segunda-feira, 29 de março de 2010

Trilhos do Monte - Monte Cimeiro - 28 Fevereiro 2010

No dia 28 de Fevereiro o BTZ Mação deslocou-se à aldeia do Monte Cimeiro, no vizinho concelho do Sardoal para participar na 2ª edição dos Trilhos do Monte.

Desta vez a representação do BTZ foi assegurada ao seu mais alto nível, dado que esteve presente a cúpula dirigente (Chefe de Fila, Velhinho e eu).

Este Inverno tem sido chuvoso, pelo que quando me inscrevi fiquei na dúvida sobre se deveria ou não marcar presença nesta Maratona.
Por outro lado os trilhos da nossa região felizmente não têm tendência para ficarem muito enlameados, pelo que avancei sem medos na manhã de domingo.

Após a chegada tratei rapidamente das burocracias associadas ao levantamento do dorsal e ainda pude fazer um pequeno aquecimento com o resto do pessoal.
Ainda deu para rever alguns amigos como o Sérgio, o Chamusco e o Grande Ricardo Duque que também participaram.

Depois do briefing lá começou a Maratona, com grande parte do pessoal a sair disparado em direcção ao trilho.
Optei por seguir de forma mais calma, tentando acompanhar o Velhinho.

Logo de início deu para perceber como seria o percurso, pois a lama, as poças estavam por todo o lado, dificultando a progressão.
A fase inicial do percurso ia no sentido dos Panascos e da N2, passando nalgumas zonas já conhecidas de outros passeios naquela região.
Depois de um singletrack bastante pequeno, mas que acabava de forma um pouco perigosa, seguíamos pela subida Chamusco (grande escolha da organização ter dado o nome desse atleta de renome àquela subida).

Tenham calma que não foi um privilégio só dele, pois a organização resolveu dar o nome de algumas equipas e participantes a partes do percurso.
Nós obviamente tivemos direito a uma descida (perto da Aboboreira), mas fica a falta imperdoável de não dedicar uma parte do percurso ao Velhinho.

A subida do Chamusco dava lugar a uma descida técnica, dado que tinha imensos regos provocados pela água e uma parte final bastante complicada, onde estava um participante no chão em consequência de queda.
Até então seguia na perseguição ao Velhinho, sendo que as cervejas da véspera começaram a falar mais alto, invertendo-se as posições na classificação.

O percurso depois da zona dos Panascos seguia em direcção da Queixoperra, através de trilhos mais rolantes, que não conhecia, mas que continuavam a ter bastante lama e água.

A chegada à Queixoperra era feita através de um singletrack, algo perigoso, dado que tinha alguma pedra, que estando molhada tornava tudo mais difícil.
Nesta parte do percurso consegui apanhar um grupo de pessoal que era bastante peculiar, pois no terreno mais plano passavam por mim quase a arrancar tinta, mas depois quando chegavam às subidas pareciam ficar parados.

Entre a Queixoperra, a Serra e o Casalinho passaram-me várias vezes, mas na subida para o Chão de Burro deixei de os ver.
Obviamente que ficaram para trás……

No Chão de Burro passei finalmente pela descida BTZ Mação (cuja placa já faz parte do nosso património, tendo sido gentilmente cedida pela organização).
A descida seguinte para o Cerro do Outeiro é espectacular, quer pela paisagem, que pelo facto de permitir nalgumas zonas velocidades bastante altas.
No Cerro do Outeiro voltei a fazer um pouco de pedestre, dado que com as pedras molhadas o piso fica demasiado perigoso (e mesmo assim ainda ia caindo).

Na zona da Borda da Ribeira estava à espera de fazer mais singletracks do que fizemos, pois naquela zona há alguns e dos bons, com muita técnica à mistura.
Na zona da Louriceira efectuámos um single de alto nível que nos levava a uma subida, em que pensei algumas vezes em levar equipamento de escalada.
A subida tinha uma inclinação bastante significativa, o piso não oferecia grande aderência e para ajudar o desviador traseiro tinha metido folga devido à lama.
Já há muito tempo que não fazia um pedestre tão longo…..

A parte final do percurso era quase sempre a descer, com uns topos chatos, principalmente por não ter disponíveis as mudanças mais leves.

No final ainda tivemos mais uma inovação pois passámos literalmente dentro do quintal de algumas casas da aldeia. Ainda me lembro do ar incrédulo de uma velhota dentro de casa a ver-me passar de bike.

Após passar a linha de meta estive à conversa com o Chefe de Fila e o Ricardo Duque, enquanto o Velhinho não chegava, pois destilar cerveja e pedalar ao mesmo tempo normalmente dá mau resultado.

Os banhos acabaram por ser no campo de futebol, onde o Duque, o “Rui Costa” de Alcaravela conheceu algumas das suas tardes de glória……
Aquilo agora está ao abandono, mas pelo menos havia água quente.

