quarta-feira, 24 de junho de 2009

Rota da Água - Chão de Codes - 19 de Abril de 2009

Somethings never change…

Pelo 3º ano consecutivo participámos na Rota da Água organizada em Chão de Codes, pela respectiva Associação Recreativa e Cultural.
Aspecto da partida

O percurso deste ano prometia, dado que tínhamos pela frente e para cima o Bando de Codes, com um total de 1.200 metros de desnível acumulado em pouco mais de 40 quilómetros.

Chefe de Fila na fase inicial do percurso

O BTZ Mação esteve representado ao mais alto nível, com o Chefe de Fila, Velhinho, eu, Gonçalo e na sua estreia com a camisola do clube, o Fernando Silva.
Adicionalmente tivemos na versão mais curta do passeio a representação do futuro do BTZ, ou seja, os escalões de formação.
Chefe de fila e Velhinho no início do passeio
Após a partida seguimos por alcatrão até ao final da povoação onde iniciámos aquela que nos parecia ser a habitual subida ao Bando de Codes.
Os escalões de formação do BTZ à partida para o passeio. Vê se que quem sai aos seus......

No entanto após uma pequena descida, com imensos regos provocados pela água, onde o Velhinho resolveu cair, em vez de cortarmos à esquerda para o Bando, seguimos em frente. Ou seja, trocaram-nos as voltas e acabámos por regressar ao Chão de Codes, passando por alguns singletracks literalmente dentro de hortas.

Os escalões de formação em acção na 1ª subida

Nesta fase o Silva já ia no pelotão da frente seguindo mais atrás o Chefe de Fila com o Gonçalo. Como é habitual eu e o Velhinho seguíamos mais tranquilamente atrás do grupo da frente.



Silva no grupo da frente

Ainda antes de iniciarmos a subida para o Bando de Codes, eu e o Velhinho apanhámos o Chefe de Fila parado junto à Estrada Nacional 244, com um furo.



Gonçalo, nesta fase ainda em competição

Esse furo foi fatídico para a prestação da equipa, pois o Chefe de Fila acabou por perder bastante tempo, e o Gonçalo ficou sozinho, ou seja, um desastre à espera de acontecer.




Gonçalo fortíssimo à saída de Chão de Codes

A subida para o Bando de Codes este ano foi revista e aumentada, e tenho de dar os parabéns à organização, pois foi espectacular. Algumas partes desta subida eram desconhecidas, mas têm uma inclinação bastante significativa, acentuando o carácter selectivo da mesma.



Eu e o Velhinho a caminho do Bando de Codes

Já na parte alcatroada da subida deixei o Velhinho para trás, dado que estava a sentir-me bem e porque ele estava ainda meio engripado (não fosse ficar também doente).



O Chefe de Fila no Bando de Codes

Segui algum tempo com o Vítor Pereira, mas no final da subida acelerei e segui sozinho na descida tradicional para o lado do Chão de Codes e depois a meia encosta para o lado da Aldeia D’Eiras.
Algures nesta parte, o Gonçalo cumprindo a tradição perdeu-se. É preciso arranjar um GPS para ele.



Silva na primeira aparição com a camisola do BTZ e logo a mostrar serviço

A descida final foi também diferente dado que seguimos logo na direcção da Aboboreira, por um novo estradão que foi aberto neste Inverno.



Aspecto dos atletas à saída de Chão de Codes

A aproximação à Aboboreira acabou por não ser directa, dado que passámos na zona da cascata em sentido contrário ao que seria expectável.



Desta vez até eu tive direito a foto

Uma vez mais tivemos direito à escadaria da Aboboreira, um clássico, que alguns evitaram à má fila.



Houve quem descesse montado

Alguns ficaram preocupados com os €€€€€€€€ que a bike custou


O Velhinho apanhado pela organização

Seguimos depois na direcção do Casalinho, onde começou mais uma subida jeitosa, que nos levaria a descer vertiginosamente para o Cerro do Outeiro, que é outro clássico.
Foi espectacular descer novamente por aqueles caminhos de pedra, ainda por cima molhada e perigosa.



Aspecto da entrada no Cerro do Outeiro

Sr. Vítor no singletrack do Cerro do Outeiro

Sérgio Breites na parte mais complicada e perigosa do singletrack

Velhinho no meio do Cerro do Outeiro


Finalmente ainda tínhamos uma subida curta mas inclinada e uns km’s a meia encosta, antes de voltar ao alcatrão e chegar ao Chão de Codes, com mais uma incursão pedestre na escadaria da igreja.

Depois do banho veio o belo almoço.



