domingo, 2 de agosto de 2009

Idanha-a-Nova – 24 de Maio de 2009

Anualmente o BTT Trilhos da Lezíria efectua um passeio de um dia que junta alguns membros do clube (do qual também faço parte), alguns amigos e convidados.

Este ano a zona seleccionada foi Idanha-a-Nova, que tem bastantes atractivos para a prática do BTT, como a Barragem de Idanha, Monsanto, Idanha-a-Velha e Penha Garcia.

Mais do que alongar-me em comentários sobre aquele dia, ficam algumas fotos que procuram reflectir o espírito daquela volta e os belos locais onde pedalámos.

Gostava de efectuar um pedido de desculpa aos participantes pelo pedestre que fizemos à saída de Monsanto, isto apesar dos conselhos de um autóctone. Mas também permitiu contactar com outras actividades que privilegiam o contacto com a natureza.

Finalmente e como de costume gostava de deixar um agradecimento a todos os participantes e em especial àqueles que tornaram esta volta possível, em especial ao Rui Leitão e à Associação de Cicloturismo de Idanha-a-Nova (ACIN), nomeadamente ao Rui Tapadas, Afonso, João Varão, Sandra e Moreira que de forma desinteressada nos ajudaram a conceber esta volta, e nos deram o prazer da sua companhia nos primeiros km’s. Espero voltar a vê-los nos Trilhos da Raia em Outubro…

O Pelotão no início da volta com o pessoal do ACIN na dianteira

O início da acção fora do trilho, com o 1º singletrack junto à Barragem

Vista do 1º singletrack. Assim vale a pena...

O pelotão em direcção à Albufeira da Barragem de Idanha-a-Nova

Rui Tapadas a dar a táctica ao pessoal

Ao fundo Monsanto, que acabou por ser um dos pontos mais altos do percurso

Sr. Tiago com a Barragem em fundo

O Grupo a chegar a Idanha-a-Velha

As saudades que eu tinha deste maquinão!!!!

Depois do Lagar de Varas, seguiu-se o reabastecimento

Para ti Tiago....


João Aires numa das pausas para reagrupamento a caminho de Penha Garcia



Vasco sempre fortíssimo...

No Alto do Castelo de Penha Garcia

No Castelo de Penha Garcia II

Brutal...

Mais uma...

O início da subida a seguir ao Castelo de Penha Garcia, quando parecia que não se podia subir mais

Monsanto ao fundo

Horse...

Almeida e Sérgio na aproximação final a Monsanto

Tiago na subida em calçada para Monsanto

Sérgio Absalon, agora na versão pedestre...era uma subida demasiado fácil

Almeida na calçada romana

João Aires a subir em grande estilo...

A ascensão final para o Castelo de Monsanto

Sr. Presidente Brites sem a camisola do clube, o resto não interessa

Paulo Mangas, neste fase ainda bem disposto. Depois do pedestre que se seguiria...

Pégaso, sempre uma referência nestas voltas

A vista à saída de Monsanto, mais uma grande paisagem

O pedestre que não estava no programa. O velhote bem tinha avisado, mas era disto que a gente gostava

O cenário no final do pedestre. Simplesmente espectacular

Flávio Geraldes no final do pedestre

O resto do pelotão a terminar o calvário

Fernando (após ter ressuscitado) e Vasco no 2º abastecimento de Idanha-a-Velha

A influência da hidratação no desempenho do Presidente

Sérgio e o "Druida" Almeida num momento de descontração

Paulo, Flávio e uma autóctene (estes gajos devem ser malucos)

Fernando e Vasco sempre fortes na cauda do pelotão

Novamente a aproximação à Barragem

A descida para mais um pedestre

Flávio roda a antena para o outro lado, que ainda não conseguimos ver a emissão

Sem comentários...

Mais um sigletrack espectacular

A Albufeira da Barragem de Idanha-a-Nova

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Carvoeiro - 10 de Maio de 2009


O dia do BTZ Mação

Este ano o BTZ Mação voltou a participar no passeio organizado pela Associação local, da qual faz parte o nosso atleta Silva.

