terça-feira, 11 de agosto de 2009

24H Monsanto – 13 e 14 de Junho



O dia mais longo….powered by João Almeida

Desde as 24H de Lisboa de 2008 que fiquei com vontade de experimentar a participação numa prova de 24H a solo.
Após as coisas não terem corrido muito bem em Coruche a decisão estava tomada, pois a experiência recolhida nessa prova permitiu-me pensar em concretizar esse objectivo.

Os meses anteriores às 24H deveriam ter sido de preparação intensa e treino para a prova, mas devido a compromissos profissionais a preparação resumiu-se a um grande passeio nocturno 15 dias antes da prova e as habituais maratonas e voltas de fim de semana.
Esse passeio nocturno feito com o pessoal do BTZ Mação (Chefe de fila, Agostinho e Almeida) e de Santarém (Lima, Tiago e Jorge) foi essencial em consciencializar-me de que era possível alcançar o objectivo a que me propus: pedalar 24H.

A preparação para o grande dia teve a colaboração essencial do João Almeida.
Sem ele nada disto teria sido possível, pois o seu aconselhamento na elaboração plano da prova e na nutrição foi inestimável.

Tal como no ano passado, na véspera da prova, fui com o José Carlos ajudar a montar o acampamento, dado que apesar de participar a solo iria ficar junto do pessoal de Samora Correia (José Carlos e José Pereira), do pessoal do Free Ride de Lisboa (Artur, João e Bruno) e do grupo de Santarém (com o Nuno Lima, o Jarbas, o Tozé Palma e o Rui).

No sábado de manhã ainda consegui efectuar o reconhecimento à parte inicial do percurso, que era aquela que apresentava mais novidades, e logo deu para ver que o percurso seria mais difícil que o ano anterior, pois tinha uma incursão para uma zona perto da prisão de Monsanto e dois a singletracks, um a subir e outro a descer que metiam respeito. Adicionalmente o calor seria um dos maiores inimigos.


Sábado:

Com o aproximar das 12h aproximava-se o grande momento.
De forma deliberada fiquei na parte de trás do pelotão à partida, de forma a fazer as primeiras voltas de forma calma e a tentar encontrar o meu ritmo, sem entrar em loucuras.
A primeira volta foi a mais complicada, dado que o grande grupo seguia ainda de forma compacta, o que levou a que no 1º singletrack a subir o pessoal desmontasse.
Depois desse primeiro engarrafamento foi sempre a andar, mesmo nos singletracks seguintes.


Zé Pereira na 1ª fase do percurso, sempre fortíssimo

As voltas do primeiro turno acabaram por ser feitas a um ritmo forte (para mim, pois a cada 3 voltas era dobrado pelo Ricardo Melo, crónico vencedor deste tipo de prova), pois tentava manter o plano de corrida inicialmente feito. Foi um erro, mas estava lá para aprender.
Esse ritmo acabou por ter 2 resultados: por um lado desgastou-me mais do que seria aconselhável para a primeira parte da prova, mas por outro deixou-me bem classificado face à concorrência directa (qualquer que ela fosse).
Outro factor determinante no meu desempenho foi o calor, ao qual não estava habituado, e que ajudou ao desgaste.
João do pessoal do Free Ride, que beneficiaram bastante do conhecimento dos trilhos de Monsanto

Neste 1º turno era impressionante o ritmo a que o pessoal que fazia a prova em equipa conseguiam impor. Muitas vezes tínhamos de nos desviar de alguns deles que iam fortíssimos.
Após o 1º turno de 9 voltas, optei por descansar um pouco, para retemperar forças, aproveitar as massagens do Mário Gamito (que foram novamente essenciais), tomar banho e montar o kit de luzes para a noite.


Eu no 1º turno de sábado, bastante concentrado

Turno da Noite:


O Morcego apanhado à noite....

