quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Dia 2 – 1 de Setembro de 2008 – Monsanto - Sortelha


68 km’s com 1.995 metros de desnível acumulado

Após a foto de família, iniciámos a segunda etapa, que nos iria levar à aldeia histórica de Sortelha, no concelho de Sabugal.

Da esquerda para a direita: Nuno Santos, Nuno, Gonçalo, Miguel, Ricardo, João, Sérgio, Raphael e Ricardo Figueiredo.

Para esta etapa contámos com mais 2 reforços, vindos do Alentejo, o Nuno e o Gonçalo, que vieram dar mais boa disposição ao grupo.
Por outro lado foi a última etapa do Miguel, sendo que iríamos ter saudades das paragens provocadas pelos seus furos estratégicos.


O início da etapa foi fácil, em alcatrão e em estradão, sem grandes subidas, num cenário típico daquela zona.

A passagem na zona de Penamacor


Na proximidade da vila de Penamacor, o terreno começou a ficar um pouco mais acidentado, sendo que o calor e o pó continuavam a ser presenças constantes.


O Nuno no final de uma das primeiras subidas do dia



O Raphael numa das descidas na zona de Penamacor

Na longa, mas suave descida para Meimoa, o Miguel teve mais um furo, desta vez em alcatrão, o que nos permitir descansar um pouco antes do almoço e comer umas amoras silvestres.

O almoço foi no bar da praia fluvial de Meimoa, um local bastante simpático e agradável, principalmente por servir uma orelha de porco de bom nível.

A praia fluvial de Meimoa

Depois do alomoço, rumámos à Barragem da Meimoa, onde entraríamos por breves km’s na Reserva Natural da Malcata (famosa pelo lince ibérico que supostamente ainda por lá anda).
Esta zona da Barragem foi bastante engraçada, pois circulámos junto à Albufeira, tendo depois iniciado a parte mais complicada da etapa, com uma subida bastante inclinada para a zona de Meimão.

O pelotão junto à Albufeira da Barragem da Meimoa



Panorâmica da Albufeira da Barragem da Meimoa



Devido a obras no estradão tivémos de desmontar das bikes



Em Meimão, tivémos o último abastecimento do dia mesmo antes de uma subida, com partes bastante inclinadas e longa (cerca de 4 km’s).

O Miguel no final da subida de Meimão. Desta vez não houve furos.

Na aproximação a Sortelha voltámos a encontrar algumas descidas e subidas porreiras, em estradões rodeados de pinheiros, carvalhos e giestas.

O Gonçalo na parte final da etapa

A última parte da etapa foi percorrida em alcatrão, tendo terminado junto às muralhas do castelo de Sortelha, onde nos esperavam o Pedro Carvalho e o Tiago.

No final da etapa despedimo-nos do Ricardo Figueiredo, que por motivos profissionais não tinha disponibilidade para continuar a ser o nosso guia.
Foi uma honra e um privilégio ter pedalado com o Ricardo, que foi sempre bastante acessível e porreiro e com o qual aprendemos algumas coisas sobre o btt.

O jantar foi um dos melhores de toda a Rota, no Sabugal, no restaurante Castelo, propriedade da simpática D. Natália.

Momento do dia:


Ficam algumas imagens de Sortelha e das paisagens que se podem contemplar do alto das suas muralhas e não só:



segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Dia 1 – 31 de Agosto de 2008 – Castelo Novo – Idanha-a-Velha - Monsanto


61 km’s com 1.102 metros de desnível acumulado

Finalmente o dia tinha chegado….

A ansiedade por começar era grande, e após a foto de família, demos início à GR22 de 2008.


Da esquerda para a direita: Miguel, João, Ricardo, Ricardo Figueiredo, Sérgio e Raphael.

Os primeiros km’s desta etapa decorreram num misto de estradão de piso compacto e alcatrão, com passagem por Atalaia do Campo, Orca e Aldeia de Santa Margarida.


Ricardo Figueiredo, o nosso guia
Após esta última povoação o pó começou a fazer as suas primeiras aparições e como rolávamos com alguma velocidade tornava-se complicado e incomodativo seguir em pelotão compacto.

Esta primeira parte da etapa levar-nos-ia até Proença-a-Velha, onde almoçámos, num pequeno café no centro da aldeia.

A 1ª aparição do jersey do BTZ fora de Mação (um momento histórico, ou não)

O resto do grupo, na aproximação a Idanha-a-Velha, mas já com Monsanto no pensamento

Já com Monsanto em vista seguimos para Idanha-a-Velha, uma das aldeias históricas, onde efectuámos uma pequena paragem para reabastecimento e visitar o património histórico, nomeadamente o Lagar de Varas e um local de exploração arqueológica.

