quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Dia 3 – 2 de Setembro de 2008 – Sortelha – Castelo Mendo - Almeida


90 km’s com 1.615 metros de desnível acumulado

A Etapa mais longa…

O início desta etapa percorria em sentido inverso os últimos quilómetros da etapa do dia anterior até à aldeia de Urgueira.
Nesta última aldeia seguimos em direcção à vila de Sabugal, sempre em terreno acidentado (pequenas subidas e descidas) e em zonas rodeadas de árvores (principalmente carvalhos).

Um encontro com um rebanho de ovelhas entre Sortelha e Sabugal

No Sabugal efectuámos uma pequena paragem para visitar o Castelo e tirar algumas fotos.

Castelo de Sabugal

Making of de mais uma foto do Gonçalo com as suas fãs

Cuidado que as aparências iludem

Depois do Sabugal continuámos num terreno acidentado, com algumas subidas mais exigentes, mas curtas, e com as consequentes descidas.
Tal como no início da etapa, os trilhos continuavam sempre a ser ladeados de vegetação, seja de carvalho, giesta ou mesmo pinheiro.

Percurso a seguir ao Sabugal, no meio de carvalhos

Percurso a seguir ao Sabugal, no meio de giestas

Percurso a seguir ao Sabugal, no meio de carvalhos

Depois de passarmos pela aldeia do Souto começámos uma descida relativamente longa em estradão que deu para abrir o apetite para o almoço, que foi na aldeia de Alfaiates.

Descida para Alfaiates

Descida para Alfaiates

Depois do almoço o tipo de terreno manteve-se por mais uns km’s, no entanto a envolvente alterou-se com o percurso a passar por zonas delimitadas por muros de pedra na zona das de Rebelosa e Aldeia da Ribeira (muito à semelhança do que acontece na zona de Minde e Serra de Santo António).

A seguir ao almoço, após Rebelosa

A seguir ao almoço, após Rebelosa

Após esta última aldeia entrámos numa zona de planalto, em que durante cerca de 15 km’s pedalámos rodeados de carvalhos, que ainda estão relativamente pequenos e por isso mesmo não proporcionavam grande sombra.
Daqui a alguns anos será uma zona espectacular para fazer btt.
Nesta fase o vento que se fazia sentir de sul ajudou-nos a rolar bastante rápido, numa rota que era utilizada pelos antigos contrabandistas.

Rolando na zona de carvalhal

Subitamente a vegetação de carvalhos desapareceu e deu lugar a uma zona de meio inóspita, de terrenos agrícolas e com vegetação rasteira, até termos passado a aldeia de Freinada e iniciado a descida para o Rio Côa.


Junto ao Rio Côa, aproveitámos para tirar mais uma fotos, dado que era um cenário espectacular, e preparar psicologicamente para a subida que se seguia para Castelo Mendo, mais uma das Aldeias Históricas a visitar.
A passagem do Rio foi feita através um pontão, em que o Gonçalo aproveitou para sacar uns cavalos.


A subida para Castelo Mendo era complicada, principalmente porque alguns troços tinham o terreno muito solto, e com pouca aderência.


No final da subida, mais um abastecimento, algum descanso e mais algumas fotos para mais tarde recordar.

À porta de Castelo Mendo.

Da esquerda para a direita: Pedro Pedrosa, João, Nuno, Sérgio, Raphael e Gonçalo.


A saída de Castelo Mendo tinha uma pequena subida, em que circulávamos no meio de blocos enormes de granito, e depois voltávamos a entrar numa fase de estradão rodeado de terrenos agrícolas, em terreno plano, ou com declives pouco acentuados.

Sérgio à saída de Castelo Mendo

Sérgio e Nuno à saída de Castelo Mendo

O final da etapa aproximava-se e depois de passarmos por mais 3 aldeias (Mido, Leomil e Aldeia Nova), voltámos a descer para o Rio Côa.