Foi mais um passeio de qualidade no concelho de Mação levado a cabo pela Associação Recreativa e Cultural de Chão de Codes.
O percurso este ano apenas contemplou o Bando de Codes, mas foi muito bom, pois manteve algumas zonas espectaculares como o Cerro do Outeiro, e introduziu novas zonas como a ligação à Aboboreira e ao Casalinho.


O Velhinho sempre fortíssimo

Penso que falo em nome do resto do pessoal do BTZ Mação quando afirmo que para o ano lá estaremos novamente para mais uma edição da Rota da Água.

Fotos disponibilizadas pela organização, à qual agradecemos.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Volta do BTZ - Mação - 10 de Abril de 2009


Este ano o BTZ Mação voltou a reeditar a sua volta de Abril, após um ano de interregno.
Continuando o caminho iniciado nas edições anteriores, esta foi a mais dura e difícil volta de btt desorganizada pelo BTZ.
Como gostamos de receber bem os convidados e amigos, resolvemos conceber um percurso com quase todas as grandes subidas do nosso concelho.

O pelotão na subida da Pracana Fundeira

Estiveram presentes do BTZ: Velhinho, João Almeida, Chefe de Fila, Orlando e Gonçalo.
Convidados presentes: Tiago Nunes, Jorge Mimoso, Paulo Oliveira e Miguel Rato.
Eu também estive lá, mas em 4 rodas a dar apoio ao pessoal e a tirar umas fotos para a posteridade.

Tiago Nunes e Paulo Oliveira no regresso a Mação

Era um grupo pequeno, mas de pessoal rijo, como se quer em Mação.

Chefe de Fila e Miguel Rato

Não posso descrever grande coisa do que se passou nos nossos trilhos, dado que por motivos de saúde não pude pedalar com o pessoal, pelo que esta é uma não crónica.
Ainda assim vou guardar na minha memória a boa disposição demonstrada ao longo da volta, mesmo depois de fazerem algumas subidas que não são para meninos e no jantar final que juntou o pessoal.
Penso que foi um dia que não esquecerão…

Orlando de volta dos pneumáticos, uma constante

Direi apenas que demos a conhecer a alguns amigos locais míticos do BTZ Mação, como o Bando de Codes, Bando de Santos com a sua famosa parede, Serra de Santo António, Ribeira da Pracana, Praia Fluvial do Carvoeiro, Pego da Rainha, etc.

Orlando, Mimoso e Velhinho numa das pausas para abastecimento

Gostava de agradecer a todos aqueles e aquelas que possibilitaram com a sua presença e esforço a realização desta volta, nomeadamente a Célia Ribeiro e Anita pelo belo almoço que prepararam e proporcionaram ao pessoal, ao Almeida e Elsa pelos pastéis de nata, ao resto do BTZ pela presença e aos nossos convidados que corresponderam ao desafio e não ficaram em casa mesmo com a ameaça de tempo chuvoso.

o puto maravilha, sempre em grande forma

Espero que tenham gostado do percurso que foi preparado com amor e carinho e que guardem na memória as pedaladas em Mação.

Almeida e Miguel Rato antes do almoço, no Carvoeiro

Para quem tiver queixas, apenas posso dizer que a culpa foi do João Almeida que resolveu desafiar o pessoal para fazer uma volta dura em Mação no fim-de-semana da Páscoa.
Resultado: 100 km's com quase 3.000 metros de desnível acumulado.

Chefe de fila e Gonçalo, sempre à frente

Para o ano há mais edição... revista e aumentada.

Raid XL - Sertã - 4 e 5 de Abril de 2009

Imperdível…

Uma vez mais, e pelo terceiro ano consecutivo, o BTZ Mação esteve presente na Sertã, no Raid XL organizado pela Selindabtt.


Dia 4:
No primeiro dia a representação da equipa foi assegurada por mim e pelo João Almeida.
Este dia prometia ser o mais duro e desafiante, quer em termos de quilometragem, quer em termos de altimetria.

O percurso correspondia de forma aproximada ao percurso inverso do primeiro dia do ano anterior, pelo que na minha lembrança estava a calçada romana de Pedrógão Pequeno, que o ano passado foi feita a descer.
A zona da Barragem do Cabril

