quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Mação - 4 de Outubro de 2009

O regresso a casa

Depois do massacre de Avis, de apenas 14 km’s, mas de grande intensidade, no dia seguinte fui pedalar em Mação. Isto também porque parece que anda pessoal por aí a dizer que tenho mais vontade de escrever do que pedalar….

A convite do pessoal do BTTrupe do Pereiro, eu, o Velhinho e o Chefe de fila tivemos o privilégio de poder participar numa volta que prometia bastante.

Do menu constavam alguns dos pontos mais altos do concelho de Mação, pelo que as subidas aos Bandos estavam garantidas.

A partida foi no centro do Pereiro, com uma ligação por estrada à Aboboreira (considerada como a aldeia mais importante do concelho de Mação), o que levou o Velhinho a dizer que podia ter esperado em casa pelo pessoal.

Na Aboboreira começaram as novidades, pois começamos finalmente a fazer a primeira subida. Esta subida era desconhecida para mim, pelo que resolvi seguir mais devagar a gerir esforço, pois não sabia como reagiria depois da prova da véspera.
A subida era longa, mas quase sempre suave, pelo que foi perfeita para acabar o aquecimento.

Depois de uma subida vem a tradicional descida, que nos levou ao Cerro do Outeiro.
Os vales que podemos contemplar nesta descida são espectaculares, principalmente porque começam a ficar arborizados. A aldeia do Cerro do Outeiro é uma aldeia especial, pois não conheço nenhuma igual, pois são um conjunto de casas numa encosta, com um singletrack entre as casas, absolutamente espectacular. Infelizmente o início da descida foi acimentada, pois as eleições aproximavam-se.
Mas é compreensível pois para as pessoas que lá vivem, assim será mais fácil circular.


No alto da Serra de Santo António

O nosso guia, Carlos Maia, levou-nos a seguir para a zona da Borda da Ribeira, que é para mim a capital do singletrack. As pessoas que vivem naquelas aldeias tiveram a ideia espectacular, para nós, de preservar os caminhos de acesso às hortas que ficam junto à Ribeira do Codes. A consequência são alguns km’s de trilhos espectaculares, e que ainda devem existir por lá muitos que não conhecemos.
À entrada do principal singletrack o Carlos apenas disse, não olhem para a direita, pois o singletrack acompanha um afluente da Ribeira do Codes, sempre na encosta, com imensa pedra.

Após a passagem pela aldeia de Casal Novo fizemos mais um singletrack e depois começamos a 2ª subida do dia para a zona do Pereiro (de Vila de Rei, que eles também um). Foi uma subida tramada, pois não é longa, mas o piso tem muita pedra e algumas partes têm grande inclinação.
No final da subida eu e o Chefe de Fila reconhecemos o território, pois tínhamos passado ali em sentido contrário no passeio da Borda da Ribeira.
A chegada ao Chão de Lopes foi rápida e uma vez lá chegados, parámos para repor energias, pois o mais difícil ainda estava para vir.

A 3ª subida do dia, da Serra da Amêndoa já era conhecida, mas devido aos trabalhos de manutenção que têm vindo a ser feitos a aderência não era a melhor. Embora também me tenham dito que andar com os pneus quase slicks não ajuda.
A descida para o Pé da Serra foi vertiginosa, pois é uma recta longa e onde se pode ir descansado com o terreno.
A fase seguinte da volta foi em trilho negro, em direcção a Martinzes e depois àquela que para mim é uma das subidas mais desafiantes que conheço, a da Serra de Santo António.
No início da subida e para motivar pessoal que já acusava o cansaço, ainda se falou na presença de uma certa pessoa lá no alto. O nome começa por N e acaba em ereida.
Acho que nem assim todos ganharam motivação.

Vista no alto da Serra de Santo António

A Serra de Santo António foi subida pelo lado da Gargantada, que tem apenas 1 km de extensão, mas tem uma fase final (a mais complicada e inclinada) em que o estradão passa no meio de blocos enormes de pedra. Um cenário espectacular, que parece estar de acordo com a paisagem que podemos contemplar (Bando de Santos, Bando de Codes, Cardigos).

