segunda-feira, 21 de julho de 2008

2ª Maratona BTT Rally Fafe - 12 de Julho de 2008



Desta vez inicio a crónica pelos habituais agradecimentos finais, não apenas porque são merecidos, mas também porque me parece a melhor forma de começar.

Gostava de agradecer ao José Carlos pelo desafio, ao Zé Pereira e ao Sérgio pela companhia nesta aventura, ao António Machado, Miguel Machado, Joana Machado, Adelaide Gouveia, Manuela Machado e Laura da Silva pela hospitalidade e por nos terem recebido e aturado.
Sem eles esta participação na Maratona de Fafe não seria possível.


Percurso:

O percurso foi dos mais complicados que fiz.
A organização tinha anunciado 1.900 metros de acumulado em 80 km’s (quase ao nível das nossas voltas dos Bandos), mas no final o GPS de um amigo do José Carlos de Chaves marcava 2.400 metros de acumulado.
Os primeiros 50 km’s eram quase sempre a subir, sendo que o lema da Maratona era: “a seguir a uma subida, vem sempre uma descida”, mas deveria ter sido “a seguir a uma subida, vem sempre mais uma subida”.


Algumas subidas, para além da dificuldade física, tinham também uma forte componente técnica, o que dificultava mais a vida.
Inesquecível uma subida de 4 km’s, aos 50 km’s, com uma inclinação do c###### (unidade de medida de Mação, para quem não conhece) e que finalizava num singletrack com bastante pedras, junto a um parque éolico.
Um dos outros participante até comentou que parecia uma visita de estudo aos parques eólicos da zona de Fafe.

Foi brutal andar no cimo de uma montanha e ver a Sra. da Graça, uma das etapas míticas da Volta a Portugal em Bicicleta, uns bom metros mais abaixo de onde nos encontrávamos.


Em termos técnicos, era uma maratona de btt e não uma prova de ciclismo em estradão. Não me lembro de ter feito tantos km’s em singletrack na minha vida, e já levo 4 anos disto.
Nos últimos 30 km’s, mais de 20 foram feitos em singletracks, maioritariamente a descer, onde passávamos por cima de pedregulhos, pedras e riachos, que ligavam aldeias.
Numa frase: “assim vale a pena.”

Mas o que ficou da participação na maratona, para além das pernas doridas, foram as paisagens, simplesmente espectaculares, quer no alto das montanhas, quer nos vales, alguns dos quais com cascatas lindíssimas.


Prestação desportiva:

Dado que me encontrava a jogar fora de casa, optei por ficar à defesa, porque o percurso era exigente e a época já vai longa.
No final o balanço pode ser considerado positivo pois fiquei em 38º a cerca de 57 minutos do primeiro.

O Zé Pereira e o José Carlos chegaram um pouco mais atrás, mas ainda assim antes da primeira atleta feminina, uma miúda de 15 anos, que pelo que eles me disseram tem já um bom andamento e uma técnica invejável.

Já o Sérgio, voltou a padecer do Síndrome de Samora Correia, que parece atacar periodicamente a rapaziada do btt daquela zona e cujos sintomas são fraco andamento e tendência para preferir distâncias mais curtas (tipo meias-maratonas).


(Des)Organização:

Esta era a 2ª maratona organizada pela BTT Rinus do S.R. Cepanense, e apesar do empenho que demonstraram, existem ainda alguns pontos a rever.
Parece-me mesmo que estão ligados a algumas questões organizativas os poucos aspectos negativos desta maratona.


Começaram bem, pois escolheram um percurso excelente, apesar de que o problema deles deve ser que zonas excluir, pois devem ter excesso de oferta.

O habitual processo de levantamento de dorsais decorreu sem sobressaltos e com direito a umas meias como brinde (uma inovação ao que estamos habituados).

A partida teve direito a palavras de encorajamento do padre.
Não sei se é hábito no Norte abençoarem os masoquistas que se propõem a levar a cabo semelhante desafio, mas às vezes o BTT é uma questão de fé.



Os abastecimentos pareceram-me estar ao mais alto nível (o José Carlos que o diga) apesar de apenas ter parado no 2º abastecimento, que a fome já apertava.


