quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Troféu Norte Alentejano #4 Avis – 3 de Outubro 2009

Brutal!!!!!!!!!

Acho que esta é a melhor forma de descrever a prova de XC de Avis do Troféu Norte Alentejano.
Após ter faltado à prova de Nisa, lá fui uma vez mais com o Silva ao Norte Alentejano, desta vez em Avis.
Esta vila tem a fama de ter zonas espectaculares para o BTT e especialmente para o XC, pelo que a expectativa era alta, pois a organização prometia um circuito técnico.
Depois de chegarmos e confirmarmos a nossa inscrição, fomos efectuar o habitual reconhecimento do percurso, que passo a descrever (com fotos da prova, muitas...).

O início do percurso era no centro da vila, em empedrado.
A saída da vila era feito com uma descida com muita brita, o que poderia ser algo perigoso, pois não era preciso muito para cair.
Eu na fase inicial do percurso, com a descida ainda em empedrado.

Depois de passarmos numa zona de uma nova urbanização entrávamos através de um pequeno carreiro, a descer, numa parte em singletrack, numa encosta de um monte.
Esta parte representava o primeiro ponto onde poderiam ocorrer engarrafamentos, pois tínhamos de desmontar 2 ou 3 vezes, devido ao percurso ter uns buracos nada pequenos.

O início das zonas técnicas

Após esta zona mais técnica, tínhamos uma descida em estradão, que nos levava à primeira subida do dia.
Esta subida era terrível, com cerca de 500 metros, em estradão, com algumas partes com pouca aderência, que levariam o pessoal a seguir em fila indiana.

A "procissão" na subida mais complicada do percurso
O início da tal subida, com pessoal a desmontar

No final dessa subida começava a diversão, com um singletrack no meio de uns sobreiros, com umas curvas com releve.

Depois de passarmos a zona de abastecimento começava a descida, inicialmente em singletrack, e depois num estradão. Aqui o mais complicado era o pó, que poderia levar-nos a não ver algum obstáculo no percurso.
Não foi por acaso que o Ricardo Marinheiro foi a esta prova. No entanto teve de azar, dado que teve um furo que o levou a desistir

A descida com imenso pó

Normalmente depois de uma descida vem uma subida, desta vez em singletrack, com um início suave e depois uma inclinação tremenda, onde a maior parte do pessoal desmontaria pela certa.
Nova descida, em singletrack, bastante técnica, com alguma pedra solta e um degrau no final, onde quase caía. Isto apesar de ir devagar.

Depois de mais uma incursão em estradão vinha uma nova parte de subida íngreme e curta, em singletrack, muito semelhante á anterior, com nova descida complicada, que nos levaria novamente ao estradão.


Junto ao muro de uma casa com vista para a Albufeira da barragem do Maranhão, tínhamos nova descida em single, com o início tramado pela terra solta e uma curva de cerca de 150 graus, que nos levava encosta abaixo.
Depois do vale, nova subida, em suaves prestações, que nos levava à primeira encosta técnica.

Esta encosta parecia um labirinto de fitas
Após passarmos um estradão, tínhamos novamente singletrack no meio de um olival, que nos levava à zona mais técnica do percurso, no meio de um pequeno pinhal.
Uma vez mais Ricardo Marinheiro, a entrar na descida mais técnica do percurso

A coisa começava com uma descida, que tinha 2 opções de percurso.
Eu optei nesta parte por passar em pedestre. No final da descida, uma pequena subida em singletrack, bastante inclinada que nos levava a uma descida perigosa com um drop no final.
O início da tal descida
Havia quem passasse montado na bike, e pela parte mais difícil
Depois uma subida, curtíssima, com alguns degraus em pedra, extremamente técnica. Voltávamos a descer e novamente uma subida com uns 20 metros, mas uma inclinação brutal. Se não ganhássemos balanço dificilmente conseguiríamos subir montados na bike.

Uma subida muito técnica

Estávamos quase no final, mas ainda tínhamos a famosa zona da fonte de Avis, com 2 trajectórias.
Uma para os campeões e outra para os mortais.
No reconhecimento passei em pedestre, pois fiquei impressionado com uma vala de água que corria junto ao percurso.

O Ricardo Marinheiro obviamente pertence aos campeões
Um dos mortais...

