Desta vez, e para variar, não choveu, pelo que o frio foi o único problema que tivemos de enfrentar.
Mais do que efectuar comentários, ficam algumas fotos de uma tarde bem passada na companhia de amigos...
A melhor “Maratona” do ano


Mais um abastecimento, logo após Monsanto
No abastecimento esperei pelo Flávio e pelo Paulo e depois de reteperarmos forças seguimos novamente a descer, passando numa zona espectacular, com mais um singletrack técnico (o Flávio que o diga) e depois com uma passagem por cima de uma rocha.

Um trilho brutal, com uma paisagem brutal
Após passarmos por uma aldeia, entrámos novamente em território conhecido, com um estradão entre muros que nos levaria à descida final da Idanha-a-Velha.
No início dessa descida mandei um tralho à antiga. A roda da frente da minha bike incompatibilizou-se com uma pedra. Felizmente não me aleijei, mas esfolei um bocado a pintura.
A parte final da descida para Idanha-a-Velha é rapidíssima, pois a descida tem uma inclinação bastante grande e o estradão permite seguir com segurança.

A descida final para Idanha-a-Velha
Em Idanha-a-Velha nova paragem para abastecimento.
Devo ter feito mais paragens para abastecimento nesta “prova” que no resto da temporada. Mas a organização dos Trilhos da Raia providenciaram abastecimentos de bom nível. Melhor só se tivessem enchidos, febras e entremeadas grelhadas.
De Idanha-a-Velha, seguimos em direcção à Barragem, em estradões parcialmente conhecidos e que acho espectaculares, no meio de estevas e de terreno de pastorícia.
A Albufeira da Barragem de Idanha
A Barragem de Idanha II
A descida para a zona da Barragem era conhecida, com um singletrack técnico, rápido e perigoso, que terminava com uns degraus em pedra, que me fizeram desmontar….
A zona da Albufeira da Barragem permitiu descansar um pouco para a escalada final para Idanha-a-Nova, tirando uma pequena rampa, em que um grupo de pessoal da distância mais curta estava parado.
Depois do paredão da Barragem, escalámos em pedestre uma rampa inclinadíssima, seguindo depois num singletrack a subir (quase sempre suavamente).

A escalada final
Apanhámos depois um estradão que nos levaria de volta ao trilho negro e ao final.
Junto à meta, no recinto da Feira, ainda tivemos uma zona espectáculo, onde estava algum pessoal à espera de ver umas quedas, pois havia um drop que não permitia distracções da nossa parte.

O almoço em preparação
No final da volta tivemos um belo almoço, com porco no espeto, feijão com arroz , salada e música tradicional (algo evitável).
Recinto onde decorreu o almoço
O título desta crónica procura fazer justiça a esta edição dos Trilhos da Raia, que foi para mim este ano a melhor Maratona que efectuei, pelo percurso, pelas paisagens e pela atenção aos detalhes.
Em resumo um evento feito por pessoal do BTT para pessoal do BTT.

A equipa do ACIN. Não pedalaram, mas fizeram uma grande exibição
Acho que foram os €€€€€ mais bem aplicados este ano, pois ainda trouxemos para casa um Jersey bem bonito e que se pode usar nas nossas voltas de fim de semana (ao contrário de outras maratonas, que nos cobram quase 3 vezes mais e dão-nos um Jersey que são uma vergonha).
Muitas vezes somos confrontados com passeios e maratonas de BTT que têm pouco da essência do BTT, convertidas num negócio, onde o objectivo é maximizar a receita e o lucro, sem grandes preocupações com a qualidade do percurso.
Felizmente a Associação de Cicloturismo de Idanha-a-Nova segue numa direcção oposta, apostando no aproveitamento do potencial daquela região, que é enorme e dando aos participantes no evento, um dia que dificilmente esquecerão.
A participação do BTZ Mação no Troféu Norte Alentejano marcou a entrada do clube no Cross Country e em parte na “competição” de BTT.
A última prova
"Chefe" Silva sempre em ritmo forte
O reconhecimento do percurso começou com uma breve conversa com o Silva, que como habitual tinha chegado a horas e já tinha tratado do assunto.
Eu, o Almeida, o Chefe de fila e o Velhinho lá começamos a descida alucinante, com quase 2,5 km’s, e uma zona mais ou menos técnica pelo meio, alguns regos tramados (que haviam de fazer estragos) e muito pó.
Já perto do final da descida comecei a sentir algo esquisito na roda de trás. Comentário do resto do pessoal: “vais furado”.
Foi um grande stress, pois ainda faltavam 3 km’s a subir para acabar a volta e o tempo para a partida não era muito.
A subida era fácil tecnicamente (sempre em estradão), mas exigente fisicamente, pois eram 2,5 km’s a subir.
Mas comparado com Avis esta prova ficava muitos pontos abaixo no que diz respeito à dificuldade.
Antes da partida ainda tive tempo para voltar a insuflar o pneu, o que me baixou o batimento cardíaco numas 15 ppm.
Para compensar seguiu-se a complicação de descobrir o local de partida, que nos manteve ocupados durante algum tempo.
Finalmente os comissários da Associação de Ciclismo lá fizeram a chamada para a grelha de partida. Nessa altura ainda nos pareceu ver o Gonçalo, mas não, foi falso alarme.