As marcações do percurso estavam no geral bem feitas, com excepção de algumas zonas onde seria aconselhável colocar indicações de mudança de direcção um pouco antes dos cruzamentos.
Para azar da organização, numa zona do percurso alguém mal intencionado andou a arrancar fitas e a mudar o posicionamento de outras, o que gerou alguma confusão nos participantes.
Como é natural as queixas são sempre dirigidas aos organizadores, que apesar de não terem a culpa, deveriam ter talvez demonstrado maior flexibilidade e tentado resolver o problema com rapidez, até porque tinham algumas motas a acompanhar o percurso, que poderiam ter sido utilizadas para tentar repor a situação.



Penso que também deveriam ter sido colocadas mais algumas indicações de perigo nalguns locais, principalmente descidas, para que os participantes mais distraídos ou incautos não fossem apanhados de surpresa por descidas mais técnicas.



O almoço foi bom, mas o tempo que a organização demorou até começar a entrega de prémios e o sorteio (porque o Zé Carlos estava seguro de que iria ganhar um prémio), foi excessivo, por estarem à espera dos últimos participantes da Maratona.
Em consequência, tivemos direito a repetição da cerimónia de entrega de prémios, o que no caso das atletas femininas não foi mau.



Sempre me disseram que amigo não empata amigo e se os últimos demoram muito tempo a completar o percurso, vão treinar mais, para na próxima vez chegarem a tempo de ver os primeiros receber os prémios. Eu também já passei por isso.

Outro aspecto a rever foi a eliminação do líder da Maratona ao km 20.
O Manuel Melo, que é de Chaves e amigo do José Carlos, que na altura liderava a maratona foi “atropelado” por um motard da organização.
Resultado: foi obrigado a desistir com escoriações (levou uns quantos pontos no joelho) e com um quadro de carbono para a sucata.
O pior mesmo é que por isso não participou no Campeonato Nacional de XC em Marco de Canavezes, e quando parecia estar com um bom andamento (demonstrado também na prova da Taça em Porto de Mós a que assistimos).
Fica aqui uma palavra de encorajamento para ele.


Conclusão:

Não conheço como são habitualmente as maratonas no Norte, pelo que a minha referência são as maratonas cá de baixo.

A Maratona de Fafe foi uma boa maratona, que tem potencial para poder vir a ser uma grande maratona, ao nível das melhores em que habitualmente participamos (Portalegre, Idanha, etc).

Para o ano lá estaremos…….

Site da organização: http://www.srcepanense.com/m08/

domingo, 6 de julho de 2008

Porto de Mós - 06 de Julho de 2008



O BTZ Mação esteve presente na Taça Nacional de XC e DHI de Porto de Mós, não como participante, como é óbvio, mas como espectador.
Isto por culpa do nosso chefe de fila, Filipe, que prefere massacrar os restantes membros da equipa e convidados nas subidas dos Bandos, em vez de se meter com pessoal com o andamento dele.


O Campeão Nacional de SUB-23 de XC David Rosa que ganhou à geral


A convite do José Carlos e do Sérgio, desloquei-me à povoação de Figueiredo, junto a Porto de Mós, para assistir à prova de XC de elites, sub23 e juniores de XC e à 2ª manga de DHI, das respectivas Taças de Portugal.

XC:


Os gajos de Abrantes andam sempre pouco, se treinassem nos Bandos tinham mais andamento.



A prova de XC pode ser definida apenas numa palavra: Brutal!
O andamento é fortíssimo, pois parece que cada volta é a última.



O circuito, delineado numa encosta da serra, tinha zonas de alguma dificuldade técnica, principalmente as descidas e as subidas (com muita pedra solta) e uma longa recta em plano que permitia alguma recuperação do ponto de vista físico.

O André quando corre com pseudónimos de atleta consegue obter melhores classificações, ainda assim 19º lugar à geral não é nada mau.

Foi interessante ver em acção alguns dos melhores atletas nacionais de XC, pois sempre se aprende alguma coisa a ver a forma como eles abordam as zonas mais técnicas, a maneira como descem, como sobem, etc.