Lagar de Varas



A paragem não foi muito longa, dado que o calor começava a apertar, pelo que seguimos caminho, passando pela ponte romana sobre o Rio Pônsul.


Após Idanha-a-Velha, começámos a aproximação final a Monsanto, subindo de forma gradual, passando por eucaliptais e terrenos agrícolas, até às imediações da aldeia.

Monsanto em fundo, local onde terminava a 1ª etapa

Antes da escalada final o Miguel teve mais um furo estratégico, pois permitiu reagrupar o grupo e descansar um pouco, pois estava bastante calor.

Infelizmente estas bikes não crescem nas árvores

Momento do dia:

Na subida final, em calçada romana, para Monsanto o Sérgio seguiu com o Ricardo Figueiredo, durante a maior parte da subida, pois falou-se numas rodadas de cervejas para quem efectuasse a subida toda sem colocar o pé no chão.
Numa das últimas e mais difíceis curvas, o Sérgio resolveu desistir e passar a pedestre.
Esse foi o momento escolhido pelo Ricardo Figueiredo para meter o prato do meio e atacar o que faltava subir.

Aspecto da subida em calçada romana para Monsanto

A subida em calçada é bastante complicada, pois é simultaneamente técnica e fisicamente exigente. É necessário controlar a bike face aos constantes ressaltos provocados pelas pedras e ter capacidade física para manter uma velocidade relativamente elevada para ultrapassar os obstáculos.

A concentração do atleta na subida final

No final da etapa, tivémos a assistência técnica da Centralbikes. Bastante útil, o Miguel que o diga.

Após a conclusão da etapa efectuámos uma pequena visita ao resto da aldeia e principalmente ao seu Castelo, que proporciona uma visão espectacular sobre a zona circundante de Monsanto.
Ficam as imagens, sem mais comentários:





Dia 0 – 30 de Agosto de 2008 – Lisboa – Castelo Novo


Este dia foi marcado pela viagem de Lisboa para Castelo Novo, onde se iniciaria a GR22 e pelos últimos preparativos.

Durante a viagem o Pedro Carvalho informou-nos que apenas 4 pessoas (eu, o Sérgio, o Ricardo e o Raphael, que veio da Suíça) iriam tentar efectuar o percurso total da GR22.
Adicionalmente nos primeiros dias teríamos alguns reforços, de pessoal que apenas faria as primeiras etapas.

Ao almoço, no restaurante “O Lagarto”, ficámos a conhecer as pessoas da A2Z Adventures que nos acompanhariam ao longo da semana, e o guia para as primeiras 2 etapas, o Ricardo Figueiredo, que penso ter sido gentilmente cedido pela Bicimax.

Depois do almoço foi efectuado o “briefing” da GR22, em que ficámos a saber mais algumas informações importantes e úteis sobre o que nos esperava a partir do dia seguinte.

A seguir ao briefing, efectuámos uma pequena volta de 20 km’s, para verificar que as bikes se encontravam em conformidade, tendo percorrido a parte inicial da etapa da GR22 do dia seguinte.

Após as primeiras pedaladas tivemos direito a uma prova de vinho, doces e queijo, por cortesia da Sra. Bárbara, proprietária de uma loja de produtos regionais em Castelo Novo.
Estava visto que a componente gastronómica também fazia parte desta aventura.
Um bom hábito dos portugueses.


Desconfiado? Mal tínhamos pedalado e já estávamos a comer e beber bem.

BTZ Mação na Grande Rota das Aldeias Históricas

A crónica desta aventura tem o seu início no Verão de 2007, quando a Grande Rota das Aldeias Históricas (GR22) organizada pela A2Z Adventures obteve grande notoriedade pela presença do Gary Fisher.
Nessa altura pensei em participar, mas fui demovido pelo facto de me não sentir preparado fisicamente para uma travessia com este grau de exigência, com cerca de 540 km’s a efectuar em 7 dias, e por não dispor de uma bike a altura do desafio.

Este ano, no Raid Selinda XL, na Sertã, acabei por conhecer o Carlos Vitorino, repórter da Bike Magazine, que tinha efectuado a GR22 o ano passado, e que me deu óptimas referências da Grande Rota e também da organização da A2Z Adventures.
No início de Agosto, após um adiamento das férias, estava determinado em participar na edição deste ano.
Após alguns contactos com o Pedro Carvalho da A2Z Adventures, a decisão estava tomada.

Anteriormente em Julho, quando fomos à Maratona de Fafe, falei na possibilidade de participar na GR22 ao pessoal das 24H de Monsanto, sendo que todos se manifestaram interessados.
Infelizmente apenas o Sérgio acabou por participar, pois o José Carlos e o José Pereira, por motivos alheios à sua vontade não tiveram disponibilidade.