Os últimos atletas a subir para a Serra de Santo António (achei melhor não por as fotos da Nereida)

Após nova paragem para abastecimento, repor energias, procurar a Nereida, descansar e tirar foto de grupo, retomámos as pedaladas, em direcção à Maxieira.
Após esta aldeia apanhámos o estradão na direcção da Aldeia d’Eiras. Foi mais uma bela descida, com umas curvas pelo meio que dão alguma luta.

Na Aldeia D’Eiras tivemos as duas primeiras baixas no pelotão, até porque as duas subidas do dia começavam agora.
Esta subida tinha uma parte inicial já conhecida, mas onde já não passava há muito tempo. O terreno tem pouca aderência, pela muita terra e pedra solta, o que complica ainda mais a subida, que tem nalgumas zonas uma inclinação apreciável.

Depois ficamos a conhecer mais um trilho a meia encosta, mas que se encontra ainda cheio de muita vegetação que dificulta a progressão.

A descida para o Castelo esteve a cargo do Filipe, que nos levou por uma descida que começamos a fazer há não muito tempo. O piso é complicado, pois tem muita pedra solta, alguns regos criados pela água que levam a que se circule um pouco mais devagar.

No Castelo aproveitámos para novo abastecimento, desta vez num dos cafés da aldeia.
O momento de abastecimento foi a chegada um personagem um bocado sombrio ao café, que entrou mudo e saiu calado, mas que mal chegou ao balcão já tinha a taça de vinho preparada.

O Bando de Codes

O pessoal de Mação brinca muita vez com o facto de quando andamos no nosso concelho não precisamos de GPS pois eu estou a pedalar com eles.
No entanto a subida para o Bando de Santos, foi uma surpresa completa preparada pelo Carlos Maia.
Não vou descrever grande coisa da subida, mas apenas mencionarei algumas palavras que procuram descrever a parte que não conhecia da subida: desafiante, singletrack, inclinadíssima, brutal, espectacular.

Após este momento de btt ao mais alto nível (e não vou referir quem é que subiu parte da subida apeado), seguimos para zonas mais conhecidas, como o Chão do Brejo e a escalada final para a zona do posto de vigia e do miradouro.
Apesar de agora estarmos em território conhecido houve pessoal que estranhou o calor de Outubro e fruto de falta de magnésio passou um mau bocado…

No final descemos para São Gens e depois seguimos por alcatrão de volta ao Pereiro, onde terminámos uma volta surpreendente em Mação, que foi espectacular, com a assinatura da BTTrupe, a quem deixo o meu agradecimento.


PS: Este post é dedicado à memória da Sra. Hermínia.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Troféu Norte Alentejano #4 Avis – 3 de Outubro 2009

Brutal!!!!!!!!!

Acho que esta é a melhor forma de descrever a prova de XC de Avis do Troféu Norte Alentejano.
Após ter faltado à prova de Nisa, lá fui uma vez mais com o Silva ao Norte Alentejano, desta vez em Avis.
Esta vila tem a fama de ter zonas espectaculares para o BTT e especialmente para o XC, pelo que a expectativa era alta, pois a organização prometia um circuito técnico.
Depois de chegarmos e confirmarmos a nossa inscrição, fomos efectuar o habitual reconhecimento do percurso, que passo a descrever (com fotos da prova, muitas...).

O início do percurso era no centro da vila, em empedrado.
A saída da vila era feito com uma descida com muita brita, o que poderia ser algo perigoso, pois não era preciso muito para cair.
Eu na fase inicial do percurso, com a descida ainda em empedrado.

Depois de passarmos numa zona de uma nova urbanização entrávamos através de um pequeno carreiro, a descer, numa parte em singletrack, numa encosta de um monte.
Esta parte representava o primeiro ponto onde poderiam ocorrer engarrafamentos, pois tínhamos de desmontar 2 ou 3 vezes, devido ao percurso ter uns buracos nada pequenos.

O início das zonas técnicas

Após esta zona mais técnica, tínhamos uma descida em estradão, que nos levava à primeira subida do dia.
Esta subida era terrível, com cerca de 500 metros, em estradão, com algumas partes com pouca aderência, que levariam o pessoal a seguir em fila indiana.

A "procissão" na subida mais complicada do percurso
O início da tal subida, com pessoal a desmontar

No final dessa subida começava a diversão, com um singletrack no meio de uns sobreiros, com umas curvas com releve.