No que diz respeito à classificação final, acho que toda a gente que se esforça daquela maneira pode ser considerado um vencedor.



Em resumo: para ver pernas rapadas, prefiro as das mulheres.


O pelotão de júniores. Desta vez o Ricardo Marinheiro ficou em 2º.

Downhill:

A melhor definição da prova de Downhill é: os gajos são completamente doidos!

O local preferencial para a realização de provas deste tipo deveria ser junto aos Hospitais, de preferência com bons especialistas de ortopedia e de psiquiatria.
Apenas pude acompanhar a parte final do percurso, que ficava junto ao circuito de XC, mas que permitia avaliar o grau de sanidade mental dos participantes.

É assombroso e impressionante ver o sangue frio, coragem e loucura que é necessário ter para fazer aquilo que a maior parte dos pilotos faz.

Melhor do que as palavras, são as imagens que documentam o que se passou.
Espero muito em breve colocar aqui alguns vídeos que fiz com o telemóvel, para terem uma melhor compreensão do que significa fazer Downhill.

A prova foi ganha à geral pelo Emanuel Pombo, dado que o Cláudio Loureiro teve um furo na 2ª manga e não conseguiu melhorar o tempo da manhã.
Em femininas ganhou a Áurea Agostinho, com bastante avanço, e não apenas em termos de tempo.

Em resumo: mesmo com montes de tralha em cima, é preferível ver mulheres a fazer Downhill.

22 de Junho de 2008 – This is a low

8 meses e 2 dias depois, voltei ao local onde acabou um sonho, talvez com a intenção de completar algo. No entanto, apenas cheguei à conclusão que, por mais que tente, isso nunca será possível, pois essa volta, e tudo o que se lhe seguiria, ficará para sempre por realizar e concretizar.

Uma palavra de agradecimento às pessoas que nos momentos difíceis da minha recuperação se preocuparam comigo e me apoiaram.

domingo, 29 de junho de 2008

Mação - 21 de Junho de 2008


Finalmente, após alguns adiamentos, o BTZ Mação levou a cabo o seu passeio anual.
Passeio é apenas um eufemismo para designar o percurso inicialmente previsto, que, apesar de menos exigente que o de 2007, tornou-se bastante complicado devido ao calor que se fez sentir e aos Bandos de Codes e de Santos que tínhamos que ultrapassar.

Estiveram presentes pelo BTZ, o Filipe, o Agostinho, o João e o Orlando, e como convidados o Rui, o Rogério, o Sérgio e o João Almeida.


A partida de Mação ocorreu cerca das 15h30m.
A primeira parte do percurso, até à subida do presunto, era igual à dos anos anteriores. Desta vez contornámos o Bando de Codes, retomando a subida das eólicas um pouco mais à frente já em alcatrão. Mas não foi isso que facilitou a vida aos presentes, dado que o pedestre normalmente servia para descansar um pouco, ou não.




A descida para o Castelo este ano tinha também algumas diferenças, passando a sul da aldeia, e permitindo conhecer mais alguns trilhos interessantes. Como é habitual esta descida costuma ter quedas, tendo este ano o azarado sido o João Almeida, felizmente, sem consequências graves.




A subida para o Bando de Santos era inédita, com o seu início na zona da igreja do Castelo, e a inclusão de uma nova ligação ao Miradouro do Bando de Santos, que foi demolidora, principalmente para quem a tentou fazer.





No final da subida, estava o merecido abastecimento, responsabilidade do Filipe e da Anita. Foi um dos melhores a que já tivemos direito nos nossos passeios e superando os passeios e maratonas em que habitualmente participamos.


No Parque de Merendas do Brejo foi efectuado o segundo abastecimento dado que o Orlando e o Rogério resolveram atalhar, para fugir à subida acima mencionada e de necessitarmos de instalar as luzes para a parte nocturna do passeio.

Já com o pelotão agrupado, rumámos a Aldeia D’Eiras, seguindo depois por estrada até ao Chão de Lopes Pequeno, onde reentrámos nos estradões, que nos haveriam de levar até aos singletracks de aproximação à Água Formosa.