"Chefe" Silva no brieffing aos participantes
Se o ano passado fomos apenas 2, este ano o contingente do BTZ Mação era bem mais alargado.
Na versão mais longa do passeio participaram o Silva (que jogava em casa), eu, o Velhinho e o Gonçalo.
Na versão mais curta do passeio participaram o Filipe e o Almeida, que juntamente com as suas caras-metade e o João Tiago, representaram o clube.

Filipe e Anita no início do passeio
João Tiago na sua primeira aparição nos passeios em Mação

O percurso deste ano era mais longo que o do ano passado e parecia ser mais interessante,
Apesar de ter amanhecido a ameaçar alguma chuva, não chegou a chover, o que permitiu desfrutar dos trilhos.
A prospecção do BTZ a funcionar: Sr. Vítor, um valor seguro do btt

Após o levantamento do dorsal e antes da partida, tivemos direito ao pequeno-almoço.

O início da volta era complicado, pois passávamos na praia fluvial do Carvoeiro e seguíamos directamente para a zona do Pico do Ar, o que implicou uma subida relativamente difícil, para quem ainda estava a frio.

O Silva e o Gonçalo saíram logo na frente, acompanhando os primeiros, eu fiquei com o Velhinho, mas com muita dificuldade, pois ele ia fortíssimo. Era o Portalegre ainda a fazer efeito.
"Chefe" Silva em grande estilo
Após uma subida vinha um descida, para a zona da Sanguinheira, com passagem no estradão Capela-Gargantada, e seguíamos para a antiga aldeia da Lage, onde apanhámos mais uma bela subida, não muito longa.
Nesta parte eu e o Velhinho seguíamos completamente isolados, pois não víamos ninguém à nossa frente nem atrás.

O Marreta e o Velhinho, o duo dinâmico

A aproximação ao Carvoeiro para o final da versão mais curta do passeio era feita de forma relativamente tranquila.

No entanto o percurso cozinhado pelo “Chefe” Silva tinha uma surpresa à chegada ao Carvoeiro, com uma subida complicada, na zona da Quinta dos Cardeais.
Depois seguíamos pelo meio da aldeia, seguindo para a zona da Feiteira, onde fomos brindados com mais uma subida e dois singletracks a descer, curtos mas porreiros e com potencial.

"Chefe" Silva no singletrack da Feiteira

Uma surpresa adicional foi a passagem junto á Ribeira da Pracana, com uma passagem da ribeira que foi espectacular e uma paisagem lindíssima que não conhecia.
Há quem passe a ribeira em grande estilo, mas já sabemos que a bike do Velhinho é leve...


Há outras mais pesadas...


E há o molho de ferros...
Sr. Vítor em grandíssimo estilo...

... antes de se armar em Liedson!!!

Quem conhece o terreno, sabe que, para sair dali tínhamos de subir bastante.
Na subida, que também foi na zona da Feiteira, o Agostinho ia num ritmo diabólico, tendo eu bastante dificuldade em segui-lo. Ele estava realmente fortíssimo.
Velhinho forte também a descer

A cumeada que se seguiu foi muito porreira, pois fez parte do nosso passeio anual de Abril passado. Depois começámos a descer para o Carvoeiro, em estradões que permitiam andar forte e sem grandes preocupações com o terreno, com excepção da descida final, um pouco mais técnica.

No final o BTZ Mação teve uma prestação assinalável, com o Silva a ficar em 7º lugar (que poderia ter sido melhor, não fosse uma queda), eu em 8º, o Velhinho em 9º e o Gonçalo em 11º (pois perdeu-se novamente quando seguia à minha frente).

Este é que era o prémio mais ansiado, o almoço.

A entrega de prémios decorreu antes do almoço com o destaque devido aos nossos atletas.

Sr. Gonçalo a receber indevidamente o prémio. O Silva não teve nada a ver com isso...

Palavras para quê? Até a receber prémios o Velhinho tem classe...


Até o Marreta teve a honra de receber o prémio das mãos do futuro Presidente do BTZ....


Aposto que foi o Silva a escolher o prémio.

Na versão mais curta, a prestação desportiva não era importante, mas ficou o lançamento daquilo a que a muito curto prazo será uma realidade, o BTZ Mulher.

Elsa e Anita, a génese do BTZ Mação em acção
Anita em grande forma na sua primeira aparição em passeios

E na memória de alguns o desabafo de que aquilo parecia um inferno....