Depois de passarmos a zona de abastecimento começava a descida, inicialmente em singletrack, e depois num estradão. Aqui o mais complicado era o pó, que poderia levar-nos a não ver algum obstáculo no percurso.
Não foi por acaso que o Ricardo Marinheiro foi a esta prova. No entanto teve de azar, dado que teve um furo que o levou a desistir

A descida com imenso pó

Normalmente depois de uma descida vem uma subida, desta vez em singletrack, com um início suave e depois uma inclinação tremenda, onde a maior parte do pessoal desmontaria pela certa.
Nova descida, em singletrack, bastante técnica, com alguma pedra solta e um degrau no final, onde quase caía. Isto apesar de ir devagar.

Depois de mais uma incursão em estradão vinha uma nova parte de subida íngreme e curta, em singletrack, muito semelhante á anterior, com nova descida complicada, que nos levaria novamente ao estradão.


Junto ao muro de uma casa com vista para a Albufeira da barragem do Maranhão, tínhamos nova descida em single, com o início tramado pela terra solta e uma curva de cerca de 150 graus, que nos levava encosta abaixo.
Depois do vale, nova subida, em suaves prestações, que nos levava à primeira encosta técnica.

Esta encosta parecia um labirinto de fitas
Após passarmos um estradão, tínhamos novamente singletrack no meio de um olival, que nos levava à zona mais técnica do percurso, no meio de um pequeno pinhal.
Uma vez mais Ricardo Marinheiro, a entrar na descida mais técnica do percurso

A coisa começava com uma descida, que tinha 2 opções de percurso.
Eu optei nesta parte por passar em pedestre. No final da descida, uma pequena subida em singletrack, bastante inclinada que nos levava a uma descida perigosa com um drop no final.
O início da tal descida
Havia quem passasse montado na bike, e pela parte mais difícil
Depois uma subida, curtíssima, com alguns degraus em pedra, extremamente técnica. Voltávamos a descer e novamente uma subida com uns 20 metros, mas uma inclinação brutal. Se não ganhássemos balanço dificilmente conseguiríamos subir montados na bike.

Uma subida muito técnica

Estávamos quase no final, mas ainda tínhamos a famosa zona da fonte de Avis, com 2 trajectórias.
Uma para os campeões e outra para os mortais.
No reconhecimento passei em pedestre, pois fiquei impressionado com uma vala de água que corria junto ao percurso.

O Ricardo Marinheiro obviamente pertence aos campeões
Um dos mortais...

Depois era sempre a subir para a meta, uns 600 metros, com o inicio paralelo à descida inicial, em brita, com pouca aderência e parte final em empedrado.
Silva, sempre forte, no início da subida final

Eu, na 1ª volta, já perto do final da última subida e no limite

O percurso tinha cerca de 6 km’s, muito duros e com um calor infernal, que não ajudava nada.
A prova quase começava mal, pois pela primeira vez começou a horas. Felizmente o Silva ouviu os comissários a fazer a chamada. Tivemos de sprintar para chegar à partida.
Aspecto da grelha de partida da Promoção, em que estivémos para não participar

Como é habitual a partida é a morte, com o pessoal a tentar chegar em primeiro lugar ao trilho ou ao 1º singletrack.
Desta vez não foi diferente, pelo que segui uns metros atrás do Silva, pelo menos até entrarmos no trilho. Aí foi a confusão total, pois com o pessoal a desmontar, pelo que começou o pedestre.

Silva, no início da prova, no pelotão da frente

Na minha opinião a prova começou realmente na primeira subida que pareceu interminável.
Os primeiros classificados saíram disparados, e quando olhei para o pulsómetro, achei melhor não tentar ir na roda deles.Para compensar, o pessoal do pelotão começou a desmontar todo. Aproveitei obviamente para passar alguns deles.
Silva na subida inicial na perseguição aos primeiros atletas do nosso escalão
Aqui já eu ia um pouco mais atrás, mas sempre sem desmontar