O início foi relativamente rápido, com o Almeida a saltar para a frente na companhia de um atleta de Pombal que acabaria por ser o primeiro a chegar ao final.
Os primeiros km’s foram quase sempre em tendência ascendente, com a passagem nas primeiras aldeias a causar os primeiros problemas de desorientação aos participantes. A cor das fitas de marcação do percurso não foi a mais feliz, pelo que nalguns pontos estas não eram muito visíveis, levando a que o pessoal andasse ligeiramente perdido.
Depois de ter finalmente aquecido lá consegui apanhar o Almeida que ia fortíssimo e seguimos sozinhos durante bastantes quilómetros.
O percurso até começarmos a descer para a barragem do Cabril, apesar de circularmos quase sempre em estradão, era bastante porreiro pois circulámos sempre em zonas arborizadas. Fez-me lembrar a minha infância em Mação, quando aquilo estava cheio de árvores.
A descida para a Barragem do Cabril foi bastante complicada devido a ter bastante pedra solta, mas por isso mesmo técnica. Uma descida à Sertã.
A zona da Barragem do Cabril é inesquecível, principalmente porque ali sentimo-nos insignificantes face à Natureza que nos rodeia.
As escarpas, o Rio Zêzere são um cenário magnífico, que contemplamos ao longo do singletrack que nos leva até ao início da calçada romana.
As margens escarpadas do Zêzere

Com a calçada romana esquecemo-nos do cenário e começa o sofrimento.
A inclinação é brutal, acima dos 10% durante cerca de 1 km e meio, a aderência não é a ideal pelas pedras que compõem a calçada.
Devo dizer que foi uma das subidas que mais gostei de fazer nos anos que já levo de btt.
Uma pequena perspectiva da calçada romana

No final da calçada, no centro do Pedrógão Pequeno estava um abastecimento, onde aproveitámos para parar e reabastecer de água.
As dificuldades não tinham terminado pois ainda faltava uns 3 ou 4 km’s de subida, se bem que tivéssemos alguns pontos onde era possível descansar as pernas.
Associado à dificuldade da subida veio somar-se o calor.

Nesta subida apanhámos mais um atleta, o que nos deixou descansados, pois temíamos ser os únicos a pedalar.
No final da subida estava mais um abastecimento, que foi muito bem-vindo dado que nos permitiu hidratar, comer qualquer coisa e conversar um bocado com o participante que apanhámos, com o pessoal da organização e mais pessoal que foi aparecendo.

De acordo com o pessoal da organização, até ao final já não havia grandes dificuldades, pelo que aproveitámos as descidas, intervaladas com algumas subidas pequenas, até perto da Sertã.
Ainda tivemos a travessia de uma Ribeira que soube bastante bem, pois permitiu refrescar os pés e uma subida final, onde efectuámos um singletrack no meio de um pinhal que foi espectacular.

Depois foi só descer para a Sertã e terminar o primeiro dia.
No final aproveitámos para conversar com o pessoal da organização e o resto dos participantes que foram chegando.
Alguns deles tinha feito algumas paragens extra, nas adegas de alguns agricultores da zona, o que demonstra a hospitalidade das pessoas e o espírito dos participantes.
Após o banho, tivemos porco no espeto e cerveja para todos.

Infelizmente não pudemos estar presentes no jantar.


Dia 5:
O percurso do segundo dia era relativamente semelhante ao do ano anterior, mas um pouco mais curto, com cerca de 40km’s.
Do programa constavam os singletracks da Ribeira da Tamolha.

O BTZ Mação para este dia teve dois reforços de peso, o Velhinho e o Chefe de Fila.
Para surpresa minha esteve presente o Ricardo Figueiredo, mas que também só vi ao início e final do percurso, tal o andamento dele.

No início seguimos em grupo até às primeiras subidas, onde o Chefe de Fila resolveu puxar dos galões e dar ordem para atacar a corrida. Basicamente resumiu-se à seguinte frase: “Quem chegar ao final atrás da primeira mulher (Catarina Canha, namorada do Ricardo Figueiredo) é despedido do clube”.
Devo dizer que foi algo que não esquecerei, ver os 4 elementos do BTZ juntos nas primeiras subidas mais complicadas.
O percurso era um sobe e desce constante, e depois de algum tempo fiquei com o Velhinho num grupo onde estava o Sérgio Breites, um amigo dele e a Catarina Canha.

A aproximação á zona da Ribeira da Tamolha, este ano foi feita de forma diferente, encurtando o percurso do ano anterior.
Os singletracks da Ribeira da Tamolha são uma daquelas coisas que um bttista deveria fazer pelo menos uma vez na vida. Tenho pena de lá passar apenas uma vez por ano.
Este ano voltou a ser uma versão curta, dado que de acordo com a organização parte dos antigos singletracks terão de sofrer algumas intervenções para se tornarem novamente cicláveis.
Não me vou alongar nos comentários a esta parte do percurso, pois por mais palavras que use não vou conseguir documentar a espectacularidade do mesmo.
Se quiserem conhecer vão até lá.

O tal singletrack

O porreiro de andar num vale é de que normalmente o terreno é relativamente plano, mas para sair de lá, só há uma opção: subir.
Esta foi a parte onde me senti mais cansado, pois o amigo do Sérgio colocou um ritmo fortíssimo e fui quase sempre na ponta do elástico. Mais surpreendido fiquei quando o Velhinho voltou a alcançar o grupo, dado que tinha ficado para trás na parte mais técnica dos singletracks. O Velhinho estava com um andamento de campeão.