Devido a problemas logísticos, não nos foi possível proceder à limpeza dos caminhos, o que levou a que fossemos vítimas de alguns arbustos, mais difíceis de superar que muitas subidas e não só (que o diga o Agostinho).


Com a chegada da noite e o avançado da hora tivemos de abdicar do objectivo Água Formosa, dirigindo-nos por estrada para Mação, onde chegámos por volta das 22h30m.

Depois do banho, realizou-se o jantar no restaurante Cantinho.

O balanço apesar de não termos completado o percurso inicialmente idealizado, pode ser considerado positivo, pois não houve lesões graves, e pudemos desfrutar das belas paisagens e subidas do nosso concelho, na companhia de amigos.



Gostava em nome do BTZ de agradecer a todos aqueles que possibilitaram e contribuíram para a realização deste passeio, nomeadamente ao Sr. Antunes, à Anita,.

Um agradecimento também ao Sérgio, ao João Almeida, ao Rogério e ao Rui, que nos deram o prazer da sua companhia, não faltando ao convite que efectuámos.

Uma palavra final de encorajamento ao Rui e ao Rogério para que continuem a pedalar, pois para a próxima vez o esforço já não será intenso.

O Sérgio e o João Almeida já pedalam muito, não precisam de encorajamento.

terça-feira, 24 de junho de 2008

24H BTT Monsanto - 14 e 15 de Junho de 2008

Esta crónica começa no dia 30 de Março, no almoço do Grândola 100, quando o Zé Carlos avançou com a ideia de participarmos nas 24H BTT de Monsanto.

A equipa ficou constituída nessa altura, dado que eu e o Sérgio aceitámos o desafio, e o Zé Carlos contratou na hora o Zé Pereira, que se revelou o elemento mais importante da equipa, pela sua experiência de participações anteriores.

O nome adoptado para a equipa, foi de BTT Trilhos da Lezíria, devido a 3 dos seus membros pertencerem a esse grande clube de Samora Correia.

Preparação:

Depois de efectuada a inscrição, fizemos 2 estágios em Monsanto ministrados pelo Zé Pereira que consistiram no reconhecimento do percurso de 2007 e tratámos dos aspectos logísticos (alojamento, alimentação, etc).

Na sexta-feira, 13 de Junho, véspera do grande evento, eu, o Zé Carlos e o Zé Pereira dirigimo-nos ao Parque de Campismo de Monsanto para tratar do nosso acampamento, levantar os dorsais e fazer o reconhecimento dos 12,3 km’s do percurso juntamente com o Paulo (do Moto Clube de Lisboa).


Infelizmente, e dado que os nossos chefes de equipa, os Zés, estavam lá para competir, não pudemos aceitar o convite do Moto Clube de Lisboa, para ficarmos no seu aldeamento, pois era necessário o mais absoluto repouso, por forma a que os atletas pudessem render o máximo nesse fim de semana.
Ainda assim não esquecemos o prometido caril de frango preparado pelo Fófó que não pudemos experimentar.


A prova

O início:

No sábado chegámos cedo a Monsanto, de forma a ultimar alguns detalhes de natureza logística e táctica.
Por decisão do Director Desportivo Zé Carlos, o alinhamento dos atletas fez com que eu tivesse o privilégio de começar a nossa participação.
Como vingança obriguei o Zé Carlos a ir 40 minutos antes das 12h para a linha de partida, para garantir um bom posicionamento e assistir ao briefing da organização. Enquanto isso eu fazia o aquecimento nos rolos, gentilmente cedidos pelo Zé Carlos.
Assim pude partir na fila da frente, juntamente com a campeã nacional de XC Sandra Araújo e outras “estrelas” do BTT nacional (cujos nomes não me ocorrem) e sem desculpas de engarrafamentos nos singletracks para justificar um mau tempo na 1ª volta.
O 2º a sair para o percurso foi o Sérgio, sendo que a inexperiência neste tipo de competição fez com que não o tenha visto partir aquando da minha chegada à zona de transição, o que gerou alguma confusão e telefonemas para o resto da equipa.
Os últimos a entrar em acção foram o Zé Carlos e o Zé Pereira.