A descida foi terrível, pois não se via praticamente nada, tal era o pó, levantado pela passagem do pessoal. Nesta parte tentei seguir pela trajectória do pessoal que seguia à minha frente.
Conseguem ver alguma coisa?? Eu também não
Nas subidas curtas e técnicas, novamente pessoal a desmontar.
Uma vez mais segui montado na bike, ultrapassando mais uns atletas, que numa atitude desportiva, deixavam passar quem ia montado na burra.
Eu no início de mais uma descida

Até à zona do passeio pedestre, segui na roda de pessoal, que ia num ritmo semelhante ao meu e tentando baixar a pulsação.
Na zona mais técnica da prova, tive de desmontar, pois o pessoal da frente assustou-se com a descida, que era brutal.
Eu não queria, mas o pessoal à minha frente desmontou
O líder crónico do nosso escalão. Até a descer em pedestre é forte
Na zona da fonte, segui pela trajectória exterior, a dos mortais. Ainda olhei para a vala de água, mas cerrei os dentes e pensei: se os outros cá passam, então também eu sou capaz.
Silva (não é o barbudo) na descida da fonte
Eu na descida da fonte, sempre pela trajectória dos mortais

Este atleta achava que pertencia aos campeões
Lembram-se da vala que falei na descrição do percurso?

Até á meta foi só sofrer, pois a subida era terrível, pelo cansaço e pelo facto de a aderência ser muito precária.
Silva, na subida final, sempre forte
Na segunda volta, já não tive problemas de engarrafamentos, pois as posições relativas do pessoal estabilizaram e passou a haver mais espaço entre o pessoal.
Silva, na subida final, sempre forte (Parte II)

Acabei por não passar muita gente (com excepção da primeira subida a sério, onde o pessoal parecia mecanicamente desmontar da bike).
À chegada à zona da descida mais técnica ainda pensei em passar em cima da bike, pois as trajectórias estavam agora mais definidas pela passagem do pessoal.
Mas quando cheguei mesmo ao início da subida, lembrei-me do meu ombro e do $$$$$ que me custou a bike, pelo que desmontei.
Só me lembro de ouvir um miúdo aos berros para sairmos da frente, pois ele seguia montado na bike.
Na subida final já ia completamente de rastos, com a pulsação nos limites.
A meio da subida passou por mim um atleta e decidi seguir na sua roda, pois era do meu escalão.
Mesmo antes da subida terminar, já junto às muralhas, levantei-me da bike e comecei a sprintar. O outro atleta deu por isso e também tentou, mas felizmente não me conseguiu passar.
Quando olhei para o pulsómetro, assustei-me.
Apenas uma palavra: desespero.

Deve ter sido interessante para quem assistiu a esta parte, pois ver 2 gajos, com a avozinha à frente (e não estou a falar de nenhuma senhora idosa) a sprintar “no vazio”.
Após terminar a prova, cumprimentei o meu adversário de circunstância, vi onde estava o Silva e a sua esposa, e sentei-me no chão.

Tinha feito uma prova com apenas 12 kms, e cheguei ao final completamente destruído.

No final valeu o esforço, dado que alcancei o 12º lugar.
O Silva conseguiu novamente um lugar no top 10, com um 7º lugar e marcando preciosos pontos para o Troféu.
PS: Gostava de deixar um agradecimento ao pessoal (Poolman, Bruno Costa, Highlife, Kamuf e Urra Jovem - Catarina Machado) que tirou as fotos que eu habitualmente coloco nestas crónicas e que me autorizou a fazê-lo.
É impecável da parte deles não quererem obter qualquer vantagem económica do "trabalho" (de qualidade) que tiveram.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Troféu Norte Alentejano #3 Nisa – 26 de Setembro 2009

Nesta prova do Norte Alentejano o Silva teve que ser o free lancer do BTZ, pois desta vez, seguindo o exemplo do resto do pessoal, baldei-me.
Sem os problemas técnicos que o tinham afectado nas etapas anteriores, o Silva pode finalmente fazer uma prova em condições, alcançando um 6º lugar no seu escalão.

4H Resistência - Sardoal - 19 de Setembro 2009

O BTZ Mação esteve presente nas 4H de Resistência do Sardoal, organizado pelo BTT Sardoal.