Mais uma foto do tal singletrack

No grupo ninguém queria dar parte de fraco, o que levava toda a gente a passar pela frente e a aumentar o andamento sempre que este parecia abrandar um pouco.

Depois de passarmos a N2 voltámos a descer, desta vez para a zona da Ribeira da Isna. Esta parte foi absolutamente espectacular com paisagens que nunca esquecerei, em especial uma parte em que passámos junto a uma ponte antiga que atravessava a Ribeira.

Sem comentários, simplesmente espectacular

Uma vez mais o Velhinho demonstrou um andamento fortíssimo, dado que ficou algumas vezes para trás, mas recuperou sempre a sua posição no grupo, onde o andamento nunca abrandou.

O final foi o tradicional, com a entrada pelo singletrack junto à ponte que dá acesso à Alameda da Carvalha.
O Filipe e o Almeida chegaram logo a seguir a nós, já a pensar na demissão do clube.

Finalmente tivemos o almoço na companhia dos amigos que connosco pedalaram e o imbatível Chamusco.


Balanço Final:

Uma vez mais a Selindabtt preparou um fim de semana de btt à séria, tendo sido estranho que este ano o Raid XL tenha tido tão poucos participantes.
É pena e a organização indicou que assim não valia a pena o esforço.
Não entendo porque é que as pessoas não aderem a este evento que é único na nossa zona, com trilhos e paisagens que não se encontram noutros lados e que são espectaculares.
Ali não há grandes preocupações com classificações, dado que a descontracção é a norma. Os pequenos-almoços, almoços e abastecimentos têm essa marca, dado que são de alto nível e compensam por si só o valor da inscrição.
Espero que para o ano continue a realizar-se o Raid XL, que lá estaremos outra vez.Poderemos ser novamente poucos, mas bons……

terça-feira, 9 de junho de 2009

Passeio BTT Trilhos Lezíria - Samora Correia - 22 de Março 2009

No dia a seguir à peregrinação a Fátima, participei no Passeio Anual do BTT Trilhos da Lezíria.
Vejam a crónica em http://cbtttrilhosdaleziria.blogspot.com/2009/03/3-aniversario-do-clube-btt-trilhos-da_25.html

Santarém Fátima Santarém - 21 de Março de 2009

Este ano consegui uma vez mais convencer (e não foi difícil) o José Carlos e o Sérgio de Samora Correia a acompanhar-me na peregrinação bttística a Fátima.
Felizmente tivemos a companhia do Tiago, senão tinha feito a maior parte da volta sozinho.
Por estranho que pareça, em voltas “desorganizadas” por mim, a peregrinação é feita inteiramente em trilho negro. Para compensar é o caminho mais difícil para lá chegar.

Depois dos últimos preparativos lá arrancámos para mais uma volta, que este ano foi feita com um mês de antecedência face a 2008.
Os primeiros 20 km’s até Pernes são um aquecimento para o resto da volta, no entanto o Sérgio e o José Carlos começaram logo a evidenciar um andamento fortíssimo e aparentando uma ausência de esforço impressionante.
Em Pernes começa a primeira subida digna desse nome para o Malhou. Não é uma subida complicada, mas longa.

Do Malhou descemos para os Olhos d’Água, o que permitiu alguma recuperação para a entrada na fase mais difícil da volta.
Nos Olhos d’Água subimos para os Amiais de Baixo e depois seguimos para Monsanto, com uma subida que já algum trabalho. O José Carlos e o Sérgio nas subidas literalmente desapareciam, seguindo eu e o Tiago, sempre a queixar-se das subidas. E não sabia ele o que ainda faltava.


O Santuário de Fátima

Em Monsanto começa aquela que para mim é a mais difícil subida do percurso, para as Grutas de Santo António. Para ajudar à festa estava um vento forte, de Noroeste que dificultava a progressão nas zonas mais descobertas (e ainda havia muitas até lá acima). Uma vez mais segui com o Tiago, que não parava de se queixar das subidas.
Após cerca de 12 km’s de subida lá superámos as Grutas de Santo António, iniciámos a descida para Alvados, que penso que fez as delícias de todos, pois não é todos dias que se alcançam velocidades perto dos 80 km’s/h de bike.
A descida de Alvados para Mira d’Aire não é tão emocionante, mas permite descansar as pernas, pois ainda faltavam muitos km’s até chegarmos a Santarém.

A passagem por Minde vem sempre recordar-nos do início da subida para o Covão do Coelho. Foram mais uns km’s com o Tiago a queixar-se. Do José Carlos e do Sérgio nem sinal. Acho que para o ano não os convido. Estou a brincar.