Depois era sempre a subir para a meta, uns 600 metros, com o inicio paralelo à descida inicial, em brita, com pouca aderência e parte final em empedrado.
Silva, sempre forte, no início da subida final

Eu, na 1ª volta, já perto do final da última subida e no limite

O percurso tinha cerca de 6 km’s, muito duros e com um calor infernal, que não ajudava nada.
A prova quase começava mal, pois pela primeira vez começou a horas. Felizmente o Silva ouviu os comissários a fazer a chamada. Tivemos de sprintar para chegar à partida.
Aspecto da grelha de partida da Promoção, em que estivémos para não participar

Como é habitual a partida é a morte, com o pessoal a tentar chegar em primeiro lugar ao trilho ou ao 1º singletrack.
Desta vez não foi diferente, pelo que segui uns metros atrás do Silva, pelo menos até entrarmos no trilho. Aí foi a confusão total, pois com o pessoal a desmontar, pelo que começou o pedestre.

Silva, no início da prova, no pelotão da frente

Na minha opinião a prova começou realmente na primeira subida que pareceu interminável.
Os primeiros classificados saíram disparados, e quando olhei para o pulsómetro, achei melhor não tentar ir na roda deles.Para compensar, o pessoal do pelotão começou a desmontar todo. Aproveitei obviamente para passar alguns deles.
Silva na subida inicial na perseguição aos primeiros atletas do nosso escalão
Aqui já eu ia um pouco mais atrás, mas sempre sem desmontar

A descida foi terrível, pois não se via praticamente nada, tal era o pó, levantado pela passagem do pessoal. Nesta parte tentei seguir pela trajectória do pessoal que seguia à minha frente.
Conseguem ver alguma coisa?? Eu também não
Nas subidas curtas e técnicas, novamente pessoal a desmontar.
Uma vez mais segui montado na bike, ultrapassando mais uns atletas, que numa atitude desportiva, deixavam passar quem ia montado na burra.
Eu no início de mais uma descida

Até à zona do passeio pedestre, segui na roda de pessoal, que ia num ritmo semelhante ao meu e tentando baixar a pulsação.
Na zona mais técnica da prova, tive de desmontar, pois o pessoal da frente assustou-se com a descida, que era brutal.
Eu não queria, mas o pessoal à minha frente desmontou
O líder crónico do nosso escalão. Até a descer em pedestre é forte
Na zona da fonte, segui pela trajectória exterior, a dos mortais. Ainda olhei para a vala de água, mas cerrei os dentes e pensei: se os outros cá passam, então também eu sou capaz.
Silva (não é o barbudo) na descida da fonte
Eu na descida da fonte, sempre pela trajectória dos mortais

Este atleta achava que pertencia aos campeões
Lembram-se da vala que falei na descrição do percurso?

Até á meta foi só sofrer, pois a subida era terrível, pelo cansaço e pelo facto de a aderência ser muito precária.
Silva, na subida final, sempre forte
Na segunda volta, já não tive problemas de engarrafamentos, pois as posições relativas do pessoal estabilizaram e passou a haver mais espaço entre o pessoal.
Silva, na subida final, sempre forte (Parte II)

Acabei por não passar muita gente (com excepção da primeira subida a sério, onde o pessoal parecia mecanicamente desmontar da bike).
À chegada à zona da descida mais técnica ainda pensei em passar em cima da bike, pois as trajectórias estavam agora mais definidas pela passagem do pessoal.
Mas quando cheguei mesmo ao início da subida, lembrei-me do meu ombro e do $$$$$ que me custou a bike, pelo que desmontei.
Só me lembro de ouvir um miúdo aos berros para sairmos da frente, pois ele seguia montado na bike.
Na subida final já ia completamente de rastos, com a pulsação nos limites.
A meio da subida passou por mim um atleta e decidi seguir na sua roda, pois era do meu escalão.
Mesmo antes da subida terminar, já junto às muralhas, levantei-me da bike e comecei a sprintar. O outro atleta deu por isso e também tentou, mas felizmente não me conseguiu passar.
Quando olhei para o pulsómetro, assustei-me.
Apenas uma palavra: desespero.

Deve ter sido interessante para quem assistiu a esta parte, pois ver 2 gajos, com a avozinha à frente (e não estou a falar de nenhuma senhora idosa) a sprintar “no vazio”.
Após terminar a prova, cumprimentei o meu adversário de circunstância, vi onde estava o Silva e a sua esposa, e sentei-me no chão.

Tinha feito uma prova com apenas 12 kms, e cheguei ao final completamente destruído.

No final valeu o esforço, dado que alcancei o 12º lugar.
O Silva conseguiu novamente um lugar no top 10, com um 7º lugar e marcando preciosos pontos para o Troféu.
PS: Gostava de deixar um agradecimento ao pessoal (Poolman, Bruno Costa, Highlife, Kamuf e Urra Jovem - Catarina Machado) que tirou as fotos que eu habitualmente coloco nestas crónicas e que me autorizou a fazê-lo.
É impecável da parte deles não quererem obter qualquer vantagem económica do "trabalho" (de qualidade) que tiveram.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Troféu Norte Alentejano #3 Nisa – 26 de Setembro 2009

Nesta prova do Norte Alentejano o Silva teve que ser o free lancer do BTZ, pois desta vez, seguindo o exemplo do resto do pessoal, baldei-me.
Sem os problemas técnicos que o tinham afectado nas etapas anteriores, o Silva pode finalmente fazer uma prova em condições, alcançando um 6º lugar no seu escalão.