João Tiago, Filipe e Almeida no final do passeio

domingo, 19 de julho de 2009

Portalegre 02 de Maio 2009

Km -70

Desta vez a crónica do Portalegre 100 começa em Mação.
Isso deve-se ao facto de o Orlando ter sofrido os habituais problemas com os pneus na véspera da prova.
No entanto isso representou uma clara melhoria face ao ano anterior, pois a probabilidade de comprometer a Maratona baixou bastante.
Depois de uma viagem a Tomar para comprar um pneu, teve lugar a assistência técnica do BTZ Mação. Após trocas de câmara-de-ar e pneus durante uma boa meia hora, o Filipe finalmente descobriu que tinha pipo de tubeless. Lá vai de desmontar novamente o pneu, retirar a câmara-de-ar e colocar o tubeless.


Km 0

Após os atrasos habituais, lá chegámos a Portalegre.
Não me lembro de o pessoal de Mação conseguir chegar aos locais à hora marcada.
Rapidamente seguimos para o controlo 0, de forma a ocupar um bom lugar na grelha de partida. Felizmente que é por ordem de chegada e não dependente de treinos de qualificação.
Depois matámos o tempo que restava até às 9h a efectuar o aquecimento, dado que este ano até houve rolos patrocinados pelo “Coach” Almeida, a rever alguns amigos e conhecidos, etc.


100 km’s

Nos 100 km’s o BTZ Mação contava com o Velhinho, o Almeida, o Orlando e eu.
Este ano o percurso tinha alterações significativas face aos anos anteriores, dado que as maiores dificuldades estavam na parte final, com uma subida de cerca de 15 km’s para as famosíssimas antenas.
O início era relativamente semelhante com o trilho negro do IP2 e a subida para a Serra de São Mamede. Foram cerca de 15 km’s sem ver terra.
Em condições normais, isso seria um escândalo, cerca de 15% de uma maratona de btt em alcatrão, mas como é em Portalegre, e depois de pagar 38 € o pessoal parece que aceita tudo.
Apesar disso ver o IP2 cheio de bikes é algo que o público presente e os participantes não devem seguramente esquecer.
O percurso, após a separação dos 100 km’s e 50 km’s (opção inteligente fazê-la logo no final da subida) entrava finalmente no tão ansiado trilho.
Perto do final da subida fui apanhado pelo Nuno Lima.
Tentei seguir na roda do Nuno, que estava em grande forma, mas na primeira descida perdi logo o contacto com ele, dado que enquanto o pessoal seguia todo em fila indiana pelo lado mais limpo do trilho, o Nuno seguia a toda a velocidade por cima de calhaus. Quem sabe, sabe…

Dado que as maiores dificuldades estavam reservadas para o final, tentei seguir rápido no falso plano alentejano, em estradões relativamente fáceis em zonas agrícolas.
Contudo verifiquei desde cedo que estava muito fraquinho e que o estado de forma comparativamente com o ano anterior era muito inferior.
Era terrível ver imenso pessoal a passar sem ter capacidade para seguir na roda de alguém.
O percurso depois da zona agrícola passava por zonas quase todas conhecidas, que foram feitas em anos anteriores no mesmo sentido ou no contrário.
Nesta parte passou por mim o Ricardo Madeira, que alegava ir em ritmo de treino para a Supertravessia, mas a uma velocidade apreciável.
Havia algumas partes muito interessantes, com singletracks (infelizmente não muito longos) e alguns trilhos bem porreiros, mas fiquei sinceramente com aquela sensação do percurso ser um bocado requentado.

Após o 2º abastecimento apanhei de novo o Nuno Lima, e pensei, das duas uma, ou eu estou com um ritmo do caraças ou o Nuno está fraquíssimo (como eu).
Logo percebi após inquirição, que era a 2ª hipótese. Fiquei um bocado triste, pois o Nuno estava numa forma física brutal, no entanto, em prova não conseguiu colocar aquilo que era capaz cá fora.
Seguimos juntos, tipo os desgraçadinhos que se vão amparando um ao outro. Penso que foi positivo para ambos, pois íamos puxando à vez e seguindo num ritmo confortável.
Nem mesmo alguns elementos femininos que passavam por nós eram factor motivador para aumentar o andamento. Estávamos nas lonas e ainda faltava a subida às antenas. Mas o melhor era nem pensar nisso.