A seguir ao Vale Alto (estranho nome) seguimos quase sempre em plano e em bom ritmo para Fátima, principalmente porque o José Carlos saltou para a frente do grupo.

Uma vez chegados a Fátima, visitámos o Santuário, onde efectuámos a paragem habitual para comer qualquer coisa e pensar no regresso.
Até Minde seguimos todos juntos, em bom ritmo que o Sérgio e o José Carlos se encarregaram de manter.

José Carlos e Tiago retemperando forças

Após a descida do Covão do Coelho vem uma das minhas subidas favoritas, de Minde para a Serra de Santo António. São 2 km’s, 2 paredes seguidas com uma curva de 180º pelo meio e muito sofrimento. Nos km’s que antecederam o momento do dia o Tiago foi sempre a queixar-se de que não conseguiria fazer a subida com a bike de estrada, pois as desmultiplicações não eram as mais adequadas.
Logo ao início os suspeitos do costume desapareceram do mapa, com um andamento fortíssimo. O Tiago parece que ficou inspirado, pois foi sempre uns metros à minha frente durante os 2 km’s.

Agora que as maiores dificuldades estavam ultrapassadas foi aproveitar a descida para a Serra de Santo António e depois para Moitas Vendas e finalmente para Alcanena. Esta parte sempre serviu para melhorar a média.

Depois de Alcanena seguimos em direcção ao Malhou, efectuando a partir desta localidade o percurso em sentido inverso, com passagem por Pernes e Póvoa de Santarém.

Sérgio na pausa no Santuário

Desta vez demorámos cerca de 6h a fazer esta bela etapa de estrada, que é costume ser integrada no “plano” de preparação para o Portalegre.

Neste post consegui mencionar a palavra subida 12 vezes e descida 5 vezes.
Penso que isso reflecte a minha abordagem à concepção de percursos de estrada e de btt.

Maratona Sardoal - 15 de Março de 2009

Uma semana depois das 24H de Coruche voltámos à luta.
Desta vez uma Maratona de 60 km’s no Sardoal, perto de Mação.

O contingente do BTZ Mação era constituído pelo Agostinho, João Almeida, eu e o Gonçalo (que foi clandestinamente).
A Maratona começou de forma muito rápida, com o João Almeida a seguir para a frente (só o voltaríamos a ver no final), tendo eu ficado com o Velhinho. Do Gonçalo nem sinal, parece que chegou atrasado à partida.

O percurso apresentava bastantes alterações face à Maratona de Outubro.
O início tinha umas subidas e descidas junto à Nacional 2 que deram trabalho, dado que tinham uma inclinação jeitosa e algumas delas a exigir alguma técnica, quanto mais não seja para lavrar algum terreno.
Felizmente o singletrack à entrada do Sardoal manteve-se. Foi uma boa ideia, pois uma coisa daquelas é para manter e ameaça tornar-se um clássico das Maratonas do Sardoal.
Nesta fase seguia com o Velhinho, que nesta altura da época ainda não estava na grande forma que o caracteriza.

A segunda parte do percurso decorreu na zona dos Valhascos, onde nós revivemos algumas das subidas inclinadíssimas que por lá existem.
Nesta parte do percurso entrou em cena uma atleta que marcou de forma decisiva o resto do nosso desempenho (ver foto acima).

A zona do Cabeço das Mós e o acesso à uma praia fluvial da Senhora da Lapa, que é um local bastante porreiro, este ano foi diferente. Esta é mais uma zona que deve ser mantida nas próximas edições desta Maratona.
Quando temíamos a repetição da subida inclinadíssima logo à seguir à praia fluvial fomos desviados para outro acesso aos Panascos, via Rosa Mana. Penso que este ano foi bem mais soft, até porque não levava o Bifa aos berros atrás de mim. Foi mais por isso que foi soft.

A zona dos Panascos foi uma parte relativamente plana, onde deu para rolar forte, uma vez mais na companhia da atleta, que em plano tinha um bom andamento.
No entanto, avizinhava-se mais uma subida, dado que o percurso aqui era integralmente o efectuado no passeio dos Panascos de Novembro passado.
A subida não tem mais de 200 ou 300 metros, mas uma inclinação terrível. Nessa subida deixei o Velhinho e a atleta para trás e ainda passei mais uns quantos participantes que subiam desmontados.
Chegado ao final da subida esperei pelo Velhinho, mas passou quase toda a gente menos ele. Depois de ter passado a atleta, resolvi ir no seu encalço, para que não ficasse novamente atrás de mulheres em Maratonas.

A parte final da Maratona era também mais soft que o ano anterior, mas ainda tivemos umas subidas porreiras.