O pelotão do BTZ após a partida
A partida foi uma vez mais à morte, sendo que entramos juntos (Veteranos A) na longa descida, praticamente colados aos da frente. A descida foi complicadíssima, pois a partir de determinada altura não se via quase nada, apenas pó.
Felizmente segui sempre na trajectória do Filipe, pelo que me fui safando das dificuldades e armadilhas que o percurso tinha.

"Chefe" Silva a pedalar para mais um excelente resultado
No final da descida aconteceu algo estranho, pois o pessoal da frente praticamente desapareceu (Silva incluído). Mas depois lembrei-me que o estranho era ter aguentado até aos 4 km’s de prova com os primeiros classificados. Pudera, tinha sido sempre a descer.

É o Gonçalo? Ah não, foi novamente falso alarme...
Na subida começamos a apanhar os elementos mais fracos dos escalões que saíram à nossa frente, o que dificultou a nossa tarefa nalguns pontos, em que o estradão ficava mais complicado.

Se a prova se resumisse à partida, não tinhamos dado hipótese à concorrência
A meio da subida passei para a frente do Chefe de Fila e tentei aumentar o ritmo, o que me permitiu passar por mais alguns atletas.
No início da 2º volta já ia sozinho, infelizmente com alguma distância para o grupo que seguia à minha frente, pelo que pensei que muito dificilmente conseguiria apanhá-los.
Na descida alucinante voltei a ter cuidado nas partes mais complicadas. Na zona plana antes de começar a subida, fui alcançado por 3 atletas, 2 do meu escalão, que passaram por mim e nunca mais os vi (situação perfeitamente normal) e outro dos Veteranos B.
Esse atleta mais velho foi bastante útil, dado que ia num ritmo bastante interessante, que eu segui à boleia durante a fase inicial da subida.

Eu na subida final, a tentar seguir na roda da concorrência
A meio da subida aumentei o ritmo, conseguindo isolar-me novamente.
Na fase final da prova tentei manter o posicionamento relativo, o que consegui, tendo no entanto que recorrer a uma táctica que classificaria de menos desportiva.
Não vou revelar qual a técnica utilizada, pois não envolveu qualquer tipo de contacto físico, mas apenas mencionarei o facto de o atleta prejudicado ter ficado um bocado a pedalar no vazio e ter caído (mas praticamente parado).

Almeida na sua primeira aparição no XC, sempre um valor seguro
A parte final ainda tinha uma pequena descida, um pouco perigosa (onde se tinha aglomerado imenso público) e que nos levava à subida final e à meta.
Quando ultrapassei a meta senti um enorme alívio, pois tinha finalmente cumprido a missão…

Almeida a perseguir a concorrência
O Silva estava logo após a meta, à espera, como habitual.
Pouco depois de mim chegou o Filipe, fechando a equipa em Veteranos A.
O Silva conseguiu uma brilhante 6ª posição a 3 minutos do 1º, eu mantive a média com um 13º lugar e o Filipe marcou uns pontos para o Troféu com um 16º lugar.
Um pouco mais tarde chegaram o Almeida e o Agostinho, os nossos velhinhos, que nos enchem de orgulho…
O Almeida tinha conseguido a proeza de cair 3 vezes, uma das quais tinha-o deixado um bocado maltratado e à bicicleta num estado ainda pior. Ainda assim fez 10º lugar logo na estreia no XC.
O Velhinho fez 15º lugar, sem forçar tanto, dado que a época para ele mal tinha começado.

Finalmente o Velhinho
Ainda ficámos um pouco a ver a prova dos Federados, onde o Ismael Graça liderou desde a primeira volta, num ritmo impressionante.
Para breve fica o balanço final da nossa participação no Troféu Norte Alentejano, nesta primeira época em que o BTZ Mação se dedicou ao XC “competitivo”.
Fica aqui o link para o resumo televisivo da prova, onde se destaca a aparição de alguns dos membros do BTZ:
http://www.pinkbike.com/video/109868/