4H Resistência - Sardoal - 19 de Setembro 2009

O BTZ Mação esteve presente nas 4H de Resistência do Sardoal, organizado pelo BTT Sardoal.

Em representação do BTZ estiveram presentes o Silva e eu, aparentemente os únicos atletas que se mantêm em actividade nesta altura do ano.
Houve quem passasse por lá durante a prova, para dar apoio moral e treinar mais um pouco no campo etílico, mas não vou denunciar ninguém (também não preciso).

Depois de cumprirmos com as obrigações burocráticas, percorremos algumas ruas da vila do Sardoal, guiados pelo José Tereso, da organização da prova.

Com o início da prova resolvi adoptar um ritmo mais calmo, pois ainda faltavam muitos km’s e muitas horas para o final. O Silva que tinha revelado algum receio em relação ao facto de serem 4H a pedalar, saiu forte, como é habitual.

A saída da vila era feito em alcatrão, em subida até à zona do Estádio.
Aí entrávamos finalmente no trilho, com uma incursão num quintal que nos levaria a um estradão conhecido das maratonas do Sardoal.
O percurso tinha depois umas subidas e descidas não muito inclinadas, até à primeira passagem de alcatrão, onde tínhamos uma parede curta, mas bastante inclinada.

Depois dessa subida, terrível (nas últimas voltas), percorríamos estradões em eucaliptais, que eram bastante rápidos, pois era quase sempre a descer, até nova passagem pelo alcatrão.

A parte final, era de longe a mais porreira, e é pena que o percurso não fosse sempre em zonas como esta. Tinha 2 descidas porreiras, com curvas encadeadas e o saudoso singletrack. Este singletrack ameaça tornar-se um clássico das voltas no Sardoal, e merece.
É pena é ser tão curto e acho que o pessoal do BTT Sardoal devia investir numas enxadas e roçadoras de mato para começar a prolongá-lo.

Após o singletrack, há apenas uma opção: subir.
A subida era um bocado chata, na parte junto à ETAR não pelo terreno.
Depois disso, a subida continuava em duas nada suaves prestações em calçada (pela inclinação), que nos levava à zona da meta.
Lá chegados, ainda tínhamos de continuar a subir, em alcatrão.

No final da primeira volta vi que o Silva estava na zona de assistência, ao que parecia, com um furo. Fiquei preocupado, pois não convinha nada que o nosso atleta em melhor forma ficasse logo atrasado desde início.
Pouco tempo depois fiquei mais descansado, pois ele passou por mim fortíssimo.

Apesar de ter começado de forma calma, verifiquei à medida que fui efectuando voltas, que não conseguia melhorar muito o tempo por volta, pelo que continuei num ritmo certo, apontando para as 8 voltas no final.
Fiquei impressionado, quando à terceira volta passou por mim o primeiro classificado, num ritmo louco, parecia uma mota, de alta cilindrada. Nessa altura senti-me uma Casal Boss, fiável, mas lenta…

As últimas duas voltas foram bastante penosas, pois nesta altura do ano ando sem grande endurance e porque o terceiro atleta do BTZ (o tal que anda nos treinos etílicos) resolveu negar-me um abastecimento líquido (baseado em cevada).

Terminei a sétima volta já perto das 4H de prova, pelo que tinha de tomar uma opção, ou ser o primeiro do pessoal que fazia sete voltas, ou ser o último do pessoal que fez 8 voltas.
Ganhou a segunda opção, a masoquista.

O final acabou por ser algo diferente, dado que a meio dessa última volta, comecei a ouvir uma mota atrás de mim, pelo que pude verificar que era mesmo o último atleta em pista.
Ainda consegui chegar à meta antes da mota vassoura, que ia parando para recolher as placas de marcação do percurso.

No final consegui um lugar a meio da tabela classificativa geral, com um 23º lugar. O Silva, na primeira vez que passou a barreira dos 80 km’s, efectuou um 16º lugar, mostrando que afinal até se aguenta em provas longas.
Ainda o vamos ver a dominar nas maratonas de 100 km’s.

No final tivemos mais um belo jantar, com porco no espeto. Porco esse que íamos vendo à medida que somávamos voltas, dado estava a ser alvo de tratamento apropriado junto ao percurso.