Foi uma Maratona porreira, com um bom percurso e almoço (onde finalmente encontrámos o Gonçalo).
Para o ano lá estaremos novamente.

domingo, 17 de maio de 2009

24H BTT Coruche - 7 de Março de 2008

9 meses depois da primeira prova de 24H, voltei a fazer uma prova deste tipo.
A convite do José Carlos, voltámos a reeditar a equipa de Monsanto (sem segundos sentidos) juntamente com o Sérgio e o José Pereira.
O pessoal de Santarém (Nuno Lima, João Almeida, Tiago Nunes, João Nunes e Miguel Rato) também fez uma equipa de 6 elementos que esteve em grande.
O infiltrado na equipa de Santarém (eu, o Miguel Rato, Nuno Lima e João Nunes)
Após as formalidades habituais com os dorsais e a montagem das tendas para a noite, foi tempo de preparar as bikes para fazer o reconhecimento ao percurso.

Antes disso o Zé Carlos foi entrevistado pela SportTV.
Se calhar estavam à espera que déssemos nas vistas.
José Carlos a sair da Praça de Touros, com uma garra impressionante. Só faltava ser levado em ombros.
O reconhecimento dos 8 km’s foi feito em ritmo bastante calmo, mas deu logo para ver algumas das especificidades que o Tiago Nunes me tinha indicado.
Duas das descidas eram brutais, XC puro. Havia dois locais onde era necessário fazer pedestre, uma subida em calçada muito porreira e um singletrack de alto nível. Mas já lá vamos.

José Pereira no 1º singletrack, dá para ficar com uma ideia da espectacularidade do trilho

A partida prevista para 12h acabou por ser adiada para as 14h, reflectindo a inexperiência da organização neste tipo de eventos.
Felizmente consegui convencer o José Carlos a ser o 2º a ir para a pista, logo a seguir ao Sérgio.
A estratégia passava por fazer 2 voltas em cada turno de condução, pois as voltas eram relativamente curtas (um pouco abaixo dos 30 minutos, para os bttistas mortais).

Nuno Lima no início de mais uma volta

Assim já perto das 15h fiz as minhas 2 primeiras voltas, sempre ao ritmo máximo, que no meu caso é relativamente devagar, quando comparado com os campeões da minha equipa.
Nestes primeiros turnos guardo na memória a subida da calçada que era feita sempre a fundo, mas com o piso um bocado molhado, o que dificultava a aderência e de ver o Vítor Gamito sentado a ver o pessoal a passar.
José Pereira na subida em calçada

Depois de mim entraram em prova o José Carlos e o José Pereira.

As incidências começaram já com a noite a chegar, pois o Sérgio que me antecedia, foi novamente atacado pelo Síndrome de Samora Correia, o que se traduziu numa ida para as boxes para repouso, pois não se sentia muito bem.
Nessa altura estava à conversa com o Ricardo Madeira que também participava em conjunto com o Gonçalo Linhan de Évora.


João Almeida em ritmo descontraído

As minhas primeiras voltas à noite foram uma complicação, pois faltava o hábito de lidar com a falta de iluminação.
O resultado foi uma ida ao tapete numa das descidas mais técnicas. Foi um dos momentos mais complicados da prova, pois quando me encontrava em pleno voo lembrei-me do que passei após a luxação no ombro.
Felizmente a aterragem correu bem, mas serviu de lição para não me por a curvar em zonas de areia e principalmente a descer.

O Marreta no singletrack

Das duas experiências que tive em provas de 24H, a noite acabou sempre por ser inesquecível.
Num dos turnos da noite fui apanhado logo no início da 1ª volta pela Campeã Nacional de XC Sandra Araújo. Resolvi tentar segui-la.
Nas descidas isso era uma tarefa impossível, pois nunca tinha visto uma mulher a voar daquela maneira e ainda por cima à noite. Gostava de ter visto o Lima ou o Tiago a descer na roda dela, ou ao contrário.
Nessa fase de perseguição, num dos singletracks a descer (junto ao Hotel), ia mandando um tralho dos diabos. O público presente, já estava a festejar a queda quando eu me consegui equilibrar e evitar a queda. À desilusão do público respondi com um simples: “Falso alarme”.
O que perdia para ela nas descidas conseguia recuperar nas subidas e no terreno plano, o que me deixou bastante surpreendido.
Havia 2 hipóteses, ou ela ia a fazer cicloturismo ou eu estava com ritmo alucinante.

A esta distância sou mais inclinado para a 1 opção, pois no final desse turno, fui à marquesa para me fazerem uma massagem nas pernas, que o ácido lácteo já começava a fazer mossa.


