segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Mação a Belver - 16 de Agosto de 2008

No dia seguinte à apresentação do equipamento, e de parte da equipa, para o que resta da época houve nova volta, desta vez apenas com 2 elementos, pois os restantes andaram envolvidos nas festividades de Chão de Lopes e Penhascoso, a dar retorno ao nosso patrocinador Manuel Faustino.

Vista panorâmica da Barragem de Belver/Ortiga

O percurso seleccionado foi o de Belver, zona muitas vezes negligenciada, em detrimento dos Bandos, mas que é bastante interessante, quer em termos de paisagem, quer em termos de dificuldade.

O cronista de serviço, desta vez também teve direito a foto

O João Almeida na sua primeira aparição com o jersey do BTZ

A primeira subida do dia surgiu com a ascensão para a zona da Arriacha Fundeira, altura em que o João deve ter pensado que uma volta mais rolante (era o que lhe tinha prometido), não podia ter subidas daquelas.

Vista sobre a praia fluvial do Alamal


A parte mais interessante da volta surge após a passagem pela Torre Cimeira, quer em termos de paisagem, em que nos dirigimos para Belver paralelamente ao Tejo, com vista sobre o mesmo, quer pelas subidas que começamos a efectuar.
Estas subidas culminam com a subida urbana de Belver que nos leva à zona do Vale da Santa.
Nessa fase o João Almeida já se devia sentir definitivamente enganado com a questão de uma volta mais rolante.



Após o mini-singletrack de Alvisquer, com passagem pela ponte pedonal sobre a Ribeira de Alvisquer, voltámos a Belver, para uma paragem e reabastecimento.

Até as bikes tiveram direito a um pequeno momento de descanso


Depois seguimos pela calçada junto ao cemitério de Belver em direcção à Arriacha Fundeira e depois para a Areia, numa parte, agora sim, mais rolante da volta.

O João devia interrrogar-se sobre qual a noção de volta rolante

A descida para o Vale de Grou


Após a passagem pelo Vale Coelho, descemos para o Vale Grou, e passámos junto ao Moinho da Fadagosa, que se encontra a ser recuperado pelo pai do Nuno Esteves.
Tivemos direito a uma explicação da forma como está a correr o projecto.
Quando estiver finalizado vai ficar espectacular.
É pena que não existam mais pessoas com esta capacidade de iniciativa na nossa zona.

O Moinho da Fadagosa


Da Fadagosa até Mação seguimos pela fase final do nosso percurso da Rota dos Bandos de 2006, com a subida final do Vale de Rato.

Em conclusão foi uma volta de cerca de 50 km’s com 1.000 metros de acumulado, ou seja, não muito rolante, mas acho que o João não levou a mal.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

A Pré-Época do BTZ Mação – 15 de Agosto de 2008


Com a chegada da pré-época para parte dos membros do BTZ, efectuámos um pequeno passeio (com um Bando incluído), para a estreia e apresentação dos nossos jerseys, que finalmente, após meses de espera, chegaram.
Palavras para quê, ficam as imagens (e os respectivos comentários):

O Agostinho nem para tirar fotos larga a bike

Atenção que a Super Bock é sem álcool

Caso não tenham futuro no BTT há aqui pessoal com potencial para o mundo da moda e não só


Em nome do BTZ Mação gostava de deixar um agradecimento aos nossos patrocinadores, à Castanheira & Castanheira, à Giessegui e a todos os membros do BTZ que se empenharam na concretização deste projecto.

A foto de família

Como é habitual nas apresentações das equipas, houve surpresas no campo das contratações.
Após a partida do Mário, o falhanço na contratação do Balsinhas e outros hipotéticos reforços, e a ausência prolongada de alguns dos atletas, havia necessidade de reforçar o plantel.
Ainda por cima este ano até o Benfica efectuou contratações de vulto, pelo que não podíamos ficar atrás.

A escolha, apesar de não termos enviado cartas, recaiu sobre o João Almeida, que também tem ligações familiares a Mação, devido ao facto de a sua esposa ser de Cardigos.
Esperemos que se torne numa presença regular dos nossos passeios de domingo e não só, e que honre a camisola do clube.