A última subida, que começava numa ponte bastante antiga sobre o rio Côa, era longa e com cerca de 3 km’s de calçada, mas mais acessível que a Monsanto.
Ainda assim não foi fácil vencê-la.

Ponte sobre o Côa, mesmo antes de começar a subida para Almeida

No final da etapa tivemos uma vez mais apoio técnico, desta vez a cargo da Garbike.
Deu muito jeito, dado que o Sérgio tinha partido um raio da roda de trás.

A Specialized do Sérgio à espera da reparação do roda de trás, que foi até à Guarda


Frase do dia:
Algures entre Alfaiates e Castelo Mendo, por Pedro Pedrosa: “Treina que isso passa…”


Momento do dia:


Junto a Castelo Mendo

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Dia 2 – 1 de Setembro de 2008 – Monsanto - Sortelha


68 km’s com 1.995 metros de desnível acumulado

Após a foto de família, iniciámos a segunda etapa, que nos iria levar à aldeia histórica de Sortelha, no concelho de Sabugal.

Da esquerda para a direita: Nuno Santos, Nuno, Gonçalo, Miguel, Ricardo, João, Sérgio, Raphael e Ricardo Figueiredo.

Para esta etapa contámos com mais 2 reforços, vindos do Alentejo, o Nuno e o Gonçalo, que vieram dar mais boa disposição ao grupo.
Por outro lado foi a última etapa do Miguel, sendo que iríamos ter saudades das paragens provocadas pelos seus furos estratégicos.


O início da etapa foi fácil, em alcatrão e em estradão, sem grandes subidas, num cenário típico daquela zona.

A passagem na zona de Penamacor


Na proximidade da vila de Penamacor, o terreno começou a ficar um pouco mais acidentado, sendo que o calor e o pó continuavam a ser presenças constantes.


O Nuno no final de uma das primeiras subidas do dia



O Raphael numa das descidas na zona de Penamacor

Na longa, mas suave descida para Meimoa, o Miguel teve mais um furo, desta vez em alcatrão, o que nos permitir descansar um pouco antes do almoço e comer umas amoras silvestres.

O almoço foi no bar da praia fluvial de Meimoa, um local bastante simpático e agradável, principalmente por servir uma orelha de porco de bom nível.

A praia fluvial de Meimoa

Depois do alomoço, rumámos à Barragem da Meimoa, onde entraríamos por breves km’s na Reserva Natural da Malcata (famosa pelo lince ibérico que supostamente ainda por lá anda).
Esta zona da Barragem foi bastante engraçada, pois circulámos junto à Albufeira, tendo depois iniciado a parte mais complicada da etapa, com uma subida bastante inclinada para a zona de Meimão.

O pelotão junto à Albufeira da Barragem da Meimoa



Panorâmica da Albufeira da Barragem da Meimoa



Devido a obras no estradão tivémos de desmontar das bikes



Em Meimão, tivémos o último abastecimento do dia mesmo antes de uma subida, com partes bastante inclinadas e longa (cerca de 4 km’s).

O Miguel no final da subida de Meimão. Desta vez não houve furos.

Na aproximação a Sortelha voltámos a encontrar algumas descidas e subidas porreiras, em estradões rodeados de pinheiros, carvalhos e giestas.

O Gonçalo na parte final da etapa

A última parte da etapa foi percorrida em alcatrão, tendo terminado junto às muralhas do castelo de Sortelha, onde nos esperavam o Pedro Carvalho e o Tiago.

No final da etapa despedimo-nos do Ricardo Figueiredo, que por motivos profissionais não tinha disponibilidade para continuar a ser o nosso guia.
Foi uma honra e um privilégio ter pedalado com o Ricardo, que foi sempre bastante acessível e porreiro e com o qual aprendemos algumas coisas sobre o btt.

O jantar foi um dos melhores de toda a Rota, no Sabugal, no restaurante Castelo, propriedade da simpática D. Natália.