Foi mais uma boa organização do BTT Sardoal, sem grandes falhas, pelo que lá para Março devemos marcar presença na Maratona.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Troféu Norte Alentejano #2 - Assumar - 13 de Setembro 2009


De volta ao Troféu Norte Alentejano, eu e o Silva deslocámo-nos em representação do BTZ Mação a Assumar, no concelho de Monforte, para a 2ª prova.

Como já se tornou um hábito, chegámos cedo ao local da prova, o que nos permitiu preparar as coisas com calma e efectuar o reconhecimento do percurso.

O percurso deixou-me um pouco desiludido, dado que era bastante rolante, com apenas 3 subidas que sabiam a pouco.
Em termos de técnica tinha apenas uma zona mais exigente, no leito de uma ribeira, de resto era uma espécie de singletrack em terreno agrícola e de criação de gado bovino (com o qual interagimos no aquecimento), com algumas zonas junto a arame farpado (problemático em grandes aglomerações de pessoal) e outras com bastantes irregularidades (mas não estávamos lá para fazer ciclismo de estradão).
Penso que a organização se esforçou por apresentar um percurso interessante e duvido que conseguissem fazer melhor naquela zona.

A prova como habitual começou com algum atraso, o que prejudica quem chega a horas e faz o aquecimento a contar com uma partida pontual.
Para variar desta vez fizeram a chamada para os juniores.
No entanto o comissário da Associação de Ciclismo de Santarém teve de dar a partida umas poucas de vezes, pois os atletas não ligaram nenhuma ao apito de árbitro de futebol com o qual ele tentava dar a partida.

Depois de onde está o Wally? Onde está o BTZ?
Estas partidas são uma confusão
Com o Silva na linha da frente da grelha de partida, desta vez saí na segunda linha, beneficiando da classificação obtida em Chança e de alguns participantes que não se encontravam presentes.
A partida foi feita a fundo, na Rua Principal da povoação numa zona destinada a largada de toiros, pois eram as festas da aldeia.
Estranha associação…

A chegada à zona de singletrack levou ao primeiro engarrafamento, onde consegui passar algum pessoal que ficou mais atrapalhado com a confusão.
Na primeira subida, apesar de ter desmontado consegui passar mais alguns participantes, pois houve mais um engarrafamento.

O Silva sempre forte, numa das zonas técnicas do percurso

Nessa altura comecei a ver o Silva uns metros mais à frente e estranhei esse facto, dado que ou eu estaria muito forte (pouco provável) ou ele muito fraco.
Um pouco mais à frente apanhei o pequeno grupo onde estava o Silva, numa zona onde não dava para ultrapassar, a menos que fossemos lavrar um bocado e apanhar umas bostas de vaca (mais perigosas que os buracos)…


Eu na perseguição a um atleta da Ribabike

Após a zona da Ribeira tentei seguir com o líder do grupo, um atleta da Ribabike, deixando, estranhamente o Silva para trás.
No início da 2ª volta o Silva e outro atleta que o acompanhava aproximaram-se de mim e pensei que podia rebocar o Silva durante um bocado. Mas infelizmente isso não ocorreu, pois ele voltou a ter problemas técnicos com a bike.
Assim segui o mais forte que pude, aproveitando o facto de não levar ninguém à minha frente, pois o pó também complicava a prova.

É melhor sairem da frente, que eu ia bruto...


Na 2ª volta voltei a ter alguns problemas de tráfego na zona da Ribeira, onde tentava ultrapassar um atleta que parecia um pace car.
Na subida que se seguia à zona técnica já não consegui seguir com esse grupo, pois já estava um bocado cansado…apesar de apenas levar cerca de 15 km’s de prova.
Estou mesmo em baixo de forma. Fraquinho.

Até ao final consegui manter a minha posição na tabela classificativa, mantendo o ritmo.

Logo após a minha chegada chegou o Silva, chateado com os problemas mecânicos que afectam a sua bike e que o têm impedido de dar o seu melhor.

Nesta prova já me senti fisicamente muito melhor que em Chança, onde acusei a paragem de 15 dias motivada pelas férias.
Em termos de classificação o Silva fez 18º lugar, prejudicado pelos problemas técnicos e por uma semana de treino com alguma carga física.
Nesta prova esteve abaixo de Chança, mas a concorrência que se prepare…

Eu consegui marcar os primeiros pontos no Troféu, com um 13º lugar.
Agora já posso passar o resto do Troféu a pastar a vaca, pois já vou aparecer na classificação final.