A foto da equipa, já com o João Almeida (à direita)

O Grande Agostinho

O Chefe de fila

O Chefe de fila a dar a táctica do BTZ ao João

Eu e o Agostinho

domingo, 17 de agosto de 2008

O Outro Montejunto - 15 de Agosto de 2008



No domingo passado o Nuno Lima lançou o desafio de voltarmos a Montejunto, mas desta vez com partida e chegada a Santarém.
Contudo à chegada ao habitual local de concentração o Nuno indicou que devido a constrangimentos familiares não poderia levar a cabo esse desafio.


Vista panorâmica de Casal de Vale de Ventos I

Efectuámos então um percurso com passagem por Tremês, Alcanede e Rio Maior.
Os falsos planos até Tremês e entre Alcanede e Rio Maior foram um calvário, pois o ritmo imposto na frente foi sempre forte.
Em Rio Maior o Nuno, o Bri, o Tiago e o João seguiram em direcção a Santarém, enquanto que eu e o Sérgio seguimos para as Marinhas de Rio Maior, para fazer o percurso alternativo.

A Cabra do Mato descaracterizada


O Percurso alternativo:

Vista panorâmica de Casal de Vale de Ventos II

Aqui começou o Outro Montejunto, pois subimos das Marinhas para o Alto da Serra, e descemos novamente para as Marinhas, seguindo em direcção a Alcobertas.
Foi um bom aquecimento para o que se seguiria, pois tivemos de ultrapassar algumas subidas. Uma coisa do tipo Serra da Ota.

Vista não panorâmica

Em Alcobertas começámos a primeira secção da longa subida do Montejunto, aliás, para o Casal do Vale de Ventos.
Os 2 km’s iniciais, até Casais Monizes, são demolidores, pois trata-se de uma rampa sempre a direito serra acima, onde até os carros sobem devagar.
Após os Casais Monizes, apesar de longa, cerca de 4 km’s, a subida torna-se muito mais suave e com algumas pequenas descidas onde é possível recuperar o fôlego.

Depois de uma pequena paragem para repouso e alimentação descemos em direcção à N1.
A partir daí o percurso foi essencialmente plano, e a um ritmo mais forte, principalmente porque o Sérgio está a andar muito, que permitiu aumentar a média para 26 km/h, o que para 130 km’s não está nada mau.

O Sérgio parece ter superado defnitivamente o Síndrome de Samora Correia


Conclusão:

O Sérgio está com um andamento fortíssimo, o Bri, o Nuno e eu que o digam, pois a subir e mesmo em plano era por vezes difícil acompanhá-lo. No regresso, entre Rio Maior e Santarém ainda fui algumas vezes às cordas.

A Serra dos Candeeiros tem algumas subidas interessantes, que são uma boa alternativa ao mítico Montejunto. Inclusivamente os atletas do triatlo do Centro de Alto Rendimento, quando estão em Rio Maior habitualmente treinam por ali.

Vista panorâmica de Casal de Vale de Ventos III

quarta-feira, 30 de julho de 2008

1º Passeio BTT do Carvoeiro - 27 de Julho de 2008


Integrado nas festas anuais do Carvoeiro realizou-se, nesta localidade do nosso concelho, o seu 1º passeio de BTT.



Aspecto da concentração de atletas

O BTZ, apesar de desfalcado, pois alguns dos seus atletas andam mais ocupados com outras actividades, não podia deixar de marcar presença.

Será um Bell? Giro?

Presentes estiveram também alguns dos nossos amigos, que não perdem um passeio na nossa zona, como o Sérgio, o Chamusco e o Vítor.

O Filipe com o Sérgio e o Chamusco

A primeira parte do passeio era bastante rápida, sem grandes subidas e desenrolou-se nos estradões da freguesia, com passagem pela Capela, Sanguinheira, Frei João, Degolados e com o reabastecimento na Praia Fluvial do Carvoeiro.

A Praia Fluvial do Carvoeiro
Muitos €€€€€€€€€!