Momento do dia:


Ficam algumas imagens de Sortelha e das paisagens que se podem contemplar do alto das suas muralhas e não só:



segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Dia 1 – 31 de Agosto de 2008 – Castelo Novo – Idanha-a-Velha - Monsanto


61 km’s com 1.102 metros de desnível acumulado

Finalmente o dia tinha chegado….

A ansiedade por começar era grande, e após a foto de família, demos início à GR22 de 2008.


Da esquerda para a direita: Miguel, João, Ricardo, Ricardo Figueiredo, Sérgio e Raphael.

Os primeiros km’s desta etapa decorreram num misto de estradão de piso compacto e alcatrão, com passagem por Atalaia do Campo, Orca e Aldeia de Santa Margarida.


Ricardo Figueiredo, o nosso guia
Após esta última povoação o pó começou a fazer as suas primeiras aparições e como rolávamos com alguma velocidade tornava-se complicado e incomodativo seguir em pelotão compacto.

Esta primeira parte da etapa levar-nos-ia até Proença-a-Velha, onde almoçámos, num pequeno café no centro da aldeia.

A 1ª aparição do jersey do BTZ fora de Mação (um momento histórico, ou não)

O resto do grupo, na aproximação a Idanha-a-Velha, mas já com Monsanto no pensamento

Já com Monsanto em vista seguimos para Idanha-a-Velha, uma das aldeias históricas, onde efectuámos uma pequena paragem para reabastecimento e visitar o património histórico, nomeadamente o Lagar de Varas e um local de exploração arqueológica.

Lagar de Varas



A paragem não foi muito longa, dado que o calor começava a apertar, pelo que seguimos caminho, passando pela ponte romana sobre o Rio Pônsul.


Após Idanha-a-Velha, começámos a aproximação final a Monsanto, subindo de forma gradual, passando por eucaliptais e terrenos agrícolas, até às imediações da aldeia.

Monsanto em fundo, local onde terminava a 1ª etapa

Antes da escalada final o Miguel teve mais um furo estratégico, pois permitiu reagrupar o grupo e descansar um pouco, pois estava bastante calor.

Infelizmente estas bikes não crescem nas árvores

Momento do dia:

Na subida final, em calçada romana, para Monsanto o Sérgio seguiu com o Ricardo Figueiredo, durante a maior parte da subida, pois falou-se numas rodadas de cervejas para quem efectuasse a subida toda sem colocar o pé no chão.
Numa das últimas e mais difíceis curvas, o Sérgio resolveu desistir e passar a pedestre.
Esse foi o momento escolhido pelo Ricardo Figueiredo para meter o prato do meio e atacar o que faltava subir.

Aspecto da subida em calçada romana para Monsanto

A subida em calçada é bastante complicada, pois é simultaneamente técnica e fisicamente exigente. É necessário controlar a bike face aos constantes ressaltos provocados pelas pedras e ter capacidade física para manter uma velocidade relativamente elevada para ultrapassar os obstáculos.

A concentração do atleta na subida final

No final da etapa, tivémos a assistência técnica da Centralbikes. Bastante útil, o Miguel que o diga.

Após a conclusão da etapa efectuámos uma pequena visita ao resto da aldeia e principalmente ao seu Castelo, que proporciona uma visão espectacular sobre a zona circundante de Monsanto.
Ficam as imagens, sem mais comentários:





Dia 0 – 30 de Agosto de 2008 – Lisboa – Castelo Novo


Este dia foi marcado pela viagem de Lisboa para Castelo Novo, onde se iniciaria a GR22 e pelos últimos preparativos.

Durante a viagem o Pedro Carvalho informou-nos que apenas 4 pessoas (eu, o Sérgio, o Ricardo e o Raphael, que veio da Suíça) iriam tentar efectuar o percurso total da GR22.
Adicionalmente nos primeiros dias teríamos alguns reforços, de pessoal que apenas faria as primeiras etapas.