O turno da noite começou por volta das 22h, e com um ritmo mais moderado, cumprindo com o plano de prova.
O percurso era mais difícil tecnicamente e fisicamente que o do ano passado e durante a noite foram os singletracks a descer (parte técnica) que maiores dificuldades colocaram, pois o primeiro era bastante complicado, com imensas raízes, drops e crateras que tínhamos de ultrapassar, de preferência sem ir ao tapete.
Este ano como tinha poucos km’s feitos à noite pedi um kit extra de luzes emprestado, pois toda a ajuda era pouca, mas mesmo assim foi bastante difícil rodar à noite.
Ainda assim foi no turno da noite que progredi mais na classificação, pois parte significativa dos participantes a solo fazem aquilo que é mais lógico e racional, vão dormir.
No final da 3ª volta à noite, as coisas começaram a correr não muito bem, pois sentia-me bastante cansado. Sono não tinha, nem podia ter...era mesmo cansaço.
Mas estava encostado às cordas, pelo que à 5ª volta nocturna optei por parar, para descansar, comer qualquer coisa e aproveitar as massagens para tentar ressuscitar para a manhã.
As massagens foram essenciais, pois desta vez não estava lá ninguém pelo que o Mário Gamito pode dedicar mais tempo ao tratamento das minhas pernas.

Nuno Lima num dos singletracks, sempre com andamento fortíssimo

Domingo:

O domingo amanheceu de forma estranha com o céu bastante nublado, mas ao contrário do tempo eu estava bastante melhor, pelo que voltei ao activo.
Comecei a rodar num ritmo calmo, para ver como estava e como seria o resto da prova, pois ainda faltavam umas horas.


Ainda na 1ª volta apanhei a boleia da Campeã Nacional de BTT Sandra Araújo e da Filipa Queirós (jovem esperança do ciclismo e btt nacional).
Elas iam num ritmo agradável pelo seguimos juntos, embora nas descidas técnicas tivesse alguma dificuldade em segui-las, pois elas tecnicamente são bastante fortes.
No final da 2ª volta da parte da manhã começou a chover, o que me deixou apreensivo, dado que o terreno ficou enlameado de forma muito rápida, o que dificultava a progressão. Na última descida antes do parque de campismo passou um gajo por mim que não se partiu todo por um triz, pois a roda de trás passou por uns momentos pela roda da frente, mas não chegou a cair.
Na sequência desses eventos optei por parar por volta das 10h da manhã, a 2 horas do final. O importante era salvaguardar a minha integridade física, dado que não é no btt que eu ganho a vida.

O balanço final desta 1ª participação a solo foi bastante positiva, pois aprendi muitas coisas acerca do que são 24H de btt e que poderão ser muito úteis em possíveis participações futuras (caso opte por fazer essa loucura).
Em termos de classificação terminei em 18º lugar em cerca de 130 participantes a solo, com 234 km’s, o que não foi nada mau.



O percurso deste ano tinha algumas diferenças face a 2008, com maior dificuldade técnica e física, dado que meteram dois singletracks um bocado complicados, mas em compensação tiraram a parte das escadas perto do Restaurante da Luneta dos Quartéis. No essencial era um percurso de XC, um pouco mais longo do que o habitual, e sem aquelas subidas muito longas e inclinadas, dado que se trata de uma prova de resistência, se bem que a dureza dos percursos somos nós que a fazemos, com o ritmo que impomos.


Jarbas na parte nocturna da prova

Gostava de deixar os agradecimentos habituais ao pessoal do BTZ Mação e de Santarém pelo apoio dado, ao pessoal da Bikezone Santarém por serem mais do que os meus “dealers” e pelas luzes, ao João Almeida por ter sido um “coach” e “druida” de alto nível dado que levou a coisa tão a sério como se fosse ele a participar, ao pessoal que compartilhou o acampamento comigo (acima indicados) pelo apoio e encorajamento que foram dando ao longo da prova e à família do Jarbas pelo belo almoço de domingo.
Finalmente gostava de dedicar a minha prestação nesta prova ao Tutu e à Nê, que muita inspiração e força me têm dado nos últimos meses.

7 de Junho – Borda da Ribeira – Rota dos Mouros

Técnica para todos

Como é habitual o BTZ Mação esteve presente em mais uma edição da Rota dos Mouros organizada pela Associação da Borda da Ribeira.

Este ano marcaram presença o Velhinho, Chefe de Fila, Orlando e eu.
Em representação do BTZ Mulher esteve a Anita.

Anita em mais uma aparição pelo BTZ Mação

A organização prometia um percurso com cerca de 40 km’s muito técnico, o que nos espicaçou mais para estarmos presentes, pois assim que ouvimos falar em singletracks ficámos logo galvanizados.