O Marreta a posar para a foto

O facto de a prova se disputar literalmente dentro da cidade, criou um ambiente único durante a noite, pois o público esteve sempre presente na principal descida do percurso. É Impressionante passar lá às 3 da manhã e ter o pessoal, com fogueiras para se aquecerem, a apoiar os atletas. Simplesmente brutal e único.

Depois de mais um turno da noite (leiam-se 2 voltas de btt), voltei às massagens, pois estavam incluídas no preço da inscrição e desde a Maratona da Póvoa do Varzim de 2008 que fiquei consciente dos benefícios que as massagens proporcionam em termos de recuperação física.
Gostava de deixar aqui um agradecimento à equipa de massagens do Mário Gamito, sem eles acho que não teria conseguido terminar a prova.

Nesta 2ª incursão pelas massagens tive a companhia do João Almeida e do José Carlos.
No final da massagem o Zé Carlos estava ferrado a dormir, o que levou o outro massagista a dizer que o colega o tinha morto.
Os massagistas até já estavam a discutir a possibilidade de deixar uma manta por cima dele para que pudesse ficar a dormir descansado. Mas depois o Zé Carlos lá acordou de repente, completamente desorientado.

Com o nascer do dia, a equipa teve mais uma baixa, pois o José Carlos deu uma valente queda ao final da noite na última descida do percurso.
Com a passagem do pessoal tinha-se aberto uma cratera logo a seguir a um drop.
A organização deveria ter colocado lá alguém com iluminação para que se pudesse evitar as quedas.

Ao nascer do dia, o Tiago Nunes passou-me no decurso de mais uma volta que estava a realizar.
Tentei seguir na roda dele, mas foi tremendamente difícil, pois ele a descer era fortíssimo e no plano e a subir o desgaste já não me permitia andar a fundo.

Esta foi talvez a altura mais complicada da prova, pois ficámos reduzidos a apenas duas pessoas, o José Pereira e eu.
Felizmente o Sérgio ainda conseguiu dar uma volta para dar algum descanso ao resto da equipa.

Durante a manhã tivemos a visita do pessoal de Samora Correia, o que até deu jeito, pois furei à entrada da Praça de Touros, na passagem de um passeio.
O Brites estava à entrada com vontade de dar uma volta ao percurso e assim foi.

O Marreta no final da subida da Azinhaga das Bruxas

Já num dos últimos turnos, fui apanhado na subida da Azinhaga das Bruxas pelo Rodolfo Dias (que corre pela Bikezone Santarém), que na altura já estava em segundo lugar da classificação a solo. Ainda tentei puxar por ele para lhe dar algum ânimo, mas ele já ia muito cansado. Colado à roda dele ia o crónico primeiro classificado deste tipo de prova, o Ricardo Melo, que tinha 2 voltas de avanço.
Como nessa altura até me ia a sentir relativamente bem, resolvi fazer marcação cerrada ao duo da frente.
Nas descidas técnicas deixava-os para trás, não apenas porque não queria influenciar a decisão do vencedor, mas principalmente porque dava um gozo tremendo fazer as duas descidas a fundo.
Com a passagem dos participantes tinha-se escavado uma trajectória nas descidas, sendo que bastava colocar as rodas nesse sulco e deixar ir a bike. Para o final das 24H já nem me importava de fazer mais voltas pelo facto de poder desfrutar daquelas descidas.
No final de uma das descidas segui durante alguns metros na frente do duo da frente da prova a solo, o que levou o Rodolfo a dizer-me para seguir assim, para ter uma roda. Ainda fiz 2 voltas desta forma, mas depois passei a vez ao José Pereira e o Rodolfo resolveu encostar.

Desta vez coube-me a mim encerrar a nossa participação nas 24H.
No decurso dessa volta encontrei o Ricardo Basílio que estava a encerrar a participação da outra equipa dos Trilhos da Lezíria (composta pelo Ricardo, o Sousa, o Hélder e o Armadilhas do Ginásio). Resolvemos ir juntos até ao final, mas novamente junto à Praça de Touros voltei a furar, pelo que consegui passar a linha de meta com a bike à mão. O destaque à chegada só não foi maior, pelo facto de um gajo ter mandado um espalho mesmo à minha frente.

O Balanço final:

Em termos classificativos esta prova correu muito pior que as 24H de Monsanto, fruto das baixas que fomos tendo na equipa, mas principalmente por a organização ter agregado na mesma categoria as equipas de 4 e 6 elementos. É quase a mesma coisa que fazer uma classificação conjunta para participantes a solo e de equipas de 2. Ao que parece isso deveu-se ao facto de o valor dos prémios monetários não ser muito significativo.
O que é estranho é que durante a noite a organização tenha deixado um ponto de controlo sem vigilância, o que levou a que algumas pessoas atalhassem, poupando cerca de 1,5 km’s. Não quero acusar ninguém pois não estávamos nessa guerra, mas é estranho que não tenham sido publicados os tempos por volta dos atletas e equipas. Provavelmente seria estranho que algumas equipas tivessem tempos muito mais baixos à noite que durante o dia.