As primeiras voltas foram feitas a fundo, e apesar de sermos cerca de 7 minutos mais lentos por volta que os atletas da frente, ao final de 3h estávamos em 16º lugar e às 8h de prova em 14º, em 130 equipas de 4 elementos.

A táctica adoptada passava por durante o dia fazer uma volta, e durante a noite 2 voltas, de forma a permitir aos outros atletas a possibilidade de descansar um pouco mais e com alguma sorte, dormir.

A noite:

Com a chegada da noite, começaram a aparecer os problemas, dado que o Zé Carlos resolveu tentar deitar-se mais cedo (a idade não perdoa), esquecendo-se que um dos singletracks não era o local mais adequado para isso e o Sérgio apenas fez uma volta devido a ter furado (curiosamente muito perto do final).
Os 2 turnos da noite que efectuei foram os que mais gozo me deram, e não foi por ter encontrado alguma das mulheres da vida que operam em Monsanto.
Grande parte dos participantes resolveu fazer o que é normal à noite, dormir, e assim havia muito pouco tráfego.
Para além disso houve muito atalhanço de outros participantes (dado que o pessoal da organização que controlava pontos estratégicos também foram dormir), pessoal a andar sem luzes (não sei bem como, mas eles lá andavam), e o ritmo alucinante do pessoal da frente que andava à mesma velocidade do dia.

Inesquecível foi o nascer do sol, em Monsanto, com vista para a Ponte 25 de Abril, com uma luz fabulosa (quem gosta de fotografia sabe do que falo).

A manhã de Domingo:

Com a chegada da manhã, tínhamos caído para a 18ª posição, devido aos problemas acima indicados e devido ao facto de o nosso ritmo ter baixado cerca de 5 a 6 minutos por volta durante a noite.
As últimas voltas foram feitas no limite das nossas forças, para tentar recuperar as posições perdidas. O Sérgio até renasceu de uma noite complicada para perseguir uma certa atleta do Leste Europeu.
Apesar de tudo acabámos por ficar no 19º lugar.
No meu turno da manhã o que mais me impressionou foi o esforço e resistência dos participantes a solo, esses sim, os verdadeiros heróis e a essência do espírito das 24H.
O Zé Carlos fez questão de ser ele a fazer a última volta, por ser o mais experiente, o Director Desportivo e o mentor desta nossa participação.
Durante alguns momentos ainda pensámos que era possível eu fazer mais uma volta, mas o Zé Carlos merecia ser o último a cortar a meta.
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Balanço da nossa participação:

A 19ª posição em 130 equipas não pode deixar de ser considerada como positiva, dado que 75% da equipa era estreante neste tipo de prova, que exige a resistência de uma maratona (cada um de nós acabou por fazer cerca de 100 km’s), mas a um ritmo de XC (ou seja de corda na garganta).

Tal como havia sido prometido pelo Zé Pereira, o ambiente que se vive é inesquecível e único.
Num fim-de-semana, profissionais, pseudo-profissionais e amadores do BTT, competem durante 24H, a solo ou em equipa, uns contra os outros, e principalmente consigo próprios, naquilo que é a essência do BTT, desfrutar dos trilhos, das paisagens por onde passamos, da companhia dos amigos e não só, etc.

Penso que todos os que praticam BTT deviam pelo menos uma vez na vida participar numa prova deste tipo.

A participação a solo representa um desafio muito aliciante, mas acho que a participação em equipa é mais recompensadora, pois o espírito de entreajuda e companheirismo que se gerou na nossa equipa foi talvez o mais importante que fica desta participação.
Ao resto da equipa o meu agradecimento.


Balanço da Organização:

Percurso:

Dificuldade Técnica (1/5): tarde de sábado 3, noite 4, manhã de Domingo 4.
O percurso de 2008 era tecnicamente mais difícil do que o do ano transacto, pelas descidas em singletrack que foram adicionadas, mas que tornaram o percurso mais divertido. No entanto também não era nada exagerado, para quem costuma fazer o Raid XL da Selindabtt.
Com o decorrer da prova, e a passagem de cerca de 1.000 participantes, o terreno, em especial nas descidas em singletrack degradou-se bastante, aumentando o grau de dificuldade.