Em representação do BTZ estiveram presentes o Silva e eu, aparentemente os únicos atletas que se mantêm em actividade nesta altura do ano.
Houve quem passasse por lá durante a prova, para dar apoio moral e treinar mais um pouco no campo etílico, mas não vou denunciar ninguém (também não preciso).

Depois de cumprirmos com as obrigações burocráticas, percorremos algumas ruas da vila do Sardoal, guiados pelo José Tereso, da organização da prova.

Com o início da prova resolvi adoptar um ritmo mais calmo, pois ainda faltavam muitos km’s e muitas horas para o final. O Silva que tinha revelado algum receio em relação ao facto de serem 4H a pedalar, saiu forte, como é habitual.

A saída da vila era feito em alcatrão, em subida até à zona do Estádio.
Aí entrávamos finalmente no trilho, com uma incursão num quintal que nos levaria a um estradão conhecido das maratonas do Sardoal.
O percurso tinha depois umas subidas e descidas não muito inclinadas, até à primeira passagem de alcatrão, onde tínhamos uma parede curta, mas bastante inclinada.

Depois dessa subida, terrível (nas últimas voltas), percorríamos estradões em eucaliptais, que eram bastante rápidos, pois era quase sempre a descer, até nova passagem pelo alcatrão.

A parte final, era de longe a mais porreira, e é pena que o percurso não fosse sempre em zonas como esta. Tinha 2 descidas porreiras, com curvas encadeadas e o saudoso singletrack. Este singletrack ameaça tornar-se um clássico das voltas no Sardoal, e merece.
É pena é ser tão curto e acho que o pessoal do BTT Sardoal devia investir numas enxadas e roçadoras de mato para começar a prolongá-lo.

Após o singletrack, há apenas uma opção: subir.
A subida era um bocado chata, na parte junto à ETAR não pelo terreno.
Depois disso, a subida continuava em duas nada suaves prestações em calçada (pela inclinação), que nos levava à zona da meta.
Lá chegados, ainda tínhamos de continuar a subir, em alcatrão.

No final da primeira volta vi que o Silva estava na zona de assistência, ao que parecia, com um furo. Fiquei preocupado, pois não convinha nada que o nosso atleta em melhor forma ficasse logo atrasado desde início.
Pouco tempo depois fiquei mais descansado, pois ele passou por mim fortíssimo.

Apesar de ter começado de forma calma, verifiquei à medida que fui efectuando voltas, que não conseguia melhorar muito o tempo por volta, pelo que continuei num ritmo certo, apontando para as 8 voltas no final.
Fiquei impressionado, quando à terceira volta passou por mim o primeiro classificado, num ritmo louco, parecia uma mota, de alta cilindrada. Nessa altura senti-me uma Casal Boss, fiável, mas lenta…

As últimas duas voltas foram bastante penosas, pois nesta altura do ano ando sem grande endurance e porque o terceiro atleta do BTZ (o tal que anda nos treinos etílicos) resolveu negar-me um abastecimento líquido (baseado em cevada).

Terminei a sétima volta já perto das 4H de prova, pelo que tinha de tomar uma opção, ou ser o primeiro do pessoal que fazia sete voltas, ou ser o último do pessoal que fez 8 voltas.
Ganhou a segunda opção, a masoquista.

O final acabou por ser algo diferente, dado que a meio dessa última volta, comecei a ouvir uma mota atrás de mim, pelo que pude verificar que era mesmo o último atleta em pista.
Ainda consegui chegar à meta antes da mota vassoura, que ia parando para recolher as placas de marcação do percurso.

No final consegui um lugar a meio da tabela classificativa geral, com um 23º lugar. O Silva, na primeira vez que passou a barreira dos 80 km’s, efectuou um 16º lugar, mostrando que afinal até se aguenta em provas longas.
Ainda o vamos ver a dominar nas maratonas de 100 km’s.

No final tivemos mais um belo jantar, com porco no espeto. Porco esse que íamos vendo à medida que somávamos voltas, dado estava a ser alvo de tratamento apropriado junto ao percurso.

Foi mais uma boa organização do BTT Sardoal, sem grandes falhas, pelo que lá para Março devemos marcar presença na Maratona.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Troféu Norte Alentejano #2 - Assumar - 13 de Setembro 2009


De volta ao Troféu Norte Alentejano, eu e o Silva deslocámo-nos em representação do BTZ Mação a Assumar, no concelho de Monforte, para a 2ª prova.