No 3º abastecimento, resolvemos efectuar uma paragem mais longa para tentar recuperar um pouco.
Nesta fase ocorreu aquele que eu chamaria o momento do dia.
Em primeiro lugar o Velhinho chegou ao abastecimento uns momentos antes de voltarmos a arrancar. Mas calma, pois isso não é nada de muito relevante, pois o Velhinho é um campeão e só pecou por tardio ele conseguir apanhar-nos.
Em segundo lugar chegou lá uma miúda, que vai directamente para o nº 1 do top de mulheres mais jeitosas que eu vi a praticar btt (eu e elas). Uma loira que cumpria por larguíssima margem com todos os requisitos que um homem pode ter para categorizar uma mulher como fabulosa.
Ainda tentei apressar o Lima para seguirmos naquela roda. Vá-se lá saber porquê…
E ela tinha andamento, pois não demorámos muito a sair, e nunca mais a vimos.
Penso que ela não foi uma alucinação, pois acho que não estava assim tão mal.

O 3º abastecimento marcava o início do sofrimento, pois a grande subida estava a apenas a uns km’s dali. Antes ainda tínhamos uma subida chata e uma descida bastante porreira com uns cotovelos (curvas de 180 graus) que davam algum trabalho.

Finalmente chegávamos à subida para as antenas, que tinha uns 6 ou 7 km’s iniciais muito suaves, mas sempre a subir. Foi algures nesta fase que o Velhinho passou por nós, num ritmo certo mas bastante mais rápido que o meu e o do Lima.
Tive de chamar o Agostinho, dado que ele ia tão concentrado que nem me viu (ou não).



A subida na junção do percurso com os 50 km’s passou a ser mais complicada, pois a inclinação era maior e pelo cansaço acumulado. E o pior é que a subida era cada vez mais inclinada.
Numa dessas fases o Lima disse-me para seguir pois necessitava abrandar o ritmo para recuperar um pouco.
Ainda pensei que mais à frente o Lima conseguiria apanhar-me, dado que a descida final seria longa.

Na parte mais crítica da subida, após uma passagem por uma estrada de alcatrão, já ia completamente de rastos, mas continuava a passar por imenso pessoal, muitos deles já a pé.
Depois dessa parte tínhamos uns metros em alcatrão e para variar a descer, onde dava recuperar um pouco.Apesar disso o que se seguiu foi pouco edificante, dado que na subida final para as Antenas desmontei, pois começava a ficar com cãibras. Mas por pouco tempo, pois comecei a ver o Velhinho ao longe e resolvi tentar apanhá-lo.


Quando finalmente cheguei ao 4º e último abastecimento, não vi o Velhinho e fiquei intrigado, pois ele não ia muitos metros à minha frente.
Passado pouco tempo quando me preparava para arrancar vi-o a descansar deitadinho a uma sombra. Ele ainda acenou, mas resolvi seguir, pois era a oportunidade de ultrapassá-lo enquanto ele enchia o depósito.

A descida era complicada, pois não permitia descansar e nalguns pontos o percurso estava insuficientemente marcado, o que me fez seguir em frente numa zona algo perigosa.
Depois de uma parte de alcatrão, voltávamos a entrar em trilho e deu logo para perceber que a tal descida até ao final ainda teria alguns topos, que face ao meu estado físico seriam complicadíssimos.
A aproximação a Portalegre foi totalmente diferente dos anos anteriores, e penso que foi espectacular, com uns singletracks bem porreiros e com alguma exigência técnica.

Antes do final ainda consegui passar pelo nosso ódio de estimação aqui da região, que penosamente seguia a pé numa pequena subida.
Tive pena de não o ter ultrapassado 100 km’s antes, pois talvez me tivesse dado motivação, pois até a talega meti.

A tão ansiada chegada ao mítico jardim no centro de Portalegre marcou o final do sofrimento.
Ainda tive a consolação de levar um corta vento para casa no sorteio de material que havia no final. Nem tudo podia correr mal…

A minha classificação deste ano, foi consideravelmente pior que a do ano passado, e claramente não traduz as minhas capacidades.
Penso que sou capaz de fazer bastante pior.