A prova seguinte será em Nisa em 26 de Setembro, onde muito provavelmente não estarei presente, mas em que o Silva assegurará a representação do BTZ Mação.
O resto do BTZ ainda não regressou de férias, ou então anda a treinar noutros desportos, com uma vertente mais etílica.



PS: Dois posts num dia. Até parece que ando a fazer séries no blog...

Maratona de Óbidos - 6 de Setembro de 2009



Óbidos marcou o meu regresso às maratonas, depois das férias e de uma incursão no XC.
Após a participação do ano passado tinha tomado a decisão de não voltar a estar presente devido a algumas complicações nos almoços.
No entanto este ano tivemos a garantia dada por uma pessoa da organização de que esses problemas teriam sido resolvidos.
Por isso a convite do Nuno Lima lá fui uma vez mais ao Oeste.

A Maratona deste ano prometia ser mais difícil do que a de 2008, dado que a altimetria era substancialmente superior. 1800 metros de acumulado em 80 km’s já são valores razoáveis para um atleta de Mação.

Do grupo habitual de pedaladas estiveram presentes o Nuno Lima, o Tiago Nunes (na distância mais curta), o José Carlos, e dos menos habituais o Jarbas e Tozé Palma.
De referir a presença dessa referência do BTT que é o Chamusco.

A partida foi atrasada, pois alguns participantes deixaram para a última a sua passagem no controlo 0.
A coisa não me agradou, pois uma coisa que considero essencial é o respeito por quem é pontual. E contra mim falo…

Depois de aturarmos o speaker oficial do evento durante mais um bom bocado a dizer baboseiras, lá começamos finalmente a pedalar.
Que era para isso que lá tínhamos ido. Mas não esquecendo o almoço…

Aqui ainda ia bem, mas já me andava a esconder

O início do percurso era igual à do ano passado, com uma incursão na zona das muralhas do Castelo, com engarrafamentos e algumas quedas.
Depois em vez de seguirmos em plano para a zona da Lagoa, seguimos para uns montes onde no ano passado tínhamos passado em sentido inverso.

Na fase inicial fui relativamente devagar, para ver se conseguia aquecer convenientemente para a segunda metade da prova e porque estava com receio da distância que tínhamos de percorrer. A falta de treino leva a isso.

Perto dos 15 km’s comecei a ver o José Carlos, e motivado por isso acelerei o ritmo para o apanhar.
Nesta fase o percurso tinha algumas partes comuns à do ano passado, mas em sentido inverso, tendo sido mantidos alguns singletracks e uma parte plana mesmo junto à Lagoa que é bastante porreira.

A perseguição ao José Carlos e o aumento de ritmo acabou por ser estranho, pois as pernas diziam-me uma coisa e o pulsómetro outra.
Veríamos mais adiante quem tinha razão.

Eu na fase inicial da prova

Depois de apanhar o José Carlos, perto do 1º abastecimento, segui sozinho pois continuei a andar forte, pois sentia-me bem fisicamente.
Esse facto terá sido mais um erro, pois devia ter arranjado uma boa roda para gerir esforço.

Na aproximação a Óbidos consegui apanhar um pequeno grupo, mas que não durou muito, pois a maior parte do pessoal ia para os 40 km’s.
Perto da separação passou por mim o Nuno Gomes.
Não o futebolista, que duvido que consiga pedalar no mato, mas sim o bttista de Abrantes. Ele que, desde a Rota dos Bandos é uma referência para nós.
Pensei que não podia estar a andar muito mal, para apenas ser ultrapassado por ele perto dos 40 km’s.

O Grande José Carlos. Quando for grande quero ser como ele...

Após a separação, segui novamente sozinho, até ao 2º abastecimento, onde parei para reabastecer o depósito, dado que já estava a ficar calor e o mais difícil estava a chegar.
A chegada ao 2º abastecimento foi inovadora, pois circulávamos um bocado dentro de uma levada de água de uma quinta e depois de passarmos por baixo da estrada nacional tínhamos de fazer uma escalada de 2 metros com a bike.
Infelizmente não tinha levado o equipamento…que jeito teria dado nos km’s seguintes.

No abastecimento o José Carlos apanhou-me e seguimos juntos.
Dado que estava a sentir-me bem, saí que nem um maluco, numa subida com cerca de 2 km’s e uma inclinação bastante razoável.

Essa subida marcava a entrada na parte mais difícil do percurso, dado que grande parte do acumulado era feito em cerca de 20 km’s.
Na segunda subida, desta vez com uma inclinação maior que a anterior, tive de desmontar e seguir a pé.
Então percebi que o pulsómetro tinha ganho.