O relato que se segue da Grande Rota das Aldeias Históricas corresponde à minha versão dos factos ocorridos. Qualquer possível omissão ou deturpação desses factos não é intencional, e desde já peço desculpa aos envolvidos.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Santarém - 24 de Agosto de 2008

O subtítulo desta crónica pode ser: “Na roda do Tiago…”

Após a jornada de Montejunto, o combinado para domingo era efectuar mais uma volta em estrada em Santarém, pois o Tiago estava sem bike de btt, dado que o amortecedor da Epic deu problemas.
Aquilo que estava planeado para ser uma volta de recuperação, acabou por ser mais um massacre no trilho negro.
O percurso era acidentado, pois seguimos até Rio Maior, passado pela Moçarria, Abitureiras, Outeiro da Cortiçada, Arruda dos Pizões e Vale Barco.
No regresso de Rio Maior optámos por fazer a subida da Louriceira, seguindo depois por Almoster e Atalaia em direcção a Santarém.
No entanto, o principal problema foi o ritmo imposto pelo Tiago, que foi sempre alto, apesar de ainda ter tentado periodicamente passar para a frente para refrear os ânimos.
Não é por acaso que este é o primeiro post que não tem fotos, pois não houve tempo para isso.

Em conclusão, o Tiago tem feito grandes progressos, e fica o aviso ao pessoal que anda a investir no ciclismo de estrada, que vão ter mais concorrência.

Porto Alto - Montejunto - Porto Alto - 23 de Agosto de 2008


No sábado passado a convite do José Carlos, desloquei-me até ao Porto Alto para efectuar uma volta (em alcatrão) que tinha como objectivo subir o Montejunto.
Pareceu-me uma boa forma de começar o tão ansiado período de férias, e uma melhor aplicação de tempo, do que ficar em casa a tentar ver o XC dos Jogos Olímpicos que a RTP desta vez optou por não transmitir.

Como é habitual no José Carlos, o percurso seleccionado não era nem o mais directo, nem tão pouco o mais fácil.
Com este espírito, depois do Portalegre 100 de 2008 que fez connosco, quando der por ele vai acabar por fazer parte do BTZ.

A crónica do sofrimento começa aos 10 km’s, após a ligação a Vila Franca de Xira, com a subida para Montegordo, que apesar de não ser muito longa, tem 3 rampas de forte inclinação.
Logo aí ficou claro que seria eu a segurar a âncora (símbolo do último).
Pelo menos teria mais possibilidades de apreciar a paisagem.

Vista panorâmica de Montegordo sobre a Lezíria e o Tejo


Na descida para Arruda dos Vinhos o Sérgio e o José Carlos fizeram mais uma tentativa de fuga, o que deixava claro que nem a descer teria hipótese de descansar.
Para complicar, até ao Montejunto iríamos ter vento de frente.

Após Arruda dos Vinhos, no início da suave, mas longa subida para Sobral de Monte Agraço, o Sérgio “Absalon” foi-se simplesmente embora, pelo que me limitei, e a muito custo, a seguir na roda do José Carlos.

O Sérgio "Absalon" no alto de Montejunto

Na longa descida que se seguiu para a Aldeia Gavinha e Merceana lá conseguimos recolar ao Sérgio.

Contudo na Ventosa começava mais uma subida, até aos Casais da Portela, onde tiveram de esperar por mim, pois o ritmo imposto era muito forte, e ainda nem sequer tínhamos chegado à subida mais temida do dia.

Finalmente em Vila Verde dos Francos começava a ascensão ao Montejunto, com cerca de 9 km’s, em que existem cerca de 500 metros de descida.
O José Carlos “Sastre”, com medo do que o Sérgio “Absalon” pudesse fazer, atacou logo no início, pelo que só o voltámos a ver no topo da Serra.

O José Carlos "Sastre" a posar para a foto

Fiquei assim na companhia do Sérgio, que me acompanhou durante toda a subida, no meu ritmo de cicloturismo.

Montejunto


No topo dos 666 metros do Montejunto, fizemos uma pequena paragem para reabastecimento e descansar as pernas, que ao final de 70 km’s davam sinal de fadiga.

Mais Montejunto

Iniciámos então o regresso ao Porto Alto, com a descida para a Abrigada, em que ainda tentei seguir o José Carlos, o que se revelou impossível.
Consequentemente resolvi esperar pelo Sérgio, que numa postura mais conservadora optou por descer mais devagar.