O Orlando e o Almeida desta vez fizeram a prova numa perspectiva mais de lazer e talvez tenham feito a escolha certa, pois chegaram ao final como os outros e sem empenos.


50 km’s

Nos 50 km’s o BTZ Mação estava representado pelo Chefe de fila.

O resultado foi o que se esperava, com uma classificação nos 100 primeiros, pelo 2º ano consecutivo.
No entanto esse resultado poderia ter sido melhor, dado que não contente com a dureza do percurso, o Filipe ainda andou a circular numa pista de motocross.
Para além disso há a referir uma ultrapassagem à má fila do Seabra ao Chefe de Fila, que gerou bastante debate no final da prova.


Os outros:

Lima
Infelizmente não conseguiu ter a prestação que se esperava.
Tive pena que não tivesse conseguido alcançar os seus objectivos, mas sei que continuará a esforçar-se como poucos para melhorar.

Tiago
Na sua estreia no Portalegre demonstrou o valor que sabemos que tem, apesar de passar a maior parte do tempo a baixar as nossas expectativas e a dizer que não é capaz de fazer as coisas.
Terminou à porta dos 100 primeiros e para o ano ninguém o segura.

Sérgio, José Carlos e José Pereira
Tive pena que não tivessem terminado dentro dos 100 primeiros, pois pelo trabalho continuado que têm vindo a fazer mereciam uma boa classificação.São uns grandes amigos e merecem tudo de bom.

Ricardo Madeira
Para quem ia em ritmo de treino acabou bastante bem, mas o seu objectivo estava ainda a um mês de distância, pois acabou por fazer uma Supertravessia em bom nível.

Para o ano há mais……

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Serra da Estrela - 26 de Abril 2009


A convite do José Carlos do BTT Trilhos da Lezíria o BTZ Mação esteve presente em mais uma subida à Serra da Estrela.
Devido às condições atmosféricas esta volta apenas se realizou no final de Abril o que levou a que o treino em altitude não tivesse um efeito significativo para o Portalegre que se avizinhava.

Desta vez o programa de festas tinha 2 opções:
- subida Covilhã-Torre;
- subida Covilhã-Piornos, descida para Manteigas e subida Manteigas-Torre.

Obviamente que os membros do BTZ Mação presentes optaram pela 2ª opção, ou não estivéssemos nós habituados a subir os Bandos.



A foto de grupo: Miguel, Brites, José Carlos, Fernando, Canas, Filipe, Aires, Sérgio, Velhinho e Pegaso.


Encontrar o local de partida foi a segunda dificuldade do dia (a primeira foi como habitual, cumprir horários), dado que o Daniel Brites tinha contratado a utilização dos balneários de um clube local.
Para além de ser uma coisa com prestígio (subir a Serra com banho à espera), o banho de água quente acabou por ser de uma utilidade brutal (como mais à frente se verá).

Aqui a subida ainda era soft, mas já se via o antigo Sanatório


Apesar de ser feita em trilho negro, pois não conhecemos bem aquela zona, as subidas da Serra da Estrela por alcatrão têm o aliciante de estarmos a pedalar em locais que habitualmente vemos nas transmissões televisivas da Volta a Portugal.
Se os gajos com as bikes de estrada conseguem subir aquilo, também nós seremos capazes de fazer, se bem que a uma velocidade (ou várias) inferior.

O início da volta foi calmo em jeito de aquecimento e de forma a fazer a ligação entre o nosso “base camp” e o centro da Covilhã.


O Velhinho sempre em grande


A fase inicial da subida é considerada como sendo a mais dura pela forte inclinação de alguns troços, nomeadamente à saída da Covilhã e um pouco antes do antigo Sanatório. Advertido desse facto optei por começar devagar, sem entrar em loucuras, seguindo com o Velhinho e o Miguel, o que permitiu contemplar a magnífica paisagem e tirar algumas fotos.
O Chefe de Fila é que entrou em acção motivadíssimo (devia pensar que estava nos Bandos), saindo disparado ainda no centro da Covilhã. Só o voltaria a ver em Manteigas.
O Sérgio e o José Carlos ainda pedalaram um pouco com os mortais, mas depois meteram o ritmo de treino e também só os voltámos a ver em Manteigas.


