Ao pensar no que iria escrever nesta “crónica” ainda pensei em dizer mal do passeio, para que a má publicidade afastasse potenciais interessados nas próximas edições.
Isto porque a ACIN privilegiando a qualidade dos seus eventos, coloca limites ao nº de participantes, e eu quero marcar presença nas próximas edições.
Quando, pela manhã, tentei sair de casa, voltei rapidamente para trás, para ir buscar mais roupa, pois estava um bocado de frio, pelo que convinha ir devidamente agasalhado.
Após a chegada a Proença-a-Velha lá demos, com alguma dificuldade, com o local de concentração.
O Agostinho insistia em dizer que conhecia a aldeia.
Se não conhecia passou a conhecer e nós também….
O levantamento de dorsais foi rápido pelo que rapidamente tratámos de colocar as bikes operacionais para o passeio que se seguiria.
Pelo caminho ainda deu para aproveitar o pequeno-almoço que a organização nos disponibilizou e falar com o Paulo e o Flávio que já no ano passado me tinham tentado convencer a aparecer na 1ª edição.
Com o Afonso da ACIN de megafone na mão a orientar os participantes, a partida foi à hora marcada, o que é sempre positivo.
Após a partida do centro da aldeia, seguimos em direcção à Barragem de Idanha-a-Nova quase sempre em estradão.
O Filipe como habitual saiu disparado, com o Velhinho no encalço e eu um pouco mais atrás verdadeiramente à rasca para tentar manter o contacto visual com eles.
A aproximação à zona da barragem permitiu-nos ter um primeiro contacto com paisagens espectaculares, com a albufeira da barragem e Monsanto como cenário.
Alguns dos trilhos foram abertos de propósito para este passeio, pois notava-se que foram feitos em locais onde o mato havia tomado conta dos estradões, havendo apenas espaço muitas vezes para a passagem da bike.
Esta primeira parte era maioritariamente a descer, pelo que o Filipe mantinha sempre uma distância razoável para mim e para o Velhinho.
Nesta parte ainda deu para rir, pois um grupo de pessoal que seguia à minha frente rodou um bocado com duas ou três vacas à frente deles, obstruindo a passagem.
Somente no início do singletrack junto à albufeira da Barragem é que consegui finalmente alcançá-los.
É difícil por vezes tomar uma decisão entre olhar para a paisagem e arriscarmo-nos a mandar uma queda ou então seguir com atenção ao caminho e perder aquela paisagem magnífica.
Ao km 20 estava o abastecimento, onde parámos de forma breve só para comer qualquer coisa. O ritmo que o Filipe vinha a impor nem sequer permitia que pudéssemos comer em andamento.
No abastecimento ainda deu para cumprimentar o Rui Tapadas da ACIN, que ainda se lembrava de mim do passeio de Maio de 2009.
Seguimos depois rapidamente em direcção à parte mais complicada do passeio, pois agora a tendência seria agora de subida para Proença.
No final da subida ainda pensámos que ele tivesse saltado uma vedação para encurtar caminho, e até hoje não temos a certeza de que não tenha recorrido a esse expediente.
Após essa subida o percurso entrava num carrossel de sobe e desce, não muito longas, mas com alguma inclinação, que iam causando mossa.
Recordo também uma passagem ao longo de uma ribeira, que não fosse o frio seria espectacular.
Numa subida bastante inclinada o Velhinho resolveu deixar a minha companhia e de outro participante, saindo disparado.
Resolvi seguir sozinho, pois aquele ritmo do Velhinho não era para mim.
Já perto de Proença-a-Velha voltámos a passar numa ponte pedonal (conhecida dos Trilhos da Raia), que nos dá acesso às últimas subidas antes dos singletracks que nos levam à aldeia.
Nessa parte voltei a apanhar o Velhinho, que se debatia com problemas mecânicos na sua bike.
Os singletracks que circundam Proença-a-Velha são espectaculares, principalmente o segundo que fizemos, nos leva até à estrada para Monsanto, que é mais técnico e perigoso.
No inicio da descida estava um sinal de perigos vários. Só percebi o sinal quando vi um indivíduo de caçadeira na mão……..
Após o final do passeio seguimos de bike até Idanha-a-Nova, para fazer mais uns km’s em alcatrão e para repousar do esforço efectuado.
Em resumo, foi uma manhã bem passada (melhor só se estivesse menos frio), num bom percurso, com bons trilhos, paisagens magníficas e uma boa organização.




















O resto do BTZ não podia ficar atrás. Não podem ver nada!!
24H de Coruche

