balanço final desta maratona não foi o melhor, e para o ano duvido que volte a estar presente, pois a organização deixou bastante a desejar, principalmente em termos de marcações.
Para além disso, não houve qualquer indicação de como seria o percurso, sendo que os comentários de alguns membros da organização induziram em erro.
Hoje em dia, qualquer organização, mesmo aquelas que não dão prémios monetários aos primeiros classificados, disponibiliza os tracks de GPS e perfil de altimetria da maratona.
Talvez devessem primeiro cuidar dos aspectos básicos da organização destes eventos e depois tratarem de dar prémios aos vencedores.

1 comentário:

Filipe disse...

Assim tá bem.

Mai nada.... há que respeitar atletas como o Canas.