O percurso tinha alguns aspectos a rever. Nomeadamente o excesso de alcatrão (difícil de evitar por a prova se disputar dentro da cidade) e duas zonas onde era necessário desmontar pois o piso não permitia pedalar.
As subidas eram duras, quer a Azinhaga das Bruxas, quer a subida em calçada. Muitos acharam-nas excessivas para uma prova de 24H, mas era igual para todos. As subidas eram exigentes, mas se fossem feitas de forma mais tranquila não causavam tanto dano.
As descidas eram o ponto forte do circuito, com duas delas a ficarem para sempre na memória.
O singletrack junto á Escola era espectacular e muito técnico e é pena que fosse tão curto.


José Carlos fortíssimo no Singletrack da Escola de Coruche


Em termos de organização as coisas estiveram relativamente bem, não fossem as questões acima indicadas.

Esta prova de 24H marcou, infelzimente, um ponto de viragem nas minhas participações neste tipo de prova.
A próxima que disputar será a solo.

Nestas 24H tivemos o apoio do Sr. Fernando e do seu filho que nos deram uma ajuda inestimável.

Gostava finalmente de agradecer ao José Carlos, José Pereira e Sérgio pela companhia, pelo convite e pelos momentos passados em conjunto nestas duas provas de 24H.



Desculpa José Carlos, mas esta foto tinha de ser publicada. Acho que é a melhor foto de todas as 24 H.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Maratona Alpiarça - 1 de Março de 2009


Este ano a Maratona dos Águias de Alpiarça passou de Maio para Março.
Isso até acabou por ser positivo, pois assim passou a constar do calendário de preparação para o Portalegre, mas fez com que este ano não estivessem presentes algumas das estrelas do BTT Nacional, como o Marco Sousa, João Marinho e José Silva.


João Almeida na subida mais interessante do percurso

A Maratona tinha de cerca de 90km’s com um acumulado não muito significativo, adequado para a altura do ano.
O percurso mantinha a lógica de fazer duas voltas a um circuito com cerca de 40 km’s, mas tinha algumas alterações face ao passado. O meu desconhecimento de algumas das zonas onde passámos acabou por ter um impacto negativo na minha prestação.

O grupo de pessoal presente era o João Almeida, o Nuno Lima, o Tiago Nunes, o João Nunes e eu.
A partida foi feita junto à sede dos Águias de Alpiarça, seguindo depois por alcatrão até à partida efectiva, no Casalinho, quando finalmente entrámos no trilho.

O percurso por ser rápido permitia rolar rápido, sendo que rapidamente fiquei para trás em relação ao resto do pessoal, que saíram fortíssimo.

João Almeida posando para a foto

Por volta dos 20 km’s consegui apanhar os irmãos Nunes e o João Almeida, que iam num bom ritmo.
Numa das subidas mais complicadas do percurso, logo a seguir ao 1º abastecimento, passei pelo o Nuno Lima que tinha tido um furo, que o levaria mais à frente a optar por fazer apenas a Meia Maratona.
Nessa subida fiquei com o João Almeida e com um miúdo de Alpiarça, praticante de Triatlo e que apenas tem 16 anos. Seguimos juntos na zona mais plana do percurso na zona da Vale da Lama, sempre a bom ritmo.Para evitar a passagem de um areal enorme (quase que parece uma praia e feito a descer é espectacular) a organização alterou o percurso do ano anterior, passando numa subida mais fácil em termos de piso, mas com maior inclinação.
Nessa subida fiquei sozinho com o triatleta. O miúdo resolveu adoptar a postura de sombra, pois seguiu durante cerca de 30 km’s na roda.

Eu e o Triatleta, o miúdo tem futuro e não me estou a referir a mim

Na parte final do percurso resolvi tentar aumentar o ritmo, e na última subida o miúdo ficou para trás. Ele devia começar a fazer uns treinos nos Bandos.
No entanto a ligação para a zona de chegada era desconhecida para mim, pelo que cometi um erro num cruzamento, pois as marcações eram um bocado duvidosas. Como consequência fui ultrapassado por algum pessoal, incluindo o miúdo do triatlo, mas principalmente por uma miúda de 13 anos, também triatleta de Alpiarça.
Foi um bocado triste ser passado por pessoal que tem metade da minha idade, mas nota-se que eles têm treino a sério.

Em termos de classificação as coisas até nem correram mal e o João Almeida e o Tiago chegaram logo a seguir a mim. O João Nunes tinha também optado pela Meia-Maratona.