Como já se tornou um hábito, chegámos cedo ao local da prova, o que nos permitiu preparar as coisas com calma e efectuar o reconhecimento do percurso.

O percurso deixou-me um pouco desiludido, dado que era bastante rolante, com apenas 3 subidas que sabiam a pouco.
Em termos de técnica tinha apenas uma zona mais exigente, no leito de uma ribeira, de resto era uma espécie de singletrack em terreno agrícola e de criação de gado bovino (com o qual interagimos no aquecimento), com algumas zonas junto a arame farpado (problemático em grandes aglomerações de pessoal) e outras com bastantes irregularidades (mas não estávamos lá para fazer ciclismo de estradão).
Penso que a organização se esforçou por apresentar um percurso interessante e duvido que conseguissem fazer melhor naquela zona.

A prova como habitual começou com algum atraso, o que prejudica quem chega a horas e faz o aquecimento a contar com uma partida pontual.
Para variar desta vez fizeram a chamada para os juniores.
No entanto o comissário da Associação de Ciclismo de Santarém teve de dar a partida umas poucas de vezes, pois os atletas não ligaram nenhuma ao apito de árbitro de futebol com o qual ele tentava dar a partida.

Depois de onde está o Wally? Onde está o BTZ?
Estas partidas são uma confusão
Com o Silva na linha da frente da grelha de partida, desta vez saí na segunda linha, beneficiando da classificação obtida em Chança e de alguns participantes que não se encontravam presentes.
A partida foi feita a fundo, na Rua Principal da povoação numa zona destinada a largada de toiros, pois eram as festas da aldeia.
Estranha associação…

A chegada à zona de singletrack levou ao primeiro engarrafamento, onde consegui passar algum pessoal que ficou mais atrapalhado com a confusão.
Na primeira subida, apesar de ter desmontado consegui passar mais alguns participantes, pois houve mais um engarrafamento.

O Silva sempre forte, numa das zonas técnicas do percurso

Nessa altura comecei a ver o Silva uns metros mais à frente e estranhei esse facto, dado que ou eu estaria muito forte (pouco provável) ou ele muito fraco.
Um pouco mais à frente apanhei o pequeno grupo onde estava o Silva, numa zona onde não dava para ultrapassar, a menos que fossemos lavrar um bocado e apanhar umas bostas de vaca (mais perigosas que os buracos)…


Eu na perseguição a um atleta da Ribabike

Após a zona da Ribeira tentei seguir com o líder do grupo, um atleta da Ribabike, deixando, estranhamente o Silva para trás.
No início da 2ª volta o Silva e outro atleta que o acompanhava aproximaram-se de mim e pensei que podia rebocar o Silva durante um bocado. Mas infelizmente isso não ocorreu, pois ele voltou a ter problemas técnicos com a bike.
Assim segui o mais forte que pude, aproveitando o facto de não levar ninguém à minha frente, pois o pó também complicava a prova.

É melhor sairem da frente, que eu ia bruto...


Na 2ª volta voltei a ter alguns problemas de tráfego na zona da Ribeira, onde tentava ultrapassar um atleta que parecia um pace car.
Na subida que se seguia à zona técnica já não consegui seguir com esse grupo, pois já estava um bocado cansado…apesar de apenas levar cerca de 15 km’s de prova.
Estou mesmo em baixo de forma. Fraquinho.

Até ao final consegui manter a minha posição na tabela classificativa, mantendo o ritmo.

Logo após a minha chegada chegou o Silva, chateado com os problemas mecânicos que afectam a sua bike e que o têm impedido de dar o seu melhor.

Nesta prova já me senti fisicamente muito melhor que em Chança, onde acusei a paragem de 15 dias motivada pelas férias.
Em termos de classificação o Silva fez 18º lugar, prejudicado pelos problemas técnicos e por uma semana de treino com alguma carga física.
Nesta prova esteve abaixo de Chança, mas a concorrência que se prepare…

Eu consegui marcar os primeiros pontos no Troféu, com um 13º lugar.
Agora já posso passar o resto do Troféu a pastar a vaca, pois já vou aparecer na classificação final.