A aproximação ao antigo Sanatório


Os primeiros km’s são de facto os que têm maior inclinação, mas o facto de seguirmos sempre em curva e contra-curva faz com que não tenhamos bem a noção do ganho de altitude que vamos tendo (se exceptuarmos as irritantes placas que indicam a altitude). Acho que só quando passamos no antigo Sanatório é que começamos a ter noção do que já está para trás e do que ainda falta subir.
Depois do antigo Sanatório o terreno torna-se um pouco menos inclinado permitindo alguma recuperação, mas como o ritmo aumenta, acabamos por ir sempre em esforço.
Nesta altura ainda conseguimos ver o grupo da frente ao longe, quase a chegar às Penhas da Saúde, enquanto eu e o Velhinho seguíamos tranquilamente na companhia do Miguel, embora ninguém falasse grande coisa, pois era necessário poupar o fôlego.

A aproximação às Penhas da Saúde marcou novamente o aumento da dificuldade do percurso, dado que as inclinações voltam a ser mais significativas com o consequente ganho de altitude. Nas Penhas da Saúde (parece que estamos nos Alpes Suíços, só falta a Heidi e os São Bernardos) estamos sensivelmente a 1.500 metros de altitude, que representa mais ou menos metade do trabalho feito.


A aproximação às Penhas da Saúde


Os 3 km’s entre Penhas da Saúde e Piornos (Centro de Limpeza de Neve) parecem ser intermináveis.


Palavras para quê???


Chegados a Piornos, e de forma a preparar a descida para Manteigas parámos, verificando que aquela altitude o frio já se começava a fazer sentir, isto em plena Primavera.
O Miguel devido ao pouco equipamento que trazia resolveu não parar de forma a não arrefecer. Eu e o Velhinho colocámos as revistas (do social) por baixo dos jerseys. Foi a altura em que algumas daquelas miúdas das revistas andaram mais perto do meu coração……



O Marreta em Piornos


A descida para Manteigas é relativamente tranquila, pois é quase sempre em recta. No entanto o facto de a estrada ser estreita faz com que se tenha de ter bastante cuidado, pois há pessoal que vem fora de mão em sentido contrário e devido às ultrapassagens a carros (por estranho que pareça).
Aliás o único despique que tive nesta volta toda foi com um carro nesta descida, dado que o condutor parecia ficar chateado por um gajo de bike de btt conseguir descer mais rápido que ele, confortavelmente sentado num automóvel.
Graças a um autocarro que bloqueou a passagem da viatura em causa cheguei a Manteigas primeiro: Canas 1 – Citröen qualquer coisa 0.

Em Manteigas, estavam à nossa espera o José Carlos, o Sérgio e o Chefe de Fila, aproveitando para comer qualquer coisa e descansar um pouco (não que precisassem).
Nesta altura já se fazia sentir um vento um bocado forte, que levou uma das luvas de Inverno do Chefe de Fila para um balsedo, que era inalcançável. Quando ele já começava a ficar passado com a perda da luva, o José Carlos viu um agricultor local que gentilmente nos cedeu uma foice e uma cana, que foram usadas de forma habilidosa para resgatar a luva.
Talvez contente por isso, o Chefe de Fila voltou a sair disparado Serra acima, levando o José Carlos e o Sérgio. Uma vez mais segui com o companheiro de pedaladas Velhinho.
A subida de Manteigas não é muito difícil em termos físicos, dado que não tem uma inclinação muito significativa. No entanto em termos psicológicos tem qualquer coisa, pois são muitos km’s sempre a ver o final, sem conseguir chegar lá rapidamente. Para compensar a beleza do Vale Glaciar é brutal (talvez dos locais mais bonitos onde estive), com as cascatas e o Rio Zêzere que ali nasce.

O Vale Glaciar de Manteigas

Já perto da 2ª passagem por Piornos, começaram a cair uns pingos de chuva, o que me fez pensar que as coisas poderiam complicar-se daí para a frente.


Está quase.....