Chefe de fila na primeira descida interessante do passeio
O dia amanheceu a ameaçar chuva, coisa perfeitamente normal em Junho. Mas felizmente acabou por não chover, o que nos facilitou a vida, pois alguns dos locais onde passámos poderiam ficar bastante perigosos, caso tivesse chovido.
Sempre a demonstrar a habitual classe

Para compensar a partida foi atrasada, pois ao que parecia alguns dos inscritos ainda não tinham chegado á hora marcada, o que permitiu a alguns de nós tomar um pequeno-almoço reforçado, pois a organização colocou à disposição pão e presunto (da região, ou seja, do bom).
Finalmente lá partimos, com o Chefe de Fila a sair que nem uma bala na liderança do “passeio”.
Eu, o Velhinho e o Orlando seguimos juntos na primeira subida, ainda em alcatrão.
Quando finalmente entrámos no trilho, formámos um grupo, juntamente com o Sérgio Breites e mais um participante.
Chefe de Fila numa das zonas técnicas do percurso

A primeira descida em trilho mais técnica foi brutal, pois aquilo não era sequer um caminho e acabava com umas rochas e um drop. Muito porreiro…
Só com uma roda é mais difícil...

Depois entrávamos num singletrack que nos levava novamente para a aldeia, sempre junto às hortas e depois de passarmos a estrada e a ponte a caminho da Louriceira, andávamos literalmente dentro das hortas a dar cabo das culturas agrícolas de alguns velhotes.
A entrada e saída na Louriceira tinha algo em comum, era a subir, e com uma inclinação do caraças.
Orlando numa das suas "raras" aparições nos passeios da região

Na subida comecei a ver o Chefe de fila, o que me pareceu estranho, mas depois quando o apanhei fiquei a saber que se tinha perdido no primeiro singletrack.
Após a subida passávamos entre dois montes de pedra e depois numa descida em singletrack, absolutamente espectacular.
Eu numa das zonas mais espectaculares do percurso
Velhinho na perseguição ao duo da frente do BTZ
O que é isto???? A pé??? Um escândalo (vejam a foto seguinte)
As mulheres do BTZ a mostrar como se faz...

A descida levava-nos até junto da Ribeira do Codes, onde, o Chefe de Fila, eu e um gajo de Abrantes apanhámos mais alguns locais fortemente técnicos (onde tive o prazer de mandar um tralho do caraças, felizmente sem sequelas), algum terreno por desbravar, atravessamento de Ribeira, etc.
Nesta altura ocorreram duas coisas pouco habituais: problemas técnicos (com um dos manípulos das mudanças) e atalhanço.
Anita na passagem do Codes...

O problema técnico levou a que tivesse de fazer mais de 20 km’s só com as mudanças mais pesadas, o que dava bastante jeito a subir. Acho que nunca tinha feito tanta subida a pé.
O atalhanço foi causado pelo grande problema deste passeio, as marcações do percurso. Ao que consta o Sérgio e o Velhinho ainda nos chamaram, mas nós não ouvimos nada.
Mas o atalhanço correu bem pois no final de uma subida um bocado inclinada apanhámos novamente o trilho correcto, em direcção à aldeia de Lousa.
Anita numa das partes técnicas do passeio

O percurso que nos levaria até Água Formosa, ainda tinha a passagem de uma represa um bocado perigosa, e um singletrack aberto propositadamente para o passeio.

Chefe de Fila à chegada a Água Formosa

Água Formosa é das aldeias mais bonitas da região, pois todas as casas estão devidamente recuperadas e em xisto (de cuja rota das aldeias faz parte).


Velhinho na chegada ao abastecimento em Água Formosa

Até esta subida era difícil

No abastecimento indicaram-nos que éramos os primeiros a passar por lá, o que nos pareceu estranho, mas na altura ainda não sabíamos do atalhanço.
Seguimos depois para um singletrack brutal, que segue junto à Ribeira da Galega, até à aldeia de Vilar Chão. Foi das zonas mais porreiras do percurso.
Depois seguimos por estradão até mais um singletrack feito em sentido inverso ao habitual a caminho da zona da Chão de Lopes Pequeno.

Comentários para quê...

Para variar de tanto singletrack apanhámos alguns estradões largos e quer permitiam andar bastante rápido, e que nos levavam novamente para Borda da Ribeira.

Antes de chegar a Borda da Ribeira, mais um singletrack e mais umas falhas na marcação, o que nos fez chegar ao final do passeio de forma um bocado surpreendente.
Um pouco depois chegava o Orlando que tinha feito uma volta completamente alternativa, dado que no Codes resolveu cortar para a zona do Monte Cimeiro.
Finalmente chegou o Agostinho, com o Sérgio e outro participante, tendo o atraso sido atribuído ao facto de terem feito na íntegra o percurso. Mas ainda tiveram de voltar umas quantas vezes para trás, pois as marcações eram insuficientes.