Nuno Lima, que teve uma boa prestação nesta maratona

Esta parte do percurso foi realmente duríssima, com subidas bastante inclinadas, algumas com areia a ajudar à festa.
Acho que não me lembro de ter feito tanto pedestre nos últimos anos. Nem no Geo-Raid eu desmontei.
Nalgumas alturas fiquei um bocado envergonhado, pois o objectivo de fazer btt é andar montado na bike e não a pé. Ainda para mais um gajo de Mação não desmonta nas subidas, é sinal de fraqueza.
O que me safava é que o resto do pessoal também desmontava.

A compensar estiveram algumas descidas muito porreiras, uma delas em singletrack no meio de uma vinha, que deu para curtir e sempre com aquela sensação de quando é que vou cair, por isso é melhor escolher bem o local de aterragem.

De referir que a organização fez nesta parte uma maldade aos participantes (pelo menos a mim, que já estava nas lonas).
Numa das partes do percurso circulávamos junto à albufeira de uma barragem perto de Óbidos, dando para ver o pessoal a passar junto ao paredão da barragem.
No entanto quando estávamos quase mesmo a chegar ao paredão, o percurso virava para o outro lado, com mais umas subidas tramadas. Terrível…
Ainda demorei praticamente meia hora a chegar à tão desejada barragem, onde estava o 3º abastecimento.

Resolvi parar para descansar um pouco, pois já estava completamente de rastos.
O José Carlos, com toda a sua experiência, tinha-se poupado para superar esta parte da prova sem grandes problemas, pelo que passou por mim parecia um foguete.

O Tiago, sempre a queixar-se, mas a andar sempre fortíssimo

Retomei a competição, seguindo a sofrer numa subida para a zona de Gaeiras e a ser ultrapassado por imenso pessoal, pois já era bastante penoso para mim pedalar.

Em Gaeiras tivemos mais um singletrack, nada técnico, mas extenso, num pinhal e que deu para compensar a hecatombe física.
O que me valeu foi que os últimos 20 km’s eram novamente mais planos, com algumas subidas e descidas relativamente suaves.
Esta parte do percurso alternava partes espectaculares, com singletracks no meio da vegetação, com outras onde parecíamos que estávamos numa prova de estrada (ainda pensei que o Moita Flores teria sido autarca por aqui antes de ter ido para Santarém).

O final este ano era novamente no Castelo, mas quando cheguei já se tinha ido toda a gente embora, pelo que só lá estava o pessoal da organização à espera do resto dos participantes que faltavam chegar.
Este será o único comentário, subtil, à minha fraquíssima classificação.

Estava com expectativa quanto ao almoço, sendo que o espaço onde decorreu denotou preocupação em melhorar face ao ano anterior. Era de facto um local bastante agradável.
O conteúdo do almoço foi, no meu caso, bastante melhor que no ano anterior, mas não era difícil fazer melhor.
Contudo o pessoal que lá chegou antes de mim (quase toda a gente) ainda teve direito a um almoço melhor que o meu.Associado a isso, o facto de ter estado bastante tempo na fila, ao sol, depois de fazer 80 km’s de bike, deixou-me um bocado agastado, até porque paguei o mesmo que os outros.
Ao que parece a organização voltou a ter problemas logísticos com os almoços, o que foi mau para eles, pois era algo a que as pessoas estariam atentas.
Se a coisa correu bem com a generalidade dos participantes, comigo não posso dizer o mesmo.

É pena que uma maratona destas, que tem percursos porreiros, com passagem nalgumas zonas espectaculares e bastante bonitas, que está bem organizada, tenha constantemente problemas em termos de almoço.
Provavelmente no próximo ano devo ficar por casa, onde também há estradões e agora alguns singletracks, e onde sei que a comida é de qualidade e onde a probabilidade de ter surpresas negativas é menor.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Parabéns Ricardo Marinheiro

Este post é talvez o primeiro que foge ao que é hábito no nosso blog, mas penso que se justifica perfeitamente.
No entanto, como é habitual já vem com algum atraso.
No passado dia 3 de Setembro, na Austrália, a nossa selecção nacional de btt conseguiu um resultado histórico.
A juntar à participação discreta do Mário Costa, os nossos atletas conseguiram um 10º lugar pelo David Rodrigues e um magnífico 2º lugar pelo Ricardo Marinheiro.
Se não fosse conhecida a origem geográfica do miúdo, diria que ele é de Mação, pois tem um andamento fortíssimo...
Um dia destes temos de o trazer aos nossos Bandos para ele ver o que são subidas...