A Nave de Santo António marca o local a partir do qual não existe mais descanso para as pernas, pois a partir dali é sempre a subir para a Torre.
Não muito depois de iniciarmos a escalada final começaram a cair uns flocos de neve, felizmente em pouca quantidade, mas era um alerta para as condições atmosféricas que nos esperavam no topo.
Esta parte da subida acaba por ser complicada pelo desgaste acumulado, a que se juntou o frio (apesar de estarmos bem agasalhados).
A uns km’s da Torre passaram por nós os 3 da frente, já a descer a grande velocidade.



Está mesmo quase, quase.....


A aproximação à Torre é espectacular, porque marca a chegada ao objectivo do dia, o ponto mais alto de Portugal Continental, e tem aquela coisa mítica do ciclismo da etapa da Torre e naquela altura ainda se conseguia ver.



Finalmente a chegada à Torre

Na subida lembrei-me muitas vezes do João Almeida que em Setembro passado tinha feito a Estrela na Estrela (as 3 subidas principais por estrada da Serra), e no esforço que representa depois de chegar à Torre ainda ir a Seia e depois subir tudo novamente.

Quando chegamos à Torre ainda estavam bastantes pessoas a fazer ski na “pista de neve” que lá se pode encontrar.

Após uma pequena paragem para descansar as pernas, eu e o Velhinho iniciámos a descida, até porque o frio não permitia ficar parado muito tempo. O início da descida foi marcado pelo agravamento das condições atmosféricas, dado que em pouco tempo ficou um nevoeiro cerrado e começou a nevar com mais alguma intensidade.
Esta deve ter sido a descida que mais custou em muitos anos de bike, pois o frio fazia com que as extremidades do corpo, apesar de bem protegidas, ficassem dormentes. Conseguir travar, nalgumas partes da descida é uma condição essencial para não voarmos por aquelas ravinas abaixo.
Já perto da Nave de Santo António, perdi o contacto visual com o Velhinho que seguia ligeiramente atrás, pois entretanto parara para tentar aquecer as mãos. Durante essa paragem ainda vi as coisas mal paradas, pois ainda tive algumas tonturas.
Felizmente o Velhinho lá retomou a descida, voltando a aparecer no radar, pois não estava com vontade de voltar a subir para ir à procura dele (nem sei se seria capaz disso).

A parte da descida entre Piornos e o antigo Sanatório foi porreira, pois deu para andar bastante depressa (acima dos 70 km’s/h), já que o frio não se fazia sentir com tanta intensidade e existem algumas rectas com bom piso.
A descida após o antigo Sanatório pode ser considerada como chata, dado que é uma série de cotovelos, onde se gasta as pastilhas dos travões, sem se poder andar realmente depressa e sem poder contemplar a paisagem, dado que nos arriscamos a sair disparados da estrada ou ficarmos espetados nalgum carro.

Fomos os últimos a chegar ao nosso “base camp” na Covilhã, estando já quase toda a gente de banho tomado. Digo quase, pois o Velhinho é que tinha levado a chave do BTZMobil, fazendo com que o Chefe de Fila tivesse ficado à seca durante um bom bocado. Para a próxima é escusado ir tão depressa…

A ideia de ter um balneário após a aventura foi bastante boa (nem parece do Presidente Brites), pois o banho de água a ferver serviu para restabelecer a circulação sanguínea e recuperar das temperaturas negativas a que estivemos sujeitos.

Depois do banho seguiu-se o tão ansiado repasto no restaurante Porta Chaves, dado que estávamos todos com uma fome do caraças e onde pudemos compartilhar algumas das histórias daquele dia.

Em resumo foi uma etapa inesquecível do BTZ Mação, dado que foi a primeira vez que fizemos a mítica subida da Serra da Estrela em estrada.
Mas penso que falo em nome dos atletas que não será a última, dado que ficou prometido ao Almeida fazer a Estrela na Estrela (com o brinde adicional de mais uma subida, que ele sabe bem qual é).

Gostava de agradecer o convite do José Carlos e o trabalho de logística que ele e o Daniel Brites tiveram para este dia e aos restantes participantes, que demonstraram que subir a Serra da Estrela não é algo acessível a todos, mas que todos podem fazer caso se comprometam com esse objectivo.