Calma, isto é só técnica, não houve queda...

O almoço foi de alto nível com um lombo de porco no forno tão bom quanto os singletracks…

O balanço final foi positivo, pois este é um percurso relativamente perto de Mação e com zonas técnicas como nós ainda não temos disponíveis no nosso concelho, tendo algumas sido criadas especialmente para este passeio.
O aspecto negativo foi a marcação do percurso que não era a mais adequada e que acaba sempre por deixar o pessoal chateado.

domingo, 2 de agosto de 2009

Idanha-a-Nova – 24 de Maio de 2009

Anualmente o BTT Trilhos da Lezíria efectua um passeio de um dia que junta alguns membros do clube (do qual também faço parte), alguns amigos e convidados.

Este ano a zona seleccionada foi Idanha-a-Nova, que tem bastantes atractivos para a prática do BTT, como a Barragem de Idanha, Monsanto, Idanha-a-Velha e Penha Garcia.

Mais do que alongar-me em comentários sobre aquele dia, ficam algumas fotos que procuram reflectir o espírito daquela volta e os belos locais onde pedalámos.

Gostava de efectuar um pedido de desculpa aos participantes pelo pedestre que fizemos à saída de Monsanto, isto apesar dos conselhos de um autóctone. Mas também permitiu contactar com outras actividades que privilegiam o contacto com a natureza.

Finalmente e como de costume gostava de deixar um agradecimento a todos os participantes e em especial àqueles que tornaram esta volta possível, em especial ao Rui Leitão e à Associação de Cicloturismo de Idanha-a-Nova (ACIN), nomeadamente ao Rui Tapadas, Afonso, João Varão, Sandra e Moreira que de forma desinteressada nos ajudaram a conceber esta volta, e nos deram o prazer da sua companhia nos primeiros km’s. Espero voltar a vê-los nos Trilhos da Raia em Outubro…

O Pelotão no início da volta com o pessoal do ACIN na dianteira

O início da acção fora do trilho, com o 1º singletrack junto à Barragem

Vista do 1º singletrack. Assim vale a pena...

O pelotão em direcção à Albufeira da Barragem de Idanha-a-Nova

Rui Tapadas a dar a táctica ao pessoal

Ao fundo Monsanto, que acabou por ser um dos pontos mais altos do percurso

Sr. Tiago com a Barragem em fundo

O Grupo a chegar a Idanha-a-Velha

As saudades que eu tinha deste maquinão!!!!

Depois do Lagar de Varas, seguiu-se o reabastecimento

Para ti Tiago....


João Aires numa das pausas para reagrupamento a caminho de Penha Garcia



Vasco sempre fortíssimo...

No Alto do Castelo de Penha Garcia

No Castelo de Penha Garcia II

Brutal...

Mais uma...

O início da subida a seguir ao Castelo de Penha Garcia, quando parecia que não se podia subir mais

Monsanto ao fundo

Horse...

Almeida e Sérgio na aproximação final a Monsanto

Tiago na subida em calçada para Monsanto

Sérgio Absalon, agora na versão pedestre...era uma subida demasiado fácil

Almeida na calçada romana

João Aires a subir em grande estilo...

A ascensão final para o Castelo de Monsanto

Sr. Presidente Brites sem a camisola do clube, o resto não interessa

Paulo Mangas, neste fase ainda bem disposto. Depois do pedestre que se seguiria...

Pégaso, sempre uma referência nestas voltas

A vista à saída de Monsanto, mais uma grande paisagem

O pedestre que não estava no programa. O velhote bem tinha avisado, mas era disto que a gente gostava

O cenário no final do pedestre. Simplesmente espectacular

Flávio Geraldes no final do pedestre

O resto do pelotão a terminar o calvário

Fernando (após ter ressuscitado) e Vasco no 2º abastecimento de Idanha-a-Velha

A influência da hidratação no desempenho do Presidente

Sérgio e o "Druida" Almeida num momento de descontração

Paulo, Flávio e uma autóctene (estes gajos devem ser malucos)

Fernando e Vasco sempre fortes na cauda do pelotão

Novamente a aproximação à Barragem

A descida para mais um pedestre

Flávio roda a antena para o outro lado, que ainda não conseguimos ver a emissão

Sem comentários...

Mais um sigletrack espectacular

A Albufeira da Barragem de Idanha-a-Nova