A prova seguinte será em Nisa em 26 de Setembro, onde muito provavelmente não estarei presente, mas em que o Silva assegurará a representação do BTZ Mação.
O resto do BTZ ainda não regressou de férias, ou então anda a treinar noutros desportos, com uma vertente mais etílica.



PS: Dois posts num dia. Até parece que ando a fazer séries no blog...

Maratona de Óbidos - 6 de Setembro de 2009



Óbidos marcou o meu regresso às maratonas, depois das férias e de uma incursão no XC.
Após a participação do ano passado tinha tomado a decisão de não voltar a estar presente devido a algumas complicações nos almoços.
No entanto este ano tivemos a garantia dada por uma pessoa da organização de que esses problemas teriam sido resolvidos.
Por isso a convite do Nuno Lima lá fui uma vez mais ao Oeste.

A Maratona deste ano prometia ser mais difícil do que a de 2008, dado que a altimetria era substancialmente superior. 1800 metros de acumulado em 80 km’s já são valores razoáveis para um atleta de Mação.

Do grupo habitual de pedaladas estiveram presentes o Nuno Lima, o Tiago Nunes (na distância mais curta), o José Carlos, e dos menos habituais o Jarbas e Tozé Palma.
De referir a presença dessa referência do BTT que é o Chamusco.

A partida foi atrasada, pois alguns participantes deixaram para a última a sua passagem no controlo 0.
A coisa não me agradou, pois uma coisa que considero essencial é o respeito por quem é pontual. E contra mim falo…

Depois de aturarmos o speaker oficial do evento durante mais um bom bocado a dizer baboseiras, lá começamos finalmente a pedalar.
Que era para isso que lá tínhamos ido. Mas não esquecendo o almoço…

Aqui ainda ia bem, mas já me andava a esconder

O início do percurso era igual à do ano passado, com uma incursão na zona das muralhas do Castelo, com engarrafamentos e algumas quedas.
Depois em vez de seguirmos em plano para a zona da Lagoa, seguimos para uns montes onde no ano passado tínhamos passado em sentido inverso.

Na fase inicial fui relativamente devagar, para ver se conseguia aquecer convenientemente para a segunda metade da prova e porque estava com receio da distância que tínhamos de percorrer. A falta de treino leva a isso.

Perto dos 15 km’s comecei a ver o José Carlos, e motivado por isso acelerei o ritmo para o apanhar.
Nesta fase o percurso tinha algumas partes comuns à do ano passado, mas em sentido inverso, tendo sido mantidos alguns singletracks e uma parte plana mesmo junto à Lagoa que é bastante porreira.

A perseguição ao José Carlos e o aumento de ritmo acabou por ser estranho, pois as pernas diziam-me uma coisa e o pulsómetro outra.
Veríamos mais adiante quem tinha razão.

Eu na fase inicial da prova

Depois de apanhar o José Carlos, perto do 1º abastecimento, segui sozinho pois continuei a andar forte, pois sentia-me bem fisicamente.
Esse facto terá sido mais um erro, pois devia ter arranjado uma boa roda para gerir esforço.

Na aproximação a Óbidos consegui apanhar um pequeno grupo, mas que não durou muito, pois a maior parte do pessoal ia para os 40 km’s.
Perto da separação passou por mim o Nuno Gomes.
Não o futebolista, que duvido que consiga pedalar no mato, mas sim o bttista de Abrantes. Ele que, desde a Rota dos Bandos é uma referência para nós.
Pensei que não podia estar a andar muito mal, para apenas ser ultrapassado por ele perto dos 40 km’s.

O Grande José Carlos. Quando for grande quero ser como ele...

Após a separação, segui novamente sozinho, até ao 2º abastecimento, onde parei para reabastecer o depósito, dado que já estava a ficar calor e o mais difícil estava a chegar.
A chegada ao 2º abastecimento foi inovadora, pois circulávamos um bocado dentro de uma levada de água de uma quinta e depois de passarmos por baixo da estrada nacional tínhamos de fazer uma escalada de 2 metros com a bike.
Infelizmente não tinha levado o equipamento…que jeito teria dado nos km’s seguintes.