Não resisti a tirar uma foto a esta placa que se pode encontrar na entrada do Estádio....
Palavras para quê.........

O almoço foi terrível, pois estavam sempre a aparecer pessoas da organização a perguntar se não queríamos comer mais…..

Esta maratona foi claramente prejudicada pelas condições atmosféricas que se verificaram este Inverno, que foi dos mais chuvosos dos últimos anos.
O percurso era muito bom, pois conseguiram aproximar-se dos 1.400 metros de desnível acumulado em pouco menos de 50 km’s.

Acho que para o ano deveriam marcar esta maratona noutra altura do ano, quando for mais provável encontrar o terreno seco, pois este evento tem potencial.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

II Rota do Azeite - Proença-a-Velha - 14 de Fevereiro 2010

No dia 14 de Fevereiro o BTZ Mação (leia-se 3 elementos) deslocou-se a Proença-a-Velha para participar na 2ª Rota do Azeite, uma organização da Associação Cicloturismo de Idanha-a-Nova (ACIN).

Ao pensar no que iria escrever nesta “crónica” ainda pensei em dizer mal do passeio, para que a má publicidade afastasse potenciais interessados nas próximas edições.
Isto porque a ACIN privilegiando a qualidade dos seus eventos, coloca limites ao nº de participantes, e eu quero marcar presença nas próximas edições.

Quando, pela manhã, tentei sair de casa, voltei rapidamente para trás, para ir buscar mais roupa, pois estava um bocado de frio, pelo que convinha ir devidamente agasalhado.

Chefe de Fila com o Velhinho em perseguição

Após a chegada a Proença-a-Velha lá demos, com alguma dificuldade, com o local de concentração.
O Agostinho insistia em dizer que conhecia a aldeia.
Se não conhecia passou a conhecer e nós também….

Proença-a-Velha

O levantamento de dorsais foi rápido pelo que rapidamente tratámos de colocar as bikes operacionais para o passeio que se seguiria.
Pelo caminho ainda deu para aproveitar o pequeno-almoço que a organização nos disponibilizou e falar com o Paulo e o Flávio que já no ano passado me tinham tentado convencer a aparecer na 1ª edição.

Com o Afonso da ACIN de megafone na mão a orientar os participantes, a partida foi à hora marcada, o que é sempre positivo.

Afonso a "orientar as tropas"

Após a partida do centro da aldeia, seguimos em direcção à Barragem de Idanha-a-Nova quase sempre em estradão.

O Filipe como habitual saiu disparado, com o Velhinho no encalço e eu um pouco mais atrás verdadeiramente à rasca para tentar manter o contacto visual com eles.

Paisagem espectacular #1

A aproximação à zona da barragem permitiu-nos ter um primeiro contacto com paisagens espectaculares, com a albufeira da barragem e Monsanto como cenário.

Paisagem espectacular #2 - Monsanto em fundo

Alguns dos trilhos foram abertos de propósito para este passeio, pois notava-se que foram feitos em locais onde o mato havia tomado conta dos estradões, havendo apenas espaço muitas vezes para a passagem da bike.

Paisagem espectacular #3

Esta primeira parte era maioritariamente a descer, pelo que o Filipe mantinha sempre uma distância razoável para mim e para o Velhinho.

O Marreta na perseguição ao duo do BTZ

Nesta parte ainda deu para rir, pois um grupo de pessoal que seguia à minha frente rodou um bocado com duas ou três vacas à frente deles, obstruindo a passagem.

Ver a paisagem ou olhar para o caminho????

Somente no início do singletrack junto à albufeira da Barragem é que consegui finalmente alcançá-los.

A aproximação final à albufeira da Barragem
Este sigletrack era já conhecido, da volta que efectuei em Maio de 2009 nesta zona, e é espectacultar. Tecnicamente não é nada do outro mundo, no entanto a envolvência é única, seguimos sempre a meia encosta a ver a albufeira da Barragem, algumas vezes se nos distraímos arriscamo-nos a entrar água adentro.

O início do singletrack da Barragem

É difícil por vezes tomar uma decisão entre olhar para a paisagem e arriscarmo-nos a mandar uma queda ou então seguir com atenção ao caminho e perder aquela paisagem magnífica.

Paisagem espectacular #4

Ao km 20 estava o abastecimento, onde parámos de forma breve só para comer qualquer coisa. O ritmo que o Filipe vinha a impor nem sequer permitia que pudéssemos comer em andamento.
No abastecimento ainda deu para cumprimentar o Rui Tapadas da ACIN, que ainda se lembrava de mim do passeio de Maio de 2009.