Dificuldade Física (1/5): tarde de sábado 3, noite 4, manhã de Domingo 4.
Existiam algumas subidas curtas mas íngremes, mas muito longe da dificuldade dos nossos Bandos. O resto do percurso tinha poucas zonas planas onde se pudesse recuperar, dado que era um sobe e desce quase constante.

Marcação do percurso (1/5): 4, sem grandes reparos a fazer, principalmente para quem havia efectuado o reconhecimento de véspera.


Refeições e abastecimentos:

Jantar (1/5): Uma vergonha.
Pequeno Almoço (1/5): Uma vergonha.
Abastecimentos (1/5): 3.

Um dos poucos pontos negativos em termos organizativos.
Não faz muito sentido, num evento deste nível (leia-se valor da inscrição) esperar durante algum tempo em filas para comer um prato de massa (jantar) e um pão (pequeno-almoço), dado que os extras a este pacote básico eram a pagar.
Conheço alguns passeios organizados por sociedades recreativas, culturais e desportivas em aldeias da zona de Mação que batem por KO a Escola Aventura neste capítulo.

Ao nível dos abastecimentos, havia água em pontos estratégicos ao longo do percurso e barras e bebidas (isotónicas ou hipotónicas, ou lá o que isso é) na zona de controlo/transição.No entanto, embalados pela escassez de bens alimentares que se verificou nessa semana, algumas pessoas, que não perceberam ainda que o açambarcamento é crime, esgotaram os stocks da organização num instante, dado que levaram barras energéticas, para o resto da época!



Agradecimentos:


Talvez este ponto devesse ser o primeiro a ser mencionado, pois diz respeito a todas as pessoas sem as quais esta aventura não teria sido possível.

Em meu nome pessoal e da equipa gostava de deixar um sentido agradecimento a todos aqueles que de alguma forma contribuíram que a nossa participação nas 24H de BTT fosse um sucesso, nomeadamente (e sem ordem de preferência):
- esposa do José Carlos, pela bolonhesa e pelos incentivos;
- tia do José Carlos, pela massa e pelo incentivos;
- João Paulo, por ter abdicado de um fim-de-semana da sua vida, para aturar e tomar conta de uns malucos do BTT;
- meus pais, pela ajuda na logística;
- Moto Clube de Lisboa, nomeadamente o Pégaso e o Paulo, pelas minis, pela hospitalidade e por serem quem são;
- Fernando, Bruno e Artur por se terem deslocado a Monsanto para dar um incentivo aos amigos;
- Bruno e Artur (os mesmos mencionados acima) pelo empréstimo das luzes para os percursos nocturnos;
- Nuno Lima (que também participou), João Almeida e Bri, a rapaziada de Santarém que tantas tareias me deu no trilho negro ao longo dos meses que marcaram o meu regresso ao BTT;
- Nuno e Polho, da Bikezone Santarém;
- Filipe, Agostinho e Orlando, a rapaziada do BTZ Mação que está sempre presente;

Parece-me que não me esqueci de ninguém, mas caso isso tenha ocorrido agradeço que me comuniquem esse facto.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

1ª Maratona Tigres do Pedal - Raposa - 10 de Junho 2008

O BTZ Mação esteve presente na 1ª Maratona dos Tigres do Pedal na Raposa (Almeirim) através da participação do João e do José Carlos.
O resto da equipa ficou em Mação a preparar a nossa volta de dia 21.

Foi uma maratona com um grau de dificuldade médio em termos físicos e técnicos, adequada para a preparação das 24h de Monsanto, onde estes elementos estarão presentes integrados na equipa do BTT Trilhos da Lezíria.
Como seria de esperar nesta região, tivémos direito a algumas zonas de areia (que desagradam a muitos), descidas interessantes e algumas belas paisagens, principalmente na Serra das Fazendas de Almeirim.
No que diz respeito à classificação dos 50 km's, o João foi 9º classificado e o José Carlos 22º, pelo que a equipa ficou bem representada nesta prova.

Site organização: http://www.tigresdopedal.com/index.php