A segunda parte, era mais exigente, já com um bom par de subidas, e de descidas. Pois tivemos de subir para a zona da Serra de Santo António e Serra da Galega.

O Chefe de Fila

Acabou por ser estranho, fazer uma volta na zona de Mação em percursos não muito acidentados. E os Bandos ali tão perto...


Apesar de ser um passeio, houve quem tivesse levado a coisa a sério.
Felizmente que o nosso chefe de fila está numa fase de repouso competitivo, pois assim pude fazer-lhe companhia e desfrutar das belas paisagens e dos bons trilhos que a nossa região proporciona, sem os ritmo maluco da rapaziada que anda lá na frente.



Em termos de organização, apenas existem reparos a fazer quanto às marcações de algumas zonas, que poderiam estar melhores. Tudo o resto esteve ao mais alto nível.

O Chefe de fila quando não está para brincadeiras

26 de Julho 2008 - Obrigado Trek 6500


Muitos quilómetros e 4 anos e 2 meses depois, despedi-me da minha Trek 6500.
Foi com ela que me iniciei no BTT, com que dei as primeiras quedas, com que passei muitas horas de alegria e sofrimento (principalmente nas subidas), com que aprendi muito, que visitei muitos locais e conheci muitas pessoas que de outra forma não conheceria.

Nos Picos da Europa

Como diz o João Almeida, as bikes são instrumentos de prazer, eu acrescento que também podem ser de tortura.

Adeus Trek 6500 e até sempre.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

2ª Maratona BTT Rally Fafe - 12 de Julho de 2008



Desta vez inicio a crónica pelos habituais agradecimentos finais, não apenas porque são merecidos, mas também porque me parece a melhor forma de começar.

Gostava de agradecer ao José Carlos pelo desafio, ao Zé Pereira e ao Sérgio pela companhia nesta aventura, ao António Machado, Miguel Machado, Joana Machado, Adelaide Gouveia, Manuela Machado e Laura da Silva pela hospitalidade e por nos terem recebido e aturado.
Sem eles esta participação na Maratona de Fafe não seria possível.


Percurso:

O percurso foi dos mais complicados que fiz.
A organização tinha anunciado 1.900 metros de acumulado em 80 km’s (quase ao nível das nossas voltas dos Bandos), mas no final o GPS de um amigo do José Carlos de Chaves marcava 2.400 metros de acumulado.
Os primeiros 50 km’s eram quase sempre a subir, sendo que o lema da Maratona era: “a seguir a uma subida, vem sempre uma descida”, mas deveria ter sido “a seguir a uma subida, vem sempre mais uma subida”.


Algumas subidas, para além da dificuldade física, tinham também uma forte componente técnica, o que dificultava mais a vida.
Inesquecível uma subida de 4 km’s, aos 50 km’s, com uma inclinação do c###### (unidade de medida de Mação, para quem não conhece) e que finalizava num singletrack com bastante pedras, junto a um parque éolico.
Um dos outros participante até comentou que parecia uma visita de estudo aos parques eólicos da zona de Fafe.

Foi brutal andar no cimo de uma montanha e ver a Sra. da Graça, uma das etapas míticas da Volta a Portugal em Bicicleta, uns bom metros mais abaixo de onde nos encontrávamos.


Em termos técnicos, era uma maratona de btt e não uma prova de ciclismo em estradão. Não me lembro de ter feito tantos km’s em singletrack na minha vida, e já levo 4 anos disto.
Nos últimos 30 km’s, mais de 20 foram feitos em singletracks, maioritariamente a descer, onde passávamos por cima de pedregulhos, pedras e riachos, que ligavam aldeias.
Numa frase: “assim vale a pena.”

Mas o que ficou da participação na maratona, para além das pernas doridas, foram as paisagens, simplesmente espectaculares, quer no alto das montanhas, quer nos vales, alguns dos quais com cascatas lindíssimas.


Prestação desportiva:

Dado que me encontrava a jogar fora de casa, optei por ficar à defesa, porque o percurso era exigente e a época já vai longa.
No final o balanço pode ser considerado positivo pois fiquei em 38º a cerca de 57 minutos do primeiro.