Eu e o Velhinho no abastecimento

Mais uma foto junto à Albufeira da Barragem

Seguimos depois rapidamente em direcção à parte mais complicada do passeio, pois agora a tendência seria agora de subida para Proença.
Durante algum tempo ainda fui a pensar nas bifanas que estavam a começar a ser servidas no abastecimento. Mas tinha-me comprometido que iria andar “rápido” com o resto do pessoal, pois o Velhinho tinha compromissos sociais da parte da tarde.

As tal bifanas.....
A primeira subida era a mais longa e complicada, pelo que segui com o Velhinho no nosso ritmo habitual. O Chefe de Fila seguiu na frente e rapidamente perdemos o rasto dele.
No final da subida ainda pensámos que ele tivesse saltado uma vedação para encurtar caminho, e até hoje não temos a certeza de que não tenha recorrido a esse expediente.


Após essa subida o percurso entrava num carrossel de sobe e desce, não muito longas, mas com alguma inclinação, que iam causando mossa.
Recordo também uma passagem ao longo de uma ribeira, que não fosse o frio seria espectacular.

Fez me lembrar os trilhos na Sertã.

Numa subida bastante inclinada o Velhinho resolveu deixar a minha companhia e de outro participante, saindo disparado.
Resolvi seguir sozinho, pois aquele ritmo do Velhinho não era para mim.

Mais um elemento "natural" com que tivemos de lidar

Já perto de Proença-a-Velha voltámos a passar numa ponte pedonal (conhecida dos Trilhos da Raia), que nos dá acesso às últimas subidas antes dos singletracks que nos levam à aldeia.
Nessa parte voltei a apanhar o Velhinho, que se debatia com problemas mecânicos na sua bike.

O Marreta na fase mais fácil do percurso

Os singletracks que circundam Proença-a-Velha são espectaculares, principalmente o segundo que fizemos, nos leva até à estrada para Monsanto, que é mais técnico e perigoso.
No inicio da descida estava um sinal de perigos vários. Só percebi o sinal quando vi um indivíduo de caçadeira na mão……..

O inícios dos singletracks de Proença

Após o final do passeio seguimos de bike até Idanha-a-Nova, para fazer mais uns km’s em alcatrão e para repousar do esforço efectuado.

O Velhinho em grande estilo
O almoço foi muito bom, pois a comida era de qualidade e não fomos sujeitos aqueles racionamentos que por vezes existem nalguns passeios.

Em resumo, foi uma manhã bem passada (melhor só se estivesse menos frio), num bom percurso, com bons trilhos, paisagens magníficas e uma boa organização.
Gostava de agradecer à organização da ACIN pelo belo passeio que nos proporcionaram e ao facto de existirem bastantes pessoas que disponibilizam as fotos que tiram (e das quais me socorri para ilustrar esta crónica).

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

BTZ Pre-Season Update

Muito haveria a dizer sobre a pré-época dos atletas e a sua importância para a fase competitiva.
Felizmente que não o somos, pelo que estamos livres daqueles arraiais de porrada em cima da bike...LOL...

Estas últimas semanas têm sido complicadas quer pelas dificuldades climatérias, quer por alguns problemas de saúde, quer pela falta de tempo....etc.

No entanto é nestas alturas que aprendemos a valorizar os nossos amigos, que nos "obrigam" a pedalar....e algumas vezes ajudam-nos a pedalar.
Felizmente tenho o privilégio de poder contar com alguns amigos (quer em Mação quer em Santarém) que têm algo em comum: são pessoas espectaculares.

Entretanto em Mação começaram os reconhecimentos para a nossa volta anual de Março (que ainda não tem nome), que este ano será revista e aumentada (quer em km's, quer em acumulado, quer em prazer de pedalar).
Ficam algumas fotos de arquivo do BTZ Mação (que dispensam comentários) de alguns dos locais onde a volta passará.














segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Pré-época do BTZ Mação - 10 de Janeiro de 2010

Esta crónica é da inteira responsabilidade dos intervenientes.

Normalmente todos os anos a pré-época do BTZ contempla um treino em altitude.
Como a Serra da Estrela fica um pouco longe, ficamo-nos pelos Bandos, mas encomendamos a neve, para dar aquele efeito.....

Este treino, que ocorre sempre na minha ausência, decorreu este fim de semana que passou.
Ficam algumas imagens (devidamente comentadas) que comprovam esse treino (para os rijos do pelotão):

Não era preciso encomendar tanto esferovite....

Orlando e Velhinho no alto do Bando de Santos e mais esferovite

Agora sim, já se vê nevar...

Eu também quero umas capas para os sapatos como as do Orlando

Só faltava fazerem um boneco de neve, pois o treino aqui já era....

Chefe de Fila Filipe. Sem comentários.

Velhinho já resguardado da neve.
A idade já......

Chefe de Fila e Orlando sempre com boa disposição

Que desprezo pelas máquinas, vejam lá se o Velhinho largou a JORBI....

Até dá pena ver uma Scott assim deprezada...