







Eu e o Eduardo na longa subida ao Bando de Codes
Uma vez mais Chamusco, que nunca é demais destacar, desta vez a brilhar nas subidas
S. Vítor em plena subida
Filipe fortíssimo nas subidas
Depois do abastecimento seguia-se a descida até ao Pereiro. O início foi bastante complicado, dado que a descida tem ainda bastante pedra solta, que dificultava a tarefa dos participantes, principalmente para quem tinha piores luzes.
Chefe de Fila a chegar ao abastecimento no alto do Bando de Codes
Anita, acompanhada por 2 vultos sinistros, no baptismo que representa subir um dos Bandos de Btt
Aspecto da zona de abastecimento
Aspecto do abastecimento propriamente dito, com o Sr. Vítor a aproveitar para por a conversa em dia
2 dos guias BTZ do passeio: Sr. Vítor e eu
Após algumas paragens para agrupamento do grupo, seguimos para o Pereiro e depois para as Casas da Ribeira onde subimos por alcatrão para o Alto da Caldeirinha. Aqui resolvi fazer algum corta-mato, pelo que chegámos à zona do Vale Rato antes do grupo da frente.
Na subida para a zona do recinto da Feira deu-se o reagrupamento pelo que chegámos todos juntos ao final.
Sr. Vítor na chegada ao final
Após o merecido banho, tivemos o jantar em São Miguel com porco no espeto para todos…
Aí está ele, o jantar...
Com esta crónica chega do fim o relato de algumas das actividades do BTZ Mação efectuadas antes do Verão.
Momento do dia/noite:
Depois dos bidons, das garrafas e do Camelbak, verificámos a estreia em Mação do novo sistema de hidratação de atletas: Sagresbak.
Este sistema ainda vai dar que falar... eu já encomendei um...










Uma das descidas do dia
Em Verdelhos seguimos para a Contenda, com uma subida curta mais chata e depois nova descida para Vale da Amoreira.
Nesta aldeia começamos uma escalada de 11 km’s, felizmente quase sempre com um declive não muito acentuado, tirando alguns troços mais chatos.
Esta subida foi impressionante, dado que a determinada altura voltávamos a ver Vale da Amoreira perdida no fundo do vale, enquanto nós seguíamos já a uma altitude bastante significativa. Felizmente esta parte era sempre em floresta, o que nos resguardava do sol. Aqui parecia estar naquela onda do recordar é viver, pois aqual zona só me fazia lembrar a minha infância em Mação, com os pinhais, estradões e calor.

A subida para Quinta do Fragusto. Mesmo a fazer lembrar Mação
O Zé Pereira e o Sérgio apanharam uma seca do caraças nesta etapa, dado que eles têm um andamento bastante superior ao meu, e no dia anterior acabaram por não fazer a etapa completa, pelo que tinham de estar quase sempre á minha espera. Excepto nas descidas, que era onde eu estava fortíssimo.Depois da Quinta do Fragusto entrámos numa zona de planalto, onde seguimos durante alguns km’s novamente em floresta, uma vez mais a fazer lembrar Mação.

Assim vale a pena...
Um pouco mais à frente encontrei a minha família adoptiva, pois o Nuno, o Rui e o Ricardo seguiam de forma tranquila. Apesar disso ainda demorei bastante tempo desde que os comecei a ver até apanhá-los.
Nesta parte do percurso começamos a longa descida até São Gabriel (na zona de Manteigas). Esta descida tinha uma primeira parte em estradão onde se atingiam velocidades vertiginosas e depois entrávamos na mata de São Lourenço.

A Mata de São Lourenço
Esta parte foi espectacular, pois seguíamos num bosque denso, com o chão cheio de folhas das árvores. Aqui ainda nos conseguimos perder, pois dois caminhos seguiam paralelos a meia encosta, separados por 20 metros. Depois de voltarmos ao trilho correcto, foi sempre a descer até São Gabriel. Esta parte foi muito mais fácil que no dia anterior, que foi feita em sentido inverso.
Em São Gabriel parámos para abastecer de água e começar a longa ascensão final.

A subida final...
O início desta subida final em Leandres era terrível, primeiro em alcatrão e depois em trilho (praticamente singletrack), felizmente era à sombra.
Esta subida foi inesquecível, e só me lembrava de 2 coisas:
- do Venceslau Fernandes a gritar para a filha: Vai Vanessa, Vai Vanessa, agora é sofrer até ao fim…
- que pena não fazer esta subida em boa forma, para poder desfrutar da dureza do percurso.