Curiosamente, nas zonas menos acidentadas do percurso acabávamos por rolar juntos, desta vez com o ritmo a ser imposto pelo José Carlos e finalmente com a ajuda do vento.
Depois da passagem pela Ota e do Carregado, começava a última dificuldade do dia, com a subida para a Loja Nova, que nos levaria de volta a Montegordo.
Uma vez mais, o José Carlos “Sastre” atacou no início da subida. Desta vez só o voltámos a ver à entrada do Porto Alto, mais de 15 km’s depois.
A subida foi feita a solo, pois o Sérgio começou a acusar o cansaço de uma semana em que tinha andado todos os dias de bike.

Um escândalo!!! Assim percebe-se porque é que o país está nas mãos de pedófilos


Em conclusão, foi uma volta de elevado grau de dificuldade, feita a um ritmo fortíssimo e uma boa preparação para o que se avizinha em Setembro.

Finalmente gostava de deixar aqui uma mensagem aos Srs da UCI, para que em breve apareçam em Samora Correia e Porto Alto para fazer uns controlos anti-doping surpresa, pois está-se a andar muito por lá.
E parece-me que eles ainda não descobriram os poderes do mel da Aboboreira.


PS: Não querendo cometer nenhuma inconfidência, nas últimas semanas o José Carlos não tem podido dedicar tanto tempo quanto gostaria aos amigos e às voltas de btt e estrada, devido a problemas de saúde da sua esposa.
Agora que esses problemas estão prestes a ser debelados, queria deixar uma mensagem de encorajamento ao José Carlos e à sua esposa, pois faço votos para que corra tudo pelo melhor.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Mação - 17 de Agosto de 2008


Para o Domingo estava reservado o baptismo do João Almeida como membro do BTZ, pois o objectivo era efectuar o percurso do nosso “passeio” de 2007.
Mas o João demonstrou ter já o espírito do BTZ pois não se atemorizou com 2.000 metros de acumulado em 65 km’s.

Aqui claramente o João ainda não tinha tentado subir a subida do Presunto

A primeira grande surpresa acabou estava reservada para a mítica Subida do Presunto no Bando de Codes, que tem já um lugar na história do BTZ Mação, pois ainda estamos para conhecer o primeiro atleta a conseguir fazer a subida sem ser em versão passeio pedestre.
Convém dizer que até pela berma já o tentaram fazer.

A mítica subida do Presunto (para quem não conhece)

Ao chegarmos ao topo do Bando de Codes, percebemos que a paisagem compensa o esforço dispendido.

Aqui claramente o João já tinha tentado subir a subida do Presunto

Depois da descida para a aldeia do Castelo, nova subida, para o Bando de Santos.
Penso que o João se deve ter convencido de que esta subida seria fácil, pois não incluiria a parede que “escalámos” no nosso último passeio em Junho.
No entanto a parte mais técnica quando se abandona o alcatrão pela primeira vez deve ter-lhe lembrado que os Bandos nunca são fáceis de subir.


Após a reentrada no alcatrão a subida torna-se mais suave, e até ao novo miradouro do Bando a dificuldade reside essencialmente no quantitativo de km’s em subida.
No final da subida temos cerca de 1.100 metros de desnível acumulado, o que deve ter feito o João ficar desconfiado, sobre onde arranjaríamos cerca 900 metros até Mação.

A descida para São Gens é perigosa, e desde já ficou lançado o desafio de a fazermos em sentido inverso, pelo desafio que deve constituir.

Depois efectuámos a habitual incursão em trilho negro até ao Brejo Grande, em que verdadeiramente começamos a segunda parte da volta.
A descida para o Vale da Ribeira do Aziral é espectacular e a subida para os Degolados tem uma paisagem magnífica.

A Ribeira do Aziral

Após nova descida para o Aziral, a partir da estrada que segue para o Caratão, temos a passagem da Ribeira, onde, como é habitual molhámos os pés.

É o que dá estar muito tempo sem andar em Mação, ficamos meninos, não queremos molhar os pés

A seguir à Ribeira, nova subida para a Serra do Vale Grou, mas em no final da mesma nos apercebemos do que representa o Bando de Santos, e da diferença de altitude que existe entre os diversos locais por onde passamos.

O Bando de Santos (para quem não conhece)


A subida para o Vale de Coelho agora parece uma auto-estrada pois a Câmara Municipal tem andado a efectuar a manutenção aos estradões do concelho.
Ganha-se em acessibilidades.

Depois da passagem pelo Vale Coelho entramos numa das poucas partes rolantes do percurso e que após a descida para a ponte dos 3 arcos, nos leva à escalada final, para Mação, que foi feita já com alguma dificuldade, quer pelo esforço acumulado naquele dia, quer pelo acumulado do fim de semana.

Ao chegar a Mação, podemos finalmente dizer que o João Almeida passou o teste, e é a partir de agora um membro de pleno direito do BTZ.