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Troféu Norte Alentejano - Chança - 30 de Agosto de 2009

O nosso primeiro XC

Foi no fim-de-semana que passou que o BTZ Mação se estreou em “competições” de XC. Reparem no facto histórico de a crónica estar a ser escrita apenas 4 dias após a realização do evento.
Há algum tempo que a ideia havia sido lançada pelo “Chefe” Silva, pelo que após alguns avanços e recuos, finalmente concretizámos o projecto de participar no Troféu Norte Alentejano.
No entanto a concretização resumiu-se a apenas 2 elementos: eu e o Silva, o resto do pessoal ficou em casa.
Aspecto da subida tecnicamente mais complicada

Chegámos cedo a Chança, contrariando a habitual tendência para chegar atrasados a todo o lado. Isso permitiu-nos tratar rapidamente das formalidades (confirmação da inscrição e levantamento do dorsal) e sem confusões.
Recebemos como “brinde” um polar, que naquele dia não daria jeito nenhum (pois o calor já se começava a fazer sentir), mas que no Inverno vai ser útil.

Depois fomos fazer o aquecimento e reconhecimento do percurso, o que se veio a revelar bastante importante, pois permitiu-nos conhecer os locais mais complicados da prova, e de ver qual a melhor abordagem para os superar.

O Silva, até a pé ia fortíssimo

O percurso era, na minha opinião, tecnicamente bastante fácil.
Tinha apenas 2 zonas um pouco mais complicadas e que em prova gerariam problemas, devido à aglomeração de pessoal. Eram 2 subidas, uma logo ao início com alguma pedra e outra mesmo no final, em que passávamos no leito de uma ribeira seca com alguma pedra.
Em termos de altimetria, era um sobe e desce constante, com poucas zonas totalmente planas. No entanto as subidas e descidas não eram muito pronunciadas, o que permitia manter um andamento forte (dentro das limitações de cada um).

Após um atraso que pode ser considerado significativo, motivado pelo pessoal que habitualmente chega tarde, lá foi feita a chamada para a partida, que desta vez foi feita por escalões, com cerca de 30 segundos de intervalo.O ano passado ao que parece as partidas eram feitas com todos os escalões ao mesmo tempo.
Tudo correu bem e parece-me que a alteração foi bastante positiva, com excepção de os comissários da Associação de Ciclismo de Santarém se terem esquecido de fazer a chamada do escalão júnior.
Para o pessoal desse escalão não teve piada nenhuma, mas demonstra o espírito desta “competição”.

A partida foi feita no centro da povoação, pelo que tivemos de percorrer cerca de 600 metros em alcatrão até entrar no trilho.
Essa ligação foi feita a fundo, pois as partidas ali são à morte. Mas não são apenas as partidas.

Tentei passar algum pessoal logo na partida, o que consegui, mas à entrada do trilho as coisas ficaram mais complicadas, pois era muita gente a querer passar no mesmo sítio ao mesmo tempo.
No início da primeira subida estava o Silva parado, às voltas com o pedaleiro, pois a corrente tinha saído. Fiquei preocupado, pois se o nosso “chefe de fila” estava com problemas, a performance da equipa poderia ficar comprometida (que eu estava fraquinho).

Depois na primeira zona técnica, tive de desmontar, pois algum pessoal que circulava à minha frente desmontou. Pouco depois passou o Silva por mim, fortíssimo.

O pó, devido ao grande aglomerado de pessoal era o maior problema nas descidas, dado que a visibilidade nalgumas zonas era um bocado reduzida.

Na subida mais longa, com cerca de 300 metros, tentei forçar um bocado o andamento para passar mais algum pessoal e tenta ganhar uma boa posição para a descida que se seguiria.
Depois do abastecimento líquido proporcionado pela organização, começava a tal descida, que permitia várias trajectórias, mas em que algumas incluíam umas pedras um bocado perigosas.
No final da descida passávamos ao lado de uma charca e numa pequeníssima descida que nos permitia ganhar velocidade para fazer um salto porreiro.
A seguir a esse salto era quase sempre a abrir, com uma pequena subida e um estradão plano até entrarmos numa nova descida, que no final tinha mais um salto.

Seguíamos num bocado plano no meio de muros (a fazer lembrar Marvão) e depois nova descida para a tal Ribeira.
A descida era porreira e a subida final começava com umas pedras que aparentemente deram que fazer a muita gente, pois muitos desmontavam. Na primeira volta também desmontei, devido ao resto do pessoal (como provam as fotos). Na segunda volta já consegui fazer aquela parte montado na bike, mas o fotógrafo já não estava lá (azar!!).

Depois era sempre a subir até à meta, onde passei algum pessoal.

Na segunda volta mantive a minha posição relativa, pois não fui ultrapassado por muito pessoal, mas também não ultrapassei muita gente, e mantive o ritmo da 1ª volta.