No abastecimento o José Carlos apanhou-me e seguimos juntos.
Dado que estava a sentir-me bem, saí que nem um maluco, numa subida com cerca de 2 km’s e uma inclinação bastante razoável.

Essa subida marcava a entrada na parte mais difícil do percurso, dado que grande parte do acumulado era feito em cerca de 20 km’s.
Na segunda subida, desta vez com uma inclinação maior que a anterior, tive de desmontar e seguir a pé.
Então percebi que o pulsómetro tinha ganho.

Nuno Lima, que teve uma boa prestação nesta maratona

Esta parte do percurso foi realmente duríssima, com subidas bastante inclinadas, algumas com areia a ajudar à festa.
Acho que não me lembro de ter feito tanto pedestre nos últimos anos. Nem no Geo-Raid eu desmontei.
Nalgumas alturas fiquei um bocado envergonhado, pois o objectivo de fazer btt é andar montado na bike e não a pé. Ainda para mais um gajo de Mação não desmonta nas subidas, é sinal de fraqueza.
O que me safava é que o resto do pessoal também desmontava.

A compensar estiveram algumas descidas muito porreiras, uma delas em singletrack no meio de uma vinha, que deu para curtir e sempre com aquela sensação de quando é que vou cair, por isso é melhor escolher bem o local de aterragem.

De referir que a organização fez nesta parte uma maldade aos participantes (pelo menos a mim, que já estava nas lonas).
Numa das partes do percurso circulávamos junto à albufeira de uma barragem perto de Óbidos, dando para ver o pessoal a passar junto ao paredão da barragem.
No entanto quando estávamos quase mesmo a chegar ao paredão, o percurso virava para o outro lado, com mais umas subidas tramadas. Terrível…
Ainda demorei praticamente meia hora a chegar à tão desejada barragem, onde estava o 3º abastecimento.

Resolvi parar para descansar um pouco, pois já estava completamente de rastos.
O José Carlos, com toda a sua experiência, tinha-se poupado para superar esta parte da prova sem grandes problemas, pelo que passou por mim parecia um foguete.

O Tiago, sempre a queixar-se, mas a andar sempre fortíssimo

Retomei a competição, seguindo a sofrer numa subida para a zona de Gaeiras e a ser ultrapassado por imenso pessoal, pois já era bastante penoso para mim pedalar.

Em Gaeiras tivemos mais um singletrack, nada técnico, mas extenso, num pinhal e que deu para compensar a hecatombe física.
O que me valeu foi que os últimos 20 km’s eram novamente mais planos, com algumas subidas e descidas relativamente suaves.
Esta parte do percurso alternava partes espectaculares, com singletracks no meio da vegetação, com outras onde parecíamos que estávamos numa prova de estrada (ainda pensei que o Moita Flores teria sido autarca por aqui antes de ter ido para Santarém).

O final este ano era novamente no Castelo, mas quando cheguei já se tinha ido toda a gente embora, pelo que só lá estava o pessoal da organização à espera do resto dos participantes que faltavam chegar.
Este será o único comentário, subtil, à minha fraquíssima classificação.

Estava com expectativa quanto ao almoço, sendo que o espaço onde decorreu denotou preocupação em melhorar face ao ano anterior. Era de facto um local bastante agradável.
O conteúdo do almoço foi, no meu caso, bastante melhor que no ano anterior, mas não era difícil fazer melhor.
Contudo o pessoal que lá chegou antes de mim (quase toda a gente) ainda teve direito a um almoço melhor que o meu.Associado a isso, o facto de ter estado bastante tempo na fila, ao sol, depois de fazer 80 km’s de bike, deixou-me um bocado agastado, até porque paguei o mesmo que os outros.
Ao que parece a organização voltou a ter problemas logísticos com os almoços, o que foi mau para eles, pois era algo a que as pessoas estariam atentas.
Se a coisa correu bem com a generalidade dos participantes, comigo não posso dizer o mesmo.

É pena que uma maratona destas, que tem percursos porreiros, com passagem nalgumas zonas espectaculares e bastante bonitas, que está bem organizada, tenha constantemente problemas em termos de almoço.
Provavelmente no próximo ano devo ficar por casa, onde também há estradões e agora alguns singletracks, e onde sei que a comida é de qualidade e onde a probabilidade de ter surpresas negativas é menor.