Mais uma foto da subida final
Nesta parte só pensava que daria imenso jeito que esta prova fosse mesmo de gps, pois pedalar era bastante penoso para mim. Em vez disso o gps parecia indicar sempre os mesmos km’s para o final. 15 minutos depois de ter verificado a distância para o final apenas tinha andado uns 300 ou 400 metros. Terrível.
Este 2º dia acabou por ser o mais complicado, pois a quilometragem acabou por ser semelhante à do 1º dia, pelo desnível acumulado que foi superior, pelo desgaste acumulado e pelo calor que continuava a apertar.
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Aqui já a coisa era mais fácil
Para facilitar um pouco a subida, perto do Poço do Inferno, o piso era agora de alcatrão, mas que se acabou junto da Mata das Teixeiras.
Esta zona tinha um nome curioso, pois a partir daqui não havia vegetação, só desolação, o sol e um piso com imensa areia solta que dificultava a progressão.

A subida praticamente acabava na zona do Alto da Portela, onde apanhávamos um estradão que nos levaria para a Malhada Alta. Nesta parte a subida era bastante mais suave.
Até Piornos ainda subimos mais um pouco, e depois fomos, tal como na véspera, novamente atacados pelas moscas, que eram incomodativas como o c######.
Finalmente foi descer até Penhas da Saúde, tirar os sapatos de encaixe, comer qualquer coisa e DESCANSAR AT LAST!!!!!
Pouco tempo depois chegava a minha família adoptiva, mesmo sob o fecho do controlo, pelo que o Nuno e o Rui vão para a Lousã lutar pelo Jersey de finishers do Geo-raid, que bem merecem.
Balanço Final, agradecimentos, etc…
Desta vez começo pelos agradecimentos que são já um hábito destas crónicas.
O primeiro agradecimento vai para o José Carlos, pelo convite e pelo desafio que me lançou. Tive pena de não ter correspondido às expectativas que foram depositadas em mim e de ter sido um verdadeiro quebra-ritmo para ele. Infelizmente esta participação foi marcada pela queda que ele deu. Felizmente foi menos grave do que se suponha.
O segundo agradecimento é para o Tiago Nunes que me emprestou o GPS para que pudesse participar nesta prova e para o João Almeida pelo aconselhamento técnico e nutricional.
Depois os agradecimentos ao pessoal da prova.
Aos elementos da equipa Tangerina que apoiaram o José Carlos logo após a queda e que me permitiram continuar em prova.
Ao Sérgio e ao Zé Pereira, por terem feito babysitting no 2º dia de prova, pois apesar de terem um andamento muito forte, foram sempre a fazer-me companhia, tentando atenuar as minhas dificuldades. Não tenho palavras para descrever o meu agradecimento, pois nas subidas mais complicadas vocês foram muito importantes em eu ter conseguido chegar ao final.
Finalmente o agradecimento aos pais adoptivos Rui e Nuno e ao irmão Ricardo, que no primeiro dia de forma totalmente desinteressada me apoiaram e me ajudaram a superar as dificuldades. Sem eles também provavelmente não teria chegado ao final.
Gosto de pensar que também eu os ajudei a superar os seus limites e a cumprir a etapa. Foi esse espírito de entreajuda que mais me impressionou neles e que também passou para mim e para o Ricardo.
Eles têm a minha profunda admiração e espero que consigam o tão ambicionado Jersey de Finisher em Outubro.
O balanço final desta participação no Geo-Raid não pode ser considerado positivo, pois devido à minha fraca condição física, tornou-se bastante penoso lidar com o desgaste acumulado das 24H e dos dois dias de prova.
Mas o maior problema acabou por ser a queda do José Carlos.
No entanto há aspectos bastante positivos desta participação.
O primeiro é o facto de ter feito mais alguns amigos, que têm o verdadeiro espírito do btt.
O segundo é o de ter conseguido completar as duas etapas (se bem que com algumas, para não dizer muitas, dificuldades).
O terceiro aspecto a destacar é o de ter conhecido de forma bastante mais profunda a Serra da Estrela. Pudemos passar em locais, e ver paisagens fabulosas, que de outra forma dificilmente poderíamos conhecer. A Serra da Estrela é muito mais do que as Penhas da Saúde, a Torre, etc, tem outros locais menos conhecidos mas espectaculares, seja para fazer btt, seja para outras actividades relacionadas com o turismo de aventura.
Quando se faz o balanço do Geo-raid temos de ter em atenção que o valor da inscrição é elevado para aquilo que nos é proporcionado em termos materiais (quando comparado com outras maratonas e não inclui alojamento e alimentação), mas é largamente compensado pela componente imaterial, pois não nos podemos esquecer da componente de partilha de espaços e locais que a organização nos proporciona.
Penso que este tipo de prova é a essência do BTT, o partir à descoberta de novos trilhos em zonas espectaculares, partilhar com os amigos essa descoberta.