Quando cheguei ao final pensei, que afinal era bom serem apenas 2 voltas, que aquele ritmo não aguentava outra volta.

O Silva em termos classificativos esteve bastante bem, dado que alcançou o 10º lugar na nossa classe.
Assim vale a pena...
Eu tive uma prestação mais modesta, com a 22ª posição, que já não foi nada má, dada a minha completa desadaptação a este tipo de prova.

Após a prova ainda fizemos uma volta de alcatrão para retorno à calma que teve como momento alto uma paragem junto a uma figueira para reabastecimento.
Desta forma evitámos a confusão na zona de banhos, pois apenas existiam 2 chuveiros disponíveis.

Ainda vimos a partida dos federados, que na fase inicial iam mesmo muito fortes, mas nas voltas seguintes verificámos que já iam mais devagar.
Penso que o calor que se fazia sentir deve ter contribuído para isso, para mais os atrasos nas partidas levaram a que a os federados tivessem o privilégio de competir à hora de maior calor.

Como o feedback que tínhamos dos almoços do ano passado era negativo optámos por não almoçar em Chança. É que em Mação já sabíamos com o que contar.

A 13 de Setembro haverá mais uma prova do Troféu Norte Alentejano, onde esperamos estar presentes, e desta vez com uma participação mais representativa do BTZ Mação.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Nocturno Mação Total - 27 de Junho


A partir de agora férias…

Uma vez mais o Sr. Victor (o mais recente reforço do BTZ Mação) e a Associação de Chão de Codes resolveram inovar no panorama do BTT em Mação.
Este ano optaram por abandonar o formato do Duatlo Radical do Bando e organizar o primeiro passeio de btt nocturno em Mação, integrado no Mação Total 2009.


Sr. Vítor no briefing inicial aos participantes

A convite da organização, o BTZ foi participou neste evento através da presença de 2 guias (eu e Filipe), um reforço (Sr. Victor) e mais 2 atletas (Anita e Eduardo).


Chefe de Fila no início do passeio, à saída do recinto do Mação Total

Eduardo no início do passeio

O percurso seleccionado, com cerca de 40 km’s, incluía uma fase inicial de 9 km’s em alcatrão entre Mação e Chão de Codes, ainda de dia, onde se iniciaria a subida ao Bando de Codes.


O grande Armando Chamusco, figura cimeira do btt abrantino e arredores

A subida tinha algumas diferenças face ao que foi efectuado em Abril, aquando da Rota da Água e era mesmo inédita nalgumas partes, o que permitiu conhecer mais alguns trilhos e ver alguns tralhos, de pessoal mais afoito que achava que andar de noite é a mesma coisa que de dia.


Sr. Vítor a prevaricar, felizmente que a GNR ia à frente

Na subida começou a anoitecer, pelo que quando chegámos praticamente ao final da subida, onde se situava estava o abastecimento já era noite cerrada.


Eu e o Eduardo na longa subida ao Bando de Codes

Uma vez mais Chamusco, que nunca é demais destacar, desta vez a brilhar nas subidas

S. Vítor em plena subida

Filipe fortíssimo nas subidas


Depois do abastecimento seguia-se a descida até ao Pereiro. O início foi bastante complicado, dado que a descida tem ainda bastante pedra solta, que dificultava a tarefa dos participantes, principalmente para quem tinha piores luzes.

Chefe de Fila a chegar ao abastecimento no alto do Bando de Codes

Anita, acompanhada por 2 vultos sinistros, no baptismo que representa subir um dos Bandos de Btt

Aspecto da zona de abastecimento

Aspecto do abastecimento propriamente dito, com o Sr. Vítor a aproveitar para por a conversa em dia

2 dos guias BTZ do passeio: Sr. Vítor e eu


Após algumas paragens para agrupamento do grupo, seguimos para o Pereiro e depois para as Casas da Ribeira onde subimos por alcatrão para o Alto da Caldeirinha. Aqui resolvi fazer algum corta-mato, pelo que chegámos à zona do Vale Rato antes do grupo da frente.
Na subida para a zona do recinto da Feira deu-se o reagrupamento pelo que chegámos todos juntos ao final.

Sr. Vítor na chegada ao final

Após o merecido banho, tivemos o jantar em São Miguel com porco no espeto para todos…

Aí está ele, o jantar...

Com esta crónica chega do fim o relato de algumas das actividades do BTZ Mação efectuadas antes do Verão.

Momento do dia/noite:

Depois dos bidons, das garrafas e do Camelbak, verificámos a estreia em Mação do novo sistema de hidratação de atletas: Sagresbak.
Este sistema ainda vai dar que falar... eu já encomendei um...


Após o merecido período de férias, voltaremos (para a semana)...