O Zé Pereira e o José Carlos chegaram um pouco mais atrás, mas ainda assim antes da primeira atleta feminina, uma miúda de 15 anos, que pelo que eles me disseram tem já um bom andamento e uma técnica invejável.

Já o Sérgio, voltou a padecer do Síndrome de Samora Correia, que parece atacar periodicamente a rapaziada do btt daquela zona e cujos sintomas são fraco andamento e tendência para preferir distâncias mais curtas (tipo meias-maratonas).


(Des)Organização:

Esta era a 2ª maratona organizada pela BTT Rinus do S.R. Cepanense, e apesar do empenho que demonstraram, existem ainda alguns pontos a rever.
Parece-me mesmo que estão ligados a algumas questões organizativas os poucos aspectos negativos desta maratona.


Começaram bem, pois escolheram um percurso excelente, apesar de que o problema deles deve ser que zonas excluir, pois devem ter excesso de oferta.

O habitual processo de levantamento de dorsais decorreu sem sobressaltos e com direito a umas meias como brinde (uma inovação ao que estamos habituados).

A partida teve direito a palavras de encorajamento do padre.
Não sei se é hábito no Norte abençoarem os masoquistas que se propõem a levar a cabo semelhante desafio, mas às vezes o BTT é uma questão de fé.



Os abastecimentos pareceram-me estar ao mais alto nível (o José Carlos que o diga) apesar de apenas ter parado no 2º abastecimento, que a fome já apertava.


As marcações do percurso estavam no geral bem feitas, com excepção de algumas zonas onde seria aconselhável colocar indicações de mudança de direcção um pouco antes dos cruzamentos.
Para azar da organização, numa zona do percurso alguém mal intencionado andou a arrancar fitas e a mudar o posicionamento de outras, o que gerou alguma confusão nos participantes.
Como é natural as queixas são sempre dirigidas aos organizadores, que apesar de não terem a culpa, deveriam ter talvez demonstrado maior flexibilidade e tentado resolver o problema com rapidez, até porque tinham algumas motas a acompanhar o percurso, que poderiam ter sido utilizadas para tentar repor a situação.



Penso que também deveriam ter sido colocadas mais algumas indicações de perigo nalguns locais, principalmente descidas, para que os participantes mais distraídos ou incautos não fossem apanhados de surpresa por descidas mais técnicas.



O almoço foi bom, mas o tempo que a organização demorou até começar a entrega de prémios e o sorteio (porque o Zé Carlos estava seguro de que iria ganhar um prémio), foi excessivo, por estarem à espera dos últimos participantes da Maratona.
Em consequência, tivemos direito a repetição da cerimónia de entrega de prémios, o que no caso das atletas femininas não foi mau.



Sempre me disseram que amigo não empata amigo e se os últimos demoram muito tempo a completar o percurso, vão treinar mais, para na próxima vez chegarem a tempo de ver os primeiros receber os prémios. Eu também já passei por isso.

Outro aspecto a rever foi a eliminação do líder da Maratona ao km 20.
O Manuel Melo, que é de Chaves e amigo do José Carlos, que na altura liderava a maratona foi “atropelado” por um motard da organização.
Resultado: foi obrigado a desistir com escoriações (levou uns quantos pontos no joelho) e com um quadro de carbono para a sucata.
O pior mesmo é que por isso não participou no Campeonato Nacional de XC em Marco de Canavezes, e quando parecia estar com um bom andamento (demonstrado também na prova da Taça em Porto de Mós a que assistimos).
Fica aqui uma palavra de encorajamento para ele.


Conclusão:

Não conheço como são habitualmente as maratonas no Norte, pelo que a minha referência são as maratonas cá de baixo.

A Maratona de Fafe foi uma boa maratona, que tem potencial para poder vir a ser uma grande maratona, ao nível das melhores em que habitualmente participamos (Portalegre, Idanha, etc).

Para o ano lá estaremos…….

Site da organização: http://www.srcepanense.com/m08/