Eu no 1º turno de sábado, bastante concentrado
Turno da Noite:

O Morcego apanhado à noite....
O turno da noite começou por volta das 22h, e com um ritmo mais moderado, cumprindo com o plano de prova.
O percurso era mais difícil tecnicamente e fisicamente que o do ano passado e durante a noite foram os singletracks a descer (parte técnica) que maiores dificuldades colocaram, pois o primeiro era bastante complicado, com imensas raízes, drops e crateras que tínhamos de ultrapassar, de preferência sem ir ao tapete.
Este ano como tinha poucos km’s feitos à noite pedi um kit extra de luzes emprestado, pois toda a ajuda era pouca, mas mesmo assim foi bastante difícil rodar à noite.
Ainda assim foi no turno da noite que progredi mais na classificação, pois parte significativa dos participantes a solo fazem aquilo que é mais lógico e racional, vão dormir.
No final da 3ª volta à noite, as coisas começaram a correr não muito bem, pois sentia-me bastante cansado. Sono não tinha, nem podia ter...era mesmo cansaço.
Mas estava encostado às cordas, pelo que à 5ª volta nocturna optei por parar, para descansar, comer qualquer coisa e aproveitar as massagens para tentar ressuscitar para a manhã.
As massagens foram essenciais, pois desta vez não estava lá ninguém pelo que o Mário Gamito pode dedicar mais tempo ao tratamento das minhas pernas.

Nuno Lima num dos singletracks, sempre com andamento fortíssimo
Domingo:
O domingo amanheceu de forma estranha com o céu bastante nublado, mas ao contrário do tempo eu estava bastante melhor, pelo que voltei ao activo.
Comecei a rodar num ritmo calmo, para ver como estava e como seria o resto da prova, pois ainda faltavam umas horas.

Ainda na 1ª volta apanhei a boleia da Campeã Nacional de BTT Sandra Araújo e da Filipa Queirós (jovem esperança do ciclismo e btt nacional).
Elas iam num ritmo agradável pelo seguimos juntos, embora nas descidas técnicas tivesse alguma dificuldade em segui-las, pois elas tecnicamente são bastante fortes.
No final da 2ª volta da parte da manhã começou a chover, o que me deixou apreensivo, dado que o terreno ficou enlameado de forma muito rápida, o que dificultava a progressão. Na última descida antes do parque de campismo passou um gajo por mim que não se partiu todo por um triz, pois a roda de trás passou por uns momentos pela roda da frente, mas não chegou a cair.
Na sequência desses eventos optei por parar por volta das 10h da manhã, a 2 horas do final. O importante era salvaguardar a minha integridade física, dado que não é no btt que eu ganho a vida.
O balanço final desta 1ª participação a solo foi bastante positiva, pois aprendi muitas coisas acerca do que são 24H de btt e que poderão ser muito úteis em possíveis participações futuras (caso opte por fazer essa loucura).
Em termos de classificação terminei em 18º lugar em cerca de 130 participantes a solo, com 234 km’s, o que não foi nada mau.

O percurso deste ano tinha algumas diferenças face a 2008, com maior dificuldade técnica e física, dado que meteram dois singletracks um bocado complicados, mas em compensação tiraram a parte das escadas perto do Restaurante da Luneta dos Quartéis. No essencial era um percurso de XC, um pouco mais longo do que o habitual, e sem aquelas subidas muito longas e inclinadas, dado que se trata de uma prova de resistência, se bem que a dureza dos percursos somos nós que a fazemos, com o ritmo que impomos.
Jarbas na parte nocturna da prova
Gostava de deixar os agradecimentos habituais ao pessoal do BTZ Mação e de Santarém pelo apoio dado, ao pessoal da Bikezone Santarém por serem mais do que os meus “dealers” e pelas luzes, ao João Almeida por ter sido um “coach” e “druida” de alto nível dado que levou a coisa tão a sério como se fosse ele a participar, ao pessoal que compartilhou o acampamento comigo (acima indicados) pelo apoio e encorajamento que foram dando ao longo da prova e à família do Jarbas pelo belo almoço de domingo.
Finalmente gostava de dedicar a minha prestação nesta prova ao Tutu e à Nê, que muita inspiração e força me têm dado nos últimos meses.