Ao almoço, no restaurante “O Lagarto”, ficámos a conhecer as pessoas da A2Z Adventures que nos acompanhariam ao longo da semana, e o guia para as primeiras 2 etapas, o Ricardo Figueiredo, que penso ter sido gentilmente cedido pela Bicimax.

Depois do almoço foi efectuado o “briefing” da GR22, em que ficámos a saber mais algumas informações importantes e úteis sobre o que nos esperava a partir do dia seguinte.

A seguir ao briefing, efectuámos uma pequena volta de 20 km’s, para verificar que as bikes se encontravam em conformidade, tendo percorrido a parte inicial da etapa da GR22 do dia seguinte.

Após as primeiras pedaladas tivemos direito a uma prova de vinho, doces e queijo, por cortesia da Sra. Bárbara, proprietária de uma loja de produtos regionais em Castelo Novo.
Estava visto que a componente gastronómica também fazia parte desta aventura.
Um bom hábito dos portugueses.


Desconfiado? Mal tínhamos pedalado e já estávamos a comer e beber bem.

BTZ Mação na Grande Rota das Aldeias Históricas

A crónica desta aventura tem o seu início no Verão de 2007, quando a Grande Rota das Aldeias Históricas (GR22) organizada pela A2Z Adventures obteve grande notoriedade pela presença do Gary Fisher.
Nessa altura pensei em participar, mas fui demovido pelo facto de me não sentir preparado fisicamente para uma travessia com este grau de exigência, com cerca de 540 km’s a efectuar em 7 dias, e por não dispor de uma bike a altura do desafio.

Este ano, no Raid Selinda XL, na Sertã, acabei por conhecer o Carlos Vitorino, repórter da Bike Magazine, que tinha efectuado a GR22 o ano passado, e que me deu óptimas referências da Grande Rota e também da organização da A2Z Adventures.
No início de Agosto, após um adiamento das férias, estava determinado em participar na edição deste ano.
Após alguns contactos com o Pedro Carvalho da A2Z Adventures, a decisão estava tomada.

Anteriormente em Julho, quando fomos à Maratona de Fafe, falei na possibilidade de participar na GR22 ao pessoal das 24H de Monsanto, sendo que todos se manifestaram interessados.
Infelizmente apenas o Sérgio acabou por participar, pois o José Carlos e o José Pereira, por motivos alheios à sua vontade não tiveram disponibilidade.

O relato que se segue da Grande Rota das Aldeias Históricas corresponde à minha versão dos factos ocorridos. Qualquer possível omissão ou deturpação desses factos não é intencional, e desde já peço desculpa aos envolvidos.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Santarém - 24 de Agosto de 2008

O subtítulo desta crónica pode ser: “Na roda do Tiago…”

Após a jornada de Montejunto, o combinado para domingo era efectuar mais uma volta em estrada em Santarém, pois o Tiago estava sem bike de btt, dado que o amortecedor da Epic deu problemas.
Aquilo que estava planeado para ser uma volta de recuperação, acabou por ser mais um massacre no trilho negro.
O percurso era acidentado, pois seguimos até Rio Maior, passado pela Moçarria, Abitureiras, Outeiro da Cortiçada, Arruda dos Pizões e Vale Barco.
No regresso de Rio Maior optámos por fazer a subida da Louriceira, seguindo depois por Almoster e Atalaia em direcção a Santarém.
No entanto, o principal problema foi o ritmo imposto pelo Tiago, que foi sempre alto, apesar de ainda ter tentado periodicamente passar para a frente para refrear os ânimos.
Não é por acaso que este é o primeiro post que não tem fotos, pois não houve tempo para isso.

Em conclusão, o Tiago tem feito grandes progressos, e fica o aviso ao pessoal que anda a investir no ciclismo de estrada, que